Presidente do Sindicato dos Jornalistas abre ciclo de palestras na Faat

por Aline Eusébio e Carolina Lemes

As Faculdades Atibaia se preparam para receber, nesta segunda-feira, 1 de março, o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, o jornalista José Augusto de Oliveira Camargo, que também é diretor do Departamento de Saúde e Previdência da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ).

O principal assunto a ser discutido é a queda da obrigatoriedade do diploma de jornalismo e o impacto que esta decisão causa no mercado da educação e entre os profissionais da área. Certamente o tema renderá desdobramentos, como por exemplo o trâmite que pretende revalorizar a identidade do jornalista não formado, bem como as estratégias que garantam o jornalismo em prol da democracia.

O evento faz parte do Ciclo de Palestras “Jornalismo/Faat”, idealizado pelo coordenador do curso de jornalismo, professor Osni Tadeu Dias. Na ocasião, a equipe de reportagem contatá com a atuação de professores e repórteres do curso de jornalismo da FAAT.

 A mesa de debate será composta por profissionais da mídia, políticos e profissionais de educação. O evento contará com cobertura simultânea e postagens posteriores no blog Casa Aberta nas mídias textual para web, áudio,visual e audiovisual.

O evento acontecerá nas Faculdades Atibaia – campus Dom Pedro, na Avenida Juca Sanches, 1520, Atibaia, com início previsto para as 19h. O evento é aberto ao público, mas também poderá ser acompanhado simultaneamente via Twitter, pelo link http://twitter.com/casajor ou no site https://jornalismofaat.wordpress.com

Ft: Marta Alvim

José Augusto de Oliveira Camargo, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo. Ft. Marta Alvim

Acadêmicos repórteres: Aline Eusébio e Carolina Lemes (editoras), Andressa Nascimento, Aline Campos, Bianca Bosquetti, Gerson Gomes, Fábio Martorano, Paula Bonaldo, Robson Moraes, Tarcília Pereira, Tárcio Cacossi e Vinícios Cintra (Casa Aberta) Victor Santos e João Paulo Feher (Twitter) e Marta Alvim (fotografia).

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3º round: dois pra lá, dois pra cá

Esse post é de hoje, dia 18 de fevereiro, do blog Azesquerda:

Dois passos atrás e um mais atrás

Por João José de Oliveira Negrão
Penso que a postura da diretoria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo está equivocada. Elenco argumentos que que me levaram a tal conclusão:
1. Na matéria abaixo, do Comunique-se, Guto afirma que “a função básica é a defesa das condições de trabalho”. É verdade. Mas, no nosso caso, a inexistência de conselhos que regulem o exercício profissional implica que as entidades sindicais também assumam esta luta.
2. O medo de eventuais multas — decididas por tribunais contra sindicatos que não aceitem filiados sem diploma (nos casos previstos pela legislação derrubada pelo STF), conforme argumentado pelo diretor Alcimir Carmo nos comentários à matéria do Comunique-se — é contrário à tradição do nosso Sindicato. Não foi o medo, mas a coragem cívica, apesar da lei, quem o colocou, em determinado período, na linha de frente contra a ditadura militar.
3. Do ponto de vista estratégico, a postura defendida na Nota Oficial da atual diretoria do Sindicato significa dois passos atrás na luta pelo retorno da exigência da formação específica e da manutenção da regulamentação profissional. Temo que não se consiga, depois, dar o passo à frente.
4. Por fim, uma decisão de tal gravidade, antecedida por amplos debates nos estados e nas bases, deveria ser unitária e tomada em congresso da Fenaj, convocado especificamente para esta finalidade.
 
Aqui, o texto do Comunique-se:

Sindicato defende filiação de jornalistas sem diploma que exerçam a profissão

Por Izabela Vasconcelos, do Comunique-se
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo anunciou, em nota oficial, que pretende filiar jornalistas sem diploma, mas que exerçam a profissão. A proposta deverá ser discutida com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj).
A entidade defende que, diante do fim da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, os sindicatos devem assumir uma posição unitária sobre o assunto. “Encarar esse problema é uma responsabilidade que todo dirigente deve assumir e uma posição unitária nacionalmente construída deve ser o objetivo (… ) Assim, é preciso discutir seriamente a questão da sindicalização sob as novas regras e responder aos novos desafios que a decisão do STF impôs ao movimento sindical dos jornalistas”, diz o texto.
O presidente do Sindicato, José Augusto Camargo, enfatizou que a nota é apenas uma proposta, que deverá ser discutida. “Essa é uma posição da diretoria do sindicato, não está em vigor. Ainda vamos discutir com a Fenaj, que orientou os sindicatos a debaterem propostas”. A reunião com a Fenaj deve acontecer no próximo mês, nela a entidade avaliará as sugestões.

O sindicato defendeu a regulamentação da profissão e a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que reestabelece a obrigatoriedade do diploma superior de jornalismo, mas enfatiza que a entidade deve lutar pela categoria e pelas condições de trabalho de toda classe.

“Outro ponto central em nossa reflexão é a compreensão de que a função básica de um sindicato é a defesa das condições de trabalho de uma categoria profissional diante da exploração patronal”.

O sindicato afirma que “qualquer posição adotada não pode negligenciar a necessidade da manter a dignidade da profissão e impedir que indivíduos procurem obter vantagens da condição de ‘jornalista’”.

A entidade defende que, de acordo com seu Estatuto, a categoria deve ser organizada. “Concluímos que cabe ao Sindicato organizar toda a categoria profissional tal como ela é neste momento, trabalhando pela filiação de todos os profissionais, diplomados ou não-diplomados, que efetivamente exerçam a profissão de jornalista, unificando a categoria em defesa dos direitos, contra a precarização e o abuso das empresas”.

A nota diz que o sindicato luta para reconquistar a formação específica, mas que o momento é de união da categoria.“Chegou a hora de superar a divisão e construir, juntos, o futuro quando, em razão da luta, reconquistaremos formação específica, nova Lei de Imprensa e novos órgãos reguladores, sepultando definitivamente a precarização da profissão.

2º round: traição?

Este é o post do site O Jornalista:
 
Sem Diploma: iniciativa coloca em xeque cursos de Jornalismo
 

A iniciativa de alguns dirigentes sindicais de filiar pessoas contratadas pelos donos de veículos de comunicação, não diplomadas que atuem como jornalistas, deve provocar desemprego na categoria ao desestimular, ainda mais, os estudantes de graduação, pós e doutorado em Jornalismo. Os cursos, professores e estudantes recebem, com a ideia, uma ameaça extra em suas atividades e postos de trabalho. Sem falar na clara possibilidade de substituição de profissionais nas redações por não diplomados, que aceitem menores salários.

 Piada de Boteco

 A iniciativa traiçoeira lança um ataque sobre os cursos de Jornalismo que pode ferí-los de morte. Afinal, quem irá ingressar em um, se pode fazer qualquer outro curso cujo diploma é obrigatório, e mesmo assim terá o direito ao exercício pleno da profissão -inclusive com a proteção do Sindicato dos Jornalistas?

 A estranha e inoportuna ideia aparece justamente no momento em que os jornalistas brasileiros travam uma dura batalha, para restabeler o sagrado direito de profissão, no Congresso Nacional, onde duas Propostas de Emenda Constitucional tramitam com êxito.

 As vitórias conquistadas pelos jornalistas brasileiros, principalmente no Congresso Nacional, têm incomodado os que no seu íntimo desprezam a nossa regulamentação e formação profissional e apostam na sua precarização, com o objetivo de lucro fácil, na exploração e na ampliação do exército de mão-de- obra de reserva. Não é hora de passividade, é preciso agir! 

 Qual a sua opinião sobre a inédita proposta? Seria ela revolucionária, ou uma traição à nossa categoria?

Sua opinião foi ouvida? Não!? Então, clique na pergunta abaixo e vote! Não deixe que decidam o futuro da sua profissão e do seu emprego, sem lhe ouvir. Dê a sua opinião!

Os Sindicatos devem aceitar a filiação de “jornalistas” não diplomados?

Fonte: http://www.ojornalista.com.br/news1.asp?codi=2845

1º round – o manifesto

Abaixo o manifesto do Sindicato dos Jornalistas-SP, publicado no dia 11 de fevereiro.

Osni Dias

Por uma nova regra para a sindicalização

A diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, seguindo a orientação da FENAJ, discutiu a nova situação do exercício profissional após a decisão do Supremo Tribunal Federal que retirou a exigência de curso superior de jornalismo para a obtenção do registro de jornalista. O estudo, além de refletir a realidade local, tem o objetivo de servir de subsídio para o debate nacional sobre o assunto. Encarar esse problema é uma responsabilidade que todo dirigente deve assumir e uma posição unitária nacionalmente construída deve ser o objetivo.

 Assim, é preciso discutir seriamente a questão da sindicalização sob as novas regras e responder aos novos desafios que a decisão do STF impôs ao movimento sindical dos jornalistas.

Neste debate, a diretoria parte do princípio de que a luta pela aprovação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que reestabelece o diploma superior de jornalismo como parte da regulamentação profissional é condição necessária para superar a desorganização à qual foi lançada a categoria. Outro ponto central em nossa reflexão é a compreensão de que a função básica de um sindicato é a defesa das condições de trabalho de uma categoria profissional diante da exploração patronal. Qualquer posição a ser adotada não pode negligenciar a necessidade de manter a dignidade da profissão e impedir que indivíduos procurem obter vantagens da condição de “jornalista” sem efetivamente exercer a atividade, além do fato incontestável de que quando os patrões organizaram uma cruzada pela derrubada do diploma tinham em mente precarizar ainda mais a profissão.

 Partindo dessas premissas e da leitura do Estatuto (artigos transcritos a seguir), concluímos que cabe ao Sindicato organizar toda a categoria profissional tal como ela é neste momento, trabalhando pela filiação de todos os profissionais, diplomados ou não-diplomados, que efetivamente exerçam a profissão de jornalista, unificando a categoria em defesa dos direitos, contra a precarização e o abuso das empresas.

  “(…) DOS DIREITOS E DEVERES DOS ASSOCIADOS

 Art. 8º – A todo jornalista que, por atividade prevista na legislação regulamentadora da profissão, integre a categoria profissional, é assegurado o direito de ser admitido no quadro de associados efetivos do Sindicato. (…)

 Art. 9º – São exigências para filiação como associado efetivo do Sindicato:

 I – prova de registro profissional no órgão legalmente competente;

 II – prova de exercício profissional habitual e remunerado na base territorial da entidade.”

 Assim sendo, a decisão política mais acertada é a de, mantendo nossos princípios – de jamais abandonar a defesa da qualidade da informação e da formação profissional – unir em nosso Sindicato todos os que, tendo registro profissional, vivam do jornalismo. Só assim teremos força para avançar nas conquistas de nova regulamentação, das Convenções Coletivas e do protagonismo político e sindical.

 Mas para isso o Sindicato precisará estabelecer quais os documentos necessários para comprovar o “exercício profissional habitual e remunerado” e exigir do Ministério do Trabalho e Emprego clareza em seus critérios para concessão de registro profissional.

 Chegou a hora de superar a divisão e construir, juntos, o futuro quando, em razão da luta, reconquistaremos formação específica, nova Lei de Imprensa e novos órgãos reguladores, sepultando definitivamente a precarização da profissão.

 Fonte: http://www.jornalistasp.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=2689&Itemid=1

Sobre o diploma

Caros Amigos,

Depois de um duro embate com os donos da mídia, seja no CONFECOM, seja no próprio Congresso Nacional, a respeito do diploma, estamos agora às voltas com a discussão entre o Sindicato, a FENAJ e demais entidades e interlocutores, como o blog Azesquerda, do professor João Negrão, que se dedica à Crítica da Mídia, sobre a sindicalização ou não dos jornalistas não diplomados.

Uns acham que se trata de um avanço, a medida em que ” a luta é de todos” e é preciso unificar a categoria em torno de seus interesses, contra a precarização e o abuso do patronato, outros acreditam que á um retrocesso, posto que essa mdida endossa a posição dos patrõs e legitima a postura contra a regulamentação profissional.

Como sempre defendi o debate no campo das idéias, quero colocar aqui nesse espaço o pensamento dos vários atores do cenário já exposto e pedir a contribuição de vocês nessa discussão, lembrando que o Sindicato dos Jornalistas estará presente na FAAT no dia 1º de março, às 19h, discutindo o assunto com os alunos e professores de jornalismo.

Espero que as postagens acima sejam uma contribuição ao debate.

Abraços e até breve.

Osni Dias