Subjetividade e a Objetividade dos textos jornalísticos

Por Cleonice de Oliveira

As cadeiras da sala foram posicionadas em forma de círculo, para que os alunos pudessem fazer perguntas e expor suas ideias de forma mais aberta e convidativa.

Na quarta-feira, 22, ocorreu em uma das salas da FAAT – Faculdades Atibaia, situada no Campus Dom Pedro, a oficina sobre Subjetividade e a Objetividade dos textos jornalísticos. Ministrada pelo editor e jornalista Moriti Neto – JP Notícias e também professor da FAAT. A palestra teve inicio as 19h40. Participaram também da oficina o Repórter Robson Morais e o Diretor Administrativo Anderson Gama ambos também colaboradores do Jornal JP.

As preferências jornalísticas (meios jornalísticos e escritores) dos alunos foi o primeiro ponto a ser levantado por Moriti, que fez um breve comentário sobre as diferenças entre o impresso e online.

“A internet ainda é vista com certa desconfiança por alguns leitores, talvez por causa do seu ineditismo. Já o impresso nos permite fazer apurações e aprofundamento no conteúdo noticiado”.

Formado em jornalismo no ano de 2008,  na FAAT, o jornalista falou sobre sua carreira profissional, nos diversos meios em que atuou, entre eles: Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, Folha Vale, Revista Caros Amigos, Fórum, Carta Capital, entre outros.

No atual jornal em que é responsável, o JP, contou sobre a reformulação do mesmo e seu diferencial no mercado jornalístico:

“O JP tem uma linguagem diferenciada, se comparado com outros jornais a forma com que passamos a notícia para o leitor é diferente”.

Falou também sobre sensibilidade jornalística, segundo ele na hora de discorrer sobre um fato o autor do texto tem que fazer de uma forma com que o leitor se sinta sensibilizado com a notícia, para que a mesma seja refletida.

Um dos pontos fortes e que gerou vários comentários pelos alunos na oficina foi a subjetividade e a objetividade nos meios de notícias. Outro ponto que também foi citado por Moriti foi sobre textos autorais, a importância do jornalista em escrever o texto de uma forma inigualável, para que quando o leitor ler a notícia reconheça o autor sem ler a sua assinatura:

“Tem que marcar terreno, tem que ser autoral”.

Durante um período da oficina, o participante Robson Morais falou sobre sua experiência e em escrever em revista.

“Texto de revista é gostoso de fazer, pois proporciona a possibilidade de ramificar um texto que fala sobre um mesmo assunto e até desconstruir um lead. Fazendo com que o leitor fique preso no texto, além de termos bastante tempo para escrevê-lo”.

E completa fazendo uma comparação com textos escritos para a web:

“Já na web é diferente eu escrevi em um portal durante quatro anos, que tinha que ser atualizado diariamente, com textos curtos e sem profundidade. Porém, conseguia utilizar várias ferramentas, uma delas: os vídeos, que permitia que o leitor navegasse entre o texto e as imagens”.

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Sobre Jornalismo FAAT

Equipe de jornalistas-formandos da FAAT, de olho na região bragantina, São Paulo

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