Atrás das câmeras e da internet

Flavia Amaral Rezende

Making off. Vocês devem saber o que é: é aquilo que acontece nos bastidores da produção. Em muitos casos, é a parte mais interessante dos filmes, que em geral são dezenas de vezes picotados,  editados e reeditados, enfim.

Jornalismo também é assim. Tem making off. Atrás da cobertura do Open House que vocês podem ler neste blog existem dezenas de anônimos, futuros jornalistas. São nossos alunos do curso de Jornalismo que, com muita garra e determinação, aguardam os entrevistados, ficam atentos ao melhor ângulo para fotografar e “não estão nem aí” se os políticos querem acabar com o diploma.

Sabem por que? Porque na medida que avançam no curso acontece um encontro de cada um com o espírito do jornalismo que é, no mínimo, um encontro cívico: o de termos e mantermos uma sociedade mais justa e democrática.

É isso ai, galera! Este é o curso de Jornalismo da FAAT: formando Jornalistas, com J maiúsculo!

Parabéns a todos os alunos que colaboraram na cobertura do Open House entrevistando, fotografando, gravando, editando e até mesmo assistindo ao evento! Parabéns aos professores! Parabéns à equipe organizadora do evento!

Encerrrado o Open House na FAAT

Professor Elias durante palestra no auditório

Osni Dias

Palestras sobre Direito, Administração e Comunicação Social completaram o ciclo de palestras ministradas na visita monitorada promovida pelo Open House. Os professores Orivaldo Biagi, Elias Reis e Rafael di Stéfano deram um panorama das profissões e tiraram dúvidas dos presentes que, ao final, ainda receberam brindes da instituição.

A professora Juliana de Lima Batista, que leciona Lingua Portuguesa, apoiou a iniciativa da FAAT. Para ela, é uma maneira deles conhecerem o ambiente da faculdade e uma oportunidade ímpar. “Além de terem contato com professores e profissionais das mais variadas áreas, o teste vocacional foi importante pois muitos deles nunca o tinham feito”, afirmou.

O Open House está terminando nesse exato momento e os alunos se preparam para voltar a Mairiporã.  A FAAT deseja a todos uma boa viagem e que os seus desejos se tornem realidade, sobretudo no que se refere à construção do conhecimento.  As portas da instituição continuarão sempre abertas a todos que desejam construir um futuro melhor, para si e para o Brasil.

Alunos participam de teste vocacional

Teste vocacional ajuda os alunos a descobrir sua vocação

Tiago Eduardo e Eric Brandão

Alunos que participam do Open House realizaram  teste vocacional e falam sobre os resultados e da acolhida na FAAT. Guilherme Silva, 17, pretende seguir carreira na área de ciências contábeis. Ficou satisfeito com o resultado do teste vocacional, que apontou que o aluno provavelmenten seguirá para a área de negócios. Priscila Souza, 20, gostou da estrutura da instituição. Em comparação com outras faculdades visitadas pela aluna, a FAAT supriu as expectativas. A aluna gostou das palestras e disse que foi bem acolhida na faculdade.

Débora Silva, 17, que gostou do espaço da instituição, já fez um curso técnico de administração e pretende atuar na área de Marketing. Como Guilherme, seu teste vocacional apontou para a área (de negócio) que ela já havia escolhido. Segundo Gabriela Maia, 18, o ambiente da FAAT é bem diferenciado e organizado. O resultado de seu teste vocacional  indicou uma inclinação para a área de saúde. Débora ressaltou a iniciativa dos alunos de Jornalismo na cobertura do evento. ” É legal ver que os alunos são ativos e colocam  em prática o que estudam”, disse ela.

Pesquisas revelam que formação eleva o salário

Hércules citou dados importantes sobre o mercado profissional

Osni Dias

O Open House está sob a coordenação do professor Orivaldo Biagi, que orienta a visita monitorada. A coordenação da visita está a cargo do diretor da escola, professor Essio Minozzi Junior, que percorre as instalações da instituição na companhia de 80 alunos do período noturno, sendo duas turmas do EJA e três turmas do Ensino Médio. Para ele, essa atividade tem sido importante para os alunos na escolha de suas profissões.

Na palestra de abertura, o professor Hércules Vernalha lembrou que estatísticas recentes revelam que metade dos brasileiros têm o Ensino Fundamental e 21,5% possuem o Ensino Médio, sendo que apenas 9,5% da população está no Ensino Superior. “Vocês têm uma vantagem competitiva, pois já estão prestes a entrar numa faculdade”, disse Hércules. O professor ainda tirou várias dúvidas dos alunos e apontou uma vantagem aos que pensam em cursar uma faculdade: pesquisas mostram que no Brasil a média salarial sobe na medida em que a formação melhora.

FAAT realiza mais um Open House

Alunos da escola Hermelina Albuquerque Passarella puderam conhecer as instalações da FAAT

Osni Dias

A FAAT está promovendo nesse instante mais um “Open House”, tradicional evento em que abre as portas da faculdade para estudantes de Ensino Médio da Região. Os convidados de hoje são alunos da Escola Estadual Professora Hermelina Albuquerque Passarella, que participam de uma visita monitorada ao campus Dom Pedro da FAAT. A escola é a mais antiga de Mairiporã e, pela segunda vez, visita as faculdades. Os estudantes foram recepcionados por uma comissão composta por professores e diretores e em seguida se dirigiram ao Auditório, onde assistem uma palestra sobre o mundo acadêmico e das profissões, ministrada pelo professor e diretor Hércules Vernalha. Daqui a pouco os estudantes realizarão um teste vocacional e conhecerão as estações da FAAT, incluindo os Estúdios de Rádio e TV. A visita está sendo acompanhada pelos alunos do 2º ano do curso de Jornalismo, que estarão produzindo matérias e fotos para o blog.

Voz a que não têm voz

Samuel G. de Oliveira

Em um país onde caiu a exigência do diploma para exercer a profissão de jornalista, alguém precisa fazer jornalismo de verdade. Quando eu falo jornalismo de verdade, falo da profissão em sua missão mais nobre: dar voz ao que não tem voz.

Muitas vezes, idosos que estão esquecidos em casas de repouso e asilos têm muito a dizer. Tiveram uma vida no passado, ainda tem uma vida – pode não ser tão corrida e tão complicada quanto a nossa, mas é uma vida – e muitas vezes muito interessante. Quase sempre são noticiados como vítimas de abusos, maus tratos e abandono, mas nunca como protagonistas, onde são o centro da história..

O brasileiro costuma fechar os olhos para a realidade, sobretudo quando ela choca e mostra uma verdade ingrata. Nós, jornalistas, temos a responsabilidade de mostrar essa realidade doa a quem dor, com a credibilidade e o compromisso com a sociedade, atuando para o bem comum. Devemos elaborar reportagens onde os idosos sejam colocados em um lugar de destaque. Nossa história está nas mentes desses idosos e muitas vezes o assunto é irrelevante para a maioria da população.

Para nós, jornalistas, isso não pode continuar assim. Nosso papel é dar voz a quem não tem voz.

Voz para o idoso

Felipe Henrique de Oliveira          

 O jornal Folha de S. Paulo publicou, tempos atrás, uma matéria sobre a participação de um morador de rua em uma tribuna na Câmara Municipal, mostrando assim a essência do jornalismo, dar voz ao povo, já que alguém que faz parte de uma minoria teve a oportunidade de se manifestar publicamente.

A importância então de saber o pensamento de pessoas que não possuem tanta facilidade de expor o que sabem nos leva a refletir o porquê de não dar essa oportunidade aos idosos. Estas pessoas têm uma experiência de vida muito grande e, com certeza, podem trazer mais vivência aos jovens. Além disso, a experiência não é algo que pode se comprar, ela é adquirida com o passar do tempo. Decidimos então retratar alguns idosos que vivem uma situação um pouco diferente, vivenciando seu dia a dia.

Após passar uma vida trabalhando, algumas vezes de forma até sofrida, muitos acabam vivendo em asilos ou casas de repouso. Lá podemos encontrar pessoas que nunca tiveram família e até pessoas que foram muito importantes na sociedade. Em Bragança Paulista encontramos ambos os casos. Um senhor com problema mental após sofrer um AVC perdeu a memória e não sabe nada a respeito de sua vida, nem mesmo de sua família. Por outro lado, encontramos um famoso padre da cidade, o padre Donato Vaglio, que já foi homenageado por suas ações e teve seu nome atribuído a uma escola infantil.

Dar voz a estas pessoas não serve apenas para ter mais uma história para contar. Poder partilhar da experiência e da vivência dessas pessoas é importante para que toda a sociedade descubra que, apesar do sofrimento, a experiência deixa essas pessoas mais fortes para enfrentar problemas e dificuldades. Dar voz a essas pessoas e deixar que elas contem suas experiências de vida nos faz então mostrar a verdadeira essência do jornalismo, já que além de informar as pessoas, prestamos também um serviço não só a eles, mas também a toda a população.