Acadêmicos de Jornalismo cobrem a FEMPCOM

Comunicação, projetos inovadores e negócios foram os principais temas presentes na 1ª Feira de Empreendedorismo em Comunicação (FEMPCOM), realizada em 13 de junho, às 19h20, no Campus Dom Pedro – FAAT. Aqui você tem a cobertura completa dos alunos de Jornalismo em radiojornalismo:


Confira também a segunda playlist realizada pelos acadêmicos de Jornalismo:

1ª FEMPCOM é marcada por ideias inovadoras

Panorama do evento

Fran Koto, ex-aluna de Administração, relata que achou muito bom retornar à faculdade para ajudar os alunos que estão iniciando a vida profissional. Imagens: Thatiane Rezende

Aline Zarur

Os alunos do curso de Publicidade e Propaganda realizaram, nesta terça-feira, 13, a 1ª Feira de Empreendedorismo em Comunicação (FEMPCOM). O curso convidou ex-alunos, empresas de comunicação da região, além da comunidade local.

Segundo a coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda, Tânia Augusta Ferreira, a feira mostrou o trabalho desenvolvido durante as disciplinas de Empreendedorismo e Agência. “Porque não criar um evento no qual nós pudéssemos apresentar os trabalhos tanto da comunidade e de ex-alunos e até buscar possíveis investidores e pessoas que se interessem?” Os alunos foram responsáveis por toda produção do evento, desde o nome da feira até a divulgação. Os alunos reconhecem que a feira é de grande importância para a troca de experiência, e fazer o network com quem já está conhece o mercado de perto.

A palestrante Fran Koto, ex-aluna de Administração, relata que achou muito bom retornar à faculdade para ajudar os alunos que estão iniciando a vida profissional “É muito gratificante contar um pouco da minha história e de onde eu vim e para onde eu vou, isso é uma coisa fantástica, achei fabuloso esse contato. Retorno à faculdade realizando um sonho, como palestrante”.

Milena Rosaneli, integrante da Agência Six Plus, disse que o grupo voltou as atividades para o mercado de influenciadores digitais, uma vez que não há muitas agências especializada do segmento. “Nossa ideia veio a partir do boom dos influenciadores digitais no mercado e encontrou a necessidade de trabalhar desenvolvendo pesquisa, auditoria, análise de resultados e levantamento de atributos para ajudar na imagem desse nicho”.

A feira contou com a participação dos alunos do 4º ano de Relações Públicas, que auxiliaram na organização do evento. A coordenadora Leni Pontinha destacou a importância da inovação e empreendimento que os alunos estão propondo. “Empreender e inovar é muito importante para qualquer área, principalmente para nós, de comunicação. Os alunos estão sendo avaliados, mas antes apresentamos uma palestra de uma empreendedora que também inovou nos negócios”, finalizou.

Fran Koto

Fran Koto: retorno à faculdade foi a realização de um sonho, como palestrante.

 

 

Brasil gasta milhões para enterrar lixo

O problema ocorre em virtude de questão cultural e falta de responsabilidade

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Lixão da Estrutural. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Márcia Silva

Responsabilidade compartilhada e investimento na educação são os pontos mais urgentes para a sustentabilidade e preservação do meio ambiente. Estevão Vernalha, professor de Gestão Ambiental da FAAT, afirma tratar-se de uma questão cultural, social e econômica.

Ele explica que o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) orienta a gestão e toda a cadeia de gerenciamento do lixo, porém afirma que o ponto principal é a responsabilidade compartilhada. “Todos são responsáveis, desde o gerador do resíduo. Será que ele separa o resíduo? Faz compostagem?”, perguntou Vernalha.

Para o professor, a palavra lixão é algo que causa arrepio, pois recolher o resíduo orgânico de um local e levá-lo para outro pode parecer uma proteção para a coletividade, mas na verdade causa grandes impactos ambientais. Diante disso ele também explica que o aterro sanitário não é a solução. “Vivemos numa sociedade cada vez mais consumista, que utiliza cada vez mais recursos, assim geramos cada vez mais resíduos e precisa-se de mais espaço para fazer aterro sanitário”, diz Vernalha, que manifesta sua preocupação com o aumento na produção do lixo.

“O Brasil e outros países de Terceiro Mundo gastam milhões para enterrar bilhões! É de chorar, mas é exatamente isso”, declara Vernalha. Para ele, grande parte destes resíduos poderia ajudar o país. Ele afirma ser difícil fazer um prognóstico, mas declara que “um pano de fundo importante é o investimento em educação verdadeira”.

Mudanças na infância trazem a solidão

Reestruturação das famílias, fará com que as crianças fiquem mais tristes e isoladas
Damarison Brito

Com a correia do nosso dia, muitas vezes não paramos para pensar no futuro das crianças, pelo fator da tecnologia, vemos nitidamente que as crianças estão cada vez mais obcecadas por celulares, tabletes e jogos eletrônicos. E parece que num simples conto de fadas, esqueceram todas brincadeiras que faziam sucesso na época de seus pais e avós.

Segundo as previsões do caderno Rumo. “A Internet vai tornar-se como a eletricidade – menos visível, mas mais profundamente enraizada na vida das pessoas, para o bem e para o mal” Já que as crianças estão tendo contato com essa tecnologia desde muito cedo.

Para Luciana Henrique da Silva. (Pedagoga, psicopedagoga, ludopedagoga, teatróloga e dramaturga). “O adulto, seja pai ou familiar deve buscar alternativas. Formação de grupo de pais para troca de informações e de ideias sendo possível reunir crianças. Apresentar-lhes brincadeiras e jogos, participarem junto como eles das brincadeiras. Atividades como teatro, apresentação musical leva a criança a interagir com sua criatividade e alivia a tensão dos pais. Incentivar a criança a ter um convívio saudável, seja na alimentação, no cotidiano do ambiente de sua casa, ajudando nas atividades domésticas, como arrumar sua própria cama, guardar seus pertences. Etc. Quanto mais os pais e os filhos estivem unidos em uma mesma perspectiva, melhor será o convívio.

Segundo a educadora, com a mudança de comportamentos, as crianças ficarão mais solitárias, já que filhos sem irmãos e sem amigos se tornam tristes e adquirem outras manias e medos. Nesse contexto é importante que as crianças tenham um convívio com os primos, mudança de ambiente, junto a natureza e com outras crianças.

Realidade Virtual ou quase isso…

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Por: Gabriel Pavão

Décadas atrás, o homem, depois de explorar o planeta e o espaço, precisava de novas terras para explorar. Histórias de mundos perdidos, fantásticos começaram a florescer no cinema, na literatura, e ganhar o imaginário coletivo, mas um, em especial, continua fascinando e motivando os avanços da humanidade: a Realidade Virtual.

Desde as primeiras ideias sobre o tema até sua popularização em filmes ou séries, a realidade virtual vem se mostrando, além de fascinante, cada vez mais possível. No começo do século, algumas experiências relacionadas à área começaram a tomar forma como o jogo online Second Life, que proporcionava aos jogadores a oportunidade de ter uma “segunda vida”, mas isso não era o bastante.

Um novo passo foi dado: óculos de realidade virtual tomam o mercado, são a nova aposta de tecnologia, com modelos variando de moldes de papelão e um celular à cases chegando a custar mais de 5 mil reais. Mas ainda não é o bastante, embora “recém-nascida”, já buscam qual será a próxima tecnologia inovadora, que trará a obsolescência aos óculos de realidade virtual.

Apesar de os últimos projetos com realidade aumentada (como o natimorto Google Glass e suas cópias) terem falhado, a “aposta” do próximos anos é a Realidade Mista, um upgrade da abandonada realidade aumentada, mas com o diferencial de ser tangível

Ainda é cedo para precisar a data em que veremos interfaces virtuais plenas, mas isso se torna cada dia mais possível, cada dia mais próximo. Só nos resta aguardar pelo dia em que teremos um HoloDeck em casa.

Moradia será um caos no futuro

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Diego Perez

Muito ainda precisa ser feito e melhorado, mas visando todos os residentes do mundo e representantes de ambas as classes, baseando-se em números e pesquisas, já temos base para uma projeção de como estará socialmente as moradias a nível mundial em 2050, socialmente e esteticamente.

A Política de moradia nos países, de construções e padronizações em larga escala, irá escancarar e reforçar cada vez mais a segregação dentro das cidades. Visando o alerta feito pela arquiteta Elisabete França, responsável pela Secretaria de Habitação da prefeitura de São Paulo, no governo Gilberto Kassab (PSD), durante um seminário internacional do núcleo USP Cidades. Esteticamente e arquitetonicamente, as semelhanças estão claras, com um grande aumento de casas simples, ao invés do uso das novas tecnologias para uma melhor estruturação das casas em geral.

“O discurso de que bons projetos de arquitetura de qualidade resultam em especulação imobiliária e mais segregação é extremamente elitista. Vê os mais pobres como incapazes de decidir sobre suas vidas”, diz ela. “Ou seja, vamos produzir moradias baratas e distantes, porque assim os mais pobres não vão vender e vão ficar ali.” – Elisabete França, Carta Capital – 2013.

Para Eberton, aluno de jornalismo e residente de um condomínio da alta classe no interior de São Paulo, muito dessa segregação é culpa do governo. ”A cidade é mal planejada, o plano diretor, a meu ver, é um retalho que atende os interesses de uma oligarquia (poucos grupos que definem as diretrizes de loteamento e segregação do município). O poder público é covarde e sem nenhum plano em longo prazo. A cidade tem bolsões de pobreza que vem crescendo. Minha preocupação é com o aumento de problemas de segurança (principalmente tráfico de drogas), ineficiência do poder público, inflação que esses grupos empresariais fazem com loteamento, a inflação que a área imobiliária tem sofrido com programas como o “Minha Casa, Minha Vida”, onde entregam uma casa sem se quer a ligação de esgoto. No zoneamento municipal, com esse programa do governo federal e ao autorizar dividir lotes para construir casas pequenas e não deixar área para o verde e meio ambiente tem contribuído com a queda da qualidade do clima no município  e elevar a temperatura, contribuindo também para o aquecimento global. A preocupação é baseada a um conjunto sistêmico, sem planejamento que tem agravado as diferenças econômicas e sociais.” Disse Eberton.

Os Estados gastam milhões em obras, mas não gastam do modo certo, pelo menos não o certo visando a população, mas sim visando o lucro para eles. Muito desse dinheiro é investido para o mantimento da mesmice, da uniformidade das moradias. E quando investe em tecnologia é para apenas um nicho da população, o que quase não acontece também, pois quem realmente investe nesse aglomerado são os condomínios privados.

“Foram construídos milhões e milhões de apartamentos de baixa qualidade nas periferias e hoje o que a gente tem?… Onde todos os espaços públicos viraram favelas e reproduzem a segregação.” – Elisabete França, Carta Capital – 2013.

Com alguns números podemos observar a perspectiva de moradias no Brasil visando os próximos anos, assim, o futuro. De acordo com dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feitos durante o Censo de 2015, quase 11,4 milhões de pessoas (6% da população) vivem em aglomerados subnormais. O IBGE identificou 6.329 favelas em todo o país, localizadas em 323 dos 5.565 municípios brasileiros. (Wikipédia, IBGE). Nos últimos sete anos, o aumento no número de condomínios no país teve cerca de 23%, segundo um levantamento nacional do Secovi. O Brasil tem hoje 180 mil condomínios, sendo que 51 mil deles se encontram no Estado de São Paulo. (Folha de São Paulo, 21 de março de 2015). Podemos dizer que o progresso vai de acordo com a sua classe social, não há um desenvolvimento de ambas as partes e sim uma obviedade de interesses e desleixo com aqueles que realmente precisam de uma melhor estruturação e que constantemente cresce com o mau momento econômico e financeiro que estamos, e que com esses números, estaremos em 2050.

E é triste pensar no futuro olhando a realidade, o futuro não está caminhando para um lugar onde a tecnologia vá imperar e sim o caos, as moradias destes locais se baseiam em barracos e obras mal construídas. À histórica dificuldade do poder público em criar políticas habitacionais que priorizem um sistema de moradia mais adequado, é um dos fatores que têm levado ao crescimento dos domicílios em favelas. E esse público, essas pessoas, serão na maioria adulta, com escolaridade média e que por conta do desemprego foram expulsos do mercado de trabalho. Apesar de toda tecnologia e de varias ideias no constante desenvolvimento do mundo, cerca de 33% da população mundial, 863 milhões de pessoa, já vivem em favelas (segundo a UN-HABITAT, Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos).

Analisando o rumo das coisas, apenas uns pequenos aglomerados de beneficiados aproveitarão das novas ideias e exemplos que vamos possuir e desenvolver, e isso de nada adiantam se não visarmos à sociedade e a população como um todo. Em 2050, os edifícios e casas serão construídos já contando com sistemas de inteligência artificial que permitirão, por exemplo, controlar a temperatura ou a iluminação dos ambientes. Os robôs voadores, por exemplo, serão autônomos, e vão poder construir uma torre de seis metros, sem qualquer intervenção humana. Casas que serão construídas usando o método de impressão em 3D. Mas todo esse financiamento tecnológico não favorece o desenvolvimento urbano, apenas contribui ainda mais para essa desigualdade de classes existente em todo o mundo. É difícil pensar que em 2050 estaremos com nossas moradias seguras e intactas de novas tecnologias, estaremos vislumbrados em um clima hostil e decadente visando a moradia dos favorecidos financeiramente. As próximas décadas trarão grandes mudanças no tamanho e distribuição da população global. A contínua urbanização e o crescimento geral da população fará com que 2,5 bilhões de novas pessoas passem a viver em áreas urbanas em 2050.

Família: o futuro chegará com mudanças

A maior instituição formada em uma constante evolução

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Por: Gabriel Milani

Desde o início de tudo, o ser humano se une a outras pessoas para viverem juntos uns em favor dos outros, seja por laços afetivos e a partir daí por grau de parentesco. Biblicamente falando, o primeiro homem e a primeira mulher da Terra se juntaram e tiveram filhos, assim, formando a primeira família da história. Então, formalmente, família definiu-se como um conjunto de pessoas que possuem parentesco entre si, de um modo geral é mais comum ver uma família formada por pai, mãe e filhos. As árvores genealógicas apresentam um crescimento constante do início dos tempos que se estende até os dias de hoje, famílias formavam povoados, que formavam cidades, que por sua vez formavam civilizações. A família sempre foi a maior unidade da sociedade, essencial para o convívio humanitário e o desenvolvimento populacional.

Recentemente, o termo “família” recebeu diversas conceptualizações por parte de toda a sociedade, uma família não mais é formada apenas por pai, mãe e prole. Já se usa o termo para definir um grupo de pessoas que vivem juntas e cuidam uns dos outros, mesmo sem ter certo grau de parentesco entre si, se formaram novos modelos de organizações familiares. As responsabilidades e deveres de cada membro da família foram também se alterando, cresceram o número de famílias chefiadas pela mãe com a crescente inclusão feminina no mercado de trabalho e também pelo aumento considerável no número de divórcios, com isso, mudaram também as percepções das crianças, que por necessidade, cresceram sem a figura dos pais presentes em sua infância. Isso mostra bem o panorama atual da família contemporânea. Famílias sempre fizeram e até hoje fazem parte da história. Uma família tradicional, tem por sua vez o pai como o provedor do lar, ou seja, aquele responsável pelo sustento, segurança e por zelar pelo bem de todos aqueles que habitam em sua residência, a mãe, responsável por ser o alicerce do pai, aquela que mantém o equilíbrio emocional entre os familiares e toma importantes decisões relacionadas ao lar, finalmente os filhos, que tem total dever de serem submissos ao pais, respeitando, obedecendo e acatando a todas as ordens, assim aprendendo com eles para que quando chegar a sua vez de iniciar uma família, sempre manter as situações sob controle. Porém uma série de fatores vem alterando essa estrutura familiar, principalmente a diminuição no número de formação de laços matrimoniais, que teve constante queda no início do século XX, pessoas estão optando por outras formas de se unirem e formar famílias, como por exemplo a chamada união instável, popularmente conhecida como “amigar” ou “amasiar”. Com o passar dos anos, diminuiu também o número de filhos por família, nó século passado a média era de 8 a 12 filhos por casal no Brasil, agora, o número é bem diferente, cada casal no país possui em média de 1 a três filhos. Em contrapartida o número de casas e residências no Brasil cresce constantemente, tanto com a urbanização de áreas rurais e a formação de residenciais particulares ou condomínios fechados.

Com tudo isso, paramos para pensar e nos perguntar “como será o relacionamento familiar em um futuro próximo? ” O número de famílias tende a crescer ou decair? Analisando os fatos observar uma notável diferença em alguns aspectos familiares no Brasil ao longo dos anos, por exemplo: No século passado a população do país era de aproximadamente 169,9 milhões de habitantes, porém no início do século XXI esse número deu um grande salto para 200,4 milhões. A expectativa de vida de um brasileiro tinha uma média de 64,8 anos, porém agora, também subiu para 73,2 anos. Se forma um grande paradoxo, quando pensamos em família logo pensamos em um grande laço afetivo entre pessoas que se amam, o que pode afligir os pensamentos relacionados à família é a constante mudança na sociedade e comportamento das pessoas como um todo. Principalmente o avanço da tecnologia, como isso afeta diretamente o cérebro humano, forma-se uma nova pergunta: como será o relacionamento familiar no futuro?

Estima-se que o número de seres humanos continue aumentando, com isso, crescerá também a quantidade de residências e moradias nas grandes cidades e a área rural irá mudar para uma urbanização. A tecnologia estará mais forte e mais predominante na vida individual de cada pessoa, logo, de cada membro de uma família, porém o relacionamento entre pessoas de uma mesma família sempre irá depender do caráter pessoal de cada membro, o que podemos imaginar é uma constante evolução em fatores cruciais para a convivência familiar, como tecnologia, responsabilidades, custo de vida e etc. Com um país e consequentemente um mundo mais populoso, as famílias continuarão se multiplicando e sendo ainda, a maior instituição já formada na história da humanidade.