Para Marina Silva, a sustentabilidade é clara e simples

Por Carolina Lemes e Tarcilia Pereira

A XIV Jornada de Palestras e Estudos Universitários da FAAT – Faculdades foi aberta em 25 de março, com presença da ex-ministra do Meio Ambiente, senadora do Acre pelo Partido Verde (PV-AC) e pré-candidata a Presidência da República, Marina Silva. Mais de 2.000 mil pessoas, entre alunos, professores, funcionários, familiares, convidados e partidários, ouviram a senadora falar sobre meio ambiente e sustentabilidade, numa perspectiva intergeracional, ou seja,  da necessidade de desenvolvimento sustentável para esta e futuras gerações.

Marina Silva deu início à palestra afirmando que o mundo encontra-se em um Armagedom ambiental, ou seja, uma crise ambiental provocada pelo aquecimento global. O planeta está no vermelho em trinta por cento e, segundo cientistas, se a elevação ficar acima de 2 graus irá comprometer toda a vida na terra. E devido a todas essas circunstâncias, Marina defende que o meio ambiente deve estar presente em todos os partidos políticos.

Marina Silva palestrou sobre desenvolvimento sustentável. Foto: Andressa Nascimento.

O desenvolvimento sustentável é o uso racional dos recursos naturais afim de não esgotá-los, suprindo as necessidades desta geração, sem comprometer as futuras. “Os recursos naturais não são infinitos, por isso temos que protegê-los com a utilização de recursos sustentáveis, como a reciclagem e a substituição dos combustíveis fósseis. Se implantássemos um modelo americano, europeu de desenvolvimento, criaríamos problemas graves, pois estes consomem muito. Temos que produzir usando menos recursos naturais e as mudanças acontecem também com a sociedade, com todos reduzindo os recursos igualmente.”, esclareceu Marina Silva.

Para a senadora, a necessidade da sustentabilidade é clara e simples: se não houver sustentabilidade, não haverá futuro, nem gerações futuras. A única constância que existe é a da morte, por isso temos que assegurar a suscetividade para a vida. Tomamos a terra emprestada dos nossos ancestrais e devemos deixar um mundo sustentável para os que ainda não nasceram, com ar puro, água potável e terra fértil.

Segundo a sustentabilista progressista assumida, Marina Silva, ética é tudo aquilo que sustenta e promove a vida na terra. Seis bilhões de seres humanos que passam fome não é problema técnico e sim ética. O Brasil é uma potência ambiental em relação às espécies, água, entre outros, mas se continuarmos fazendo a mesma coisa, ignorando o desenvolvimento sustentável, não haverá resultado diferente, não haverá vida sustentável e nem, talvez, vida futura.

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Marina Silva e o meio ponto: muito pano pra manga

Matéria postada no site do jornal Estado de São Paulo deixam alunos indignados

Por Gerson Gomes e Aline Campos

Nos corredores da FAAT, os alunos mostram-se indignados diante da arrogância do “jornalista” Roberto Almeida no site do Estadão e também no blog Radar Político, de André Mascarenhas.
“Ele esteve realmente aqui?”, pergunta uma aluna de Relações Públicas.
“Ele pensa que a gente é burra de assistir uma palestra por meio ponto. Vim porque acho que o assunto (desenvolvimento sustentável) está na ordem do dia.” disse indignada a aluna Raquel Ferreira.
Rodrigo Félix, aluno do 4° ano de Direito, um das pessoas entrevistadas por Almeida, disse ao Jornalismo Faat Casa Aberta que não falou nada sobre o meio ponto ao jornalista do Estadão. “Ele me perguntou o que eu estava achando da palestra e também o que achava sobre o meio ponto. Apenas respondi o que era para ser um evento acadêmico e acabou se tornando um evento político, pela presença dos militantes do PV”. Rodrigo ficou surpreso com a repercussão e disse que “acredito que o jornalista veio com essa ideia na cabeça”.
Outro ponto colocado pelo Almeida em sua matéria foi que a Faat recebeu cerda de 1.000 convidados, o que não confere. Segundo Vinícius Lopes Costa, aluno do 2° de administração, que ajudou na organização do evento, informou que foram alugadas mais de 1.700 cadeiras e todas estavam ocupadas. “Ainda ficou muita gente em pé”. Sobre a nota postada no Estadão, Vinícius citou a importância dos alunos em postarem seus comentários no blog e no site do estadão, para que a repercussão seja ainda maior.

A Instituição também se posicionou em relação ao fato. Saulo Brasil Ruas Vernalha, diretor de normatização institucional, classificou a matéria do Roberto Almeida como precipitada. “A Faat sempre recebeu palestrantes renomados, faz parte das atividades acadêmicas. Quanto ao meio ponto, há mais de 10 anos essa pratica existe, é uma forma de avaliação”. Saulo ressaltou que se os alunos não comparecessem não teria prejuízo algum, somente a falta por ser dia letivo. Quantos aos alunos que deram entrevista ao Estadão, ele tranquilizou dizendo que todos podem expressar suas opiniões, desde que não saia do regimento da Instituição, pois isso é democracia.

Marina Silva evita falar da pré-candidatura à presidência da República

Por Tarcio Cacossi

A senadora pelo Acre, Marina Silva (Partido Verde), não comentou abertamente sobre sua provável candidatura à presidência da República em palestra que proferiu na Faat, na quinta-feira, 25. O tema central abordado pela ex-ministra do Meio Ambiente foi o desenvolvimento sustentável, que ela afirma ser o desafio deste século.

Apesar das evidências, Marina Silva não confirma sua candidatura ao Palácio do Planalto. Ft. Andressa Nascimento.

Nas entrelinhas, no entanto, foi possível perceber que Marina Silva já se posiciona como candidata. No início de seu discurso ela falou sobre sua trajetória política e que agora está diante de um novo desafio evitando entrar em detalhes. Ao responder a questão de um aluno sobre o pré-sal a ex-ministra declarou que o petróleo ainda é uma fonte de energia necessária e se colocou em terceira pessoa, como se estivesse falando de um projeto de candidatura. “Nós ainda não temos como não prescindir do petróleo. Nós vamos utilizar com sabedoria. Para compensar as emissões de CO² os recursos têm que ser investidos no conhecimento, na tecnologia e na inovação para substituí-lo, pois se continuarmos usando o petróleo até ele se acabar, nós vamos acabar com o planeta”.

Segundo a última pesquisa Datafolha, de 28 de fevereiro, Marina Silva tem 8% das intenções de voto. À sua frente estão José Serra (PSDB), com 32%, Dilma Rousseff (PT), 28% e Ciro Gomes (PSB), 12%. O índice de rejeição da pré-candidata é de 31%, de acordo com pesquisa divulgada pelo Ibope na semana passada.

Às vésperas de anunciar sua candidatura ao Palácio do Planalto, Marina Silva intensificou sua agenda no interior de São Paulo esta semana. Antes de ir à Faat, a ex-ministra participou do 54º Congresso Estadual de Municípios, em Serra Negra, na região do Circuito das Águas, onde estiveram presentes o secretário de Meio Ambiente de SP, Xico Graziano, e os ex-governadores do estado, Orestes Quércia (PMDB) e o deputado federal Paulo Maluf (PP).

No evento da Faat, o deputado federal Roberto Santiago, o prefeito de Atibaia José Bernardo Denig, o Coordenador da Unicidades e ex-prefeito de Atibaia José Roberto Tricoli e a prefeita de Piracaia Fabiane Santiago foram os membros do PV da região, que estiveram presentes ao lado da senadora. O presidente da Natura, Gilberto Leal, provável vice de Marina Silva também compareceu.

Na sexta-feira pela manhã, a senadora tomou café com empresários na Casa do Artesão de Atibaia e depois seguiu para Piracaia, onde se encontrou com lideranças do PV da Região Bragantina. À noite, foi ao encontro regional do PV na Câmara Municipal de Ferraz de Vasconcelos.

Sabado, 27, Marina Silva será recebida em Araraquara para uma reunião estadual com mulheres do PV. Também está previsto um encontro com movimentos sociais e com trabalhadores rurais da região de Araraquara.

Marina Silva fala para 2,5 mil pessoas na FAAT

Por Marta Alvim

Cerca de 2 mil pessoas, entre alunos e convidados ouviram a senadora Marina Silva (PV) discorrer sobre o tema Meio Ambiente e Sustentabilidade, no campus Dom Pedro das Faculdades Atibaia (FAAT). Essa visita traduz sua trajetória política, que tem sido pautada na preocupação com o meio ambiente e nas ações de desenvolvimento sustentável.

Em 2009,  já como senadora da República anunciou a sua desfiliação do PT justificando que faltavam condições políticas para fazer a gestão ambiental. Seu reconhecimento ultrapassou barreiras geográficas e atualmente Marina Silva é respeitada internacionalmente. Entre as homenagens, no ano passado Marina recebeu da Fundação Príncipe Albert II de Mônaco, o Prêmio sobre Mudança Climática (Climate Change Award).

Senadora é recebida com carinho pelos alunos. Ft. Marta Alvim

Sua militância nas questões ambientais e sociais teve início nos movimentos Eclesiais de Base e dos seringueiros. Nascida em Breu Velho, no Seringal Bagaço (Acre) foi alfabetizada aos 16 anos. Com 26 anos formou-se em História pela Universidade Federal do Acre. Na política ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT) em 1985, tornando-se em 1988 a vereadora mais votada em Rio Branco.

Na FAAT a senadora – foi recebida pelos mantenedores da instituição. Autoridades locais do PV, e comitiva estadual do partido, bem como o prefeito Dr. Denig e o deputado estadual Roberto Santiago.

Para Marina, ética e sustentabilidade são uma coisa só, razão pela qual conclamou mudanças nos hábitos individuais para reverter os problemas ambientais. “A realidade responde na língua em que é perguntada”, disse a palestrante, referindo-se às mudanças climáticas e outros fenômenos naturais que estão ocorrendo no mundo, relacionados com as agressões do ser humano.

Marina pontuou sua preocupação com a vida contemporânea, marcada pelo egoísmo e ações descartáveis do seres humanos. Diante disso define-se como “mantenedora de utopias”, sustentando se sonho de um mundo melhor.

Para os diretores da FAAT, as palestras que são promovidas regularmente pela instituição têm como objetivo ampliar e agregar conhecimento para os futuros profissionais, ampliando interesse e participação dos alunos neste tipo de evento. A próxima, em 15 abril, trará o ex-governador do Estado de São Paulo, Dr. Geraldo Alckmin.

Novidades sobre a PEC 386

Em defesa do diploma                                           

Entidades e Frente buscam acelerar instalação de Comissão Especial da PEC 386

Após diálogos de dirigentes sindicais dos jornalistas com lideranças partidárias da Câmara dos Deputados ocorreram várias indicações para a composição da Comissão Especial que proferirá parecer sobre a PEC 386/09. A efetiva instalação da Comissão, no entanto, só ocorrerá após completar-se sua composição. A FENAJ, os Sindicatos de Jornalistas e a Frente em Defesa do Diploma trabalham para acelerar a instalação da Comissão.

Na atualização de 18 de março, disponível no site da Câmara dos Deputados, o bloco PMDB/PT/PP/PR/PTB/PSC/PTC/PTdoB já indicou 8 dos 9 membros titulares e 6 dos 9 suplentes. Com direito a indicar 5 titulares e 5 suplentes na Comissão, o bloco PSDB/DEM/PPS indicou apenas um titular e nenhum suplente. Já o bloco PSB/PDT/PCdoB/PMN indicou seus 2 titulares e 1 suplente, faltando a indicação de mais 1 suplente. O PV indicou seu membro titular, restando a indicação do suplente e o PSOL não havia feito suas indicações (1m titular e 1 suplente).

Presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, a deputada Rebecca Garcia (PP-AM), que já está indicada como titular da Comissão, continua trabalhando para agilizar os trabalhos. Sua assessoria informou que a parlamentar encaminhou solicitação da Frente a todos os líderes partidários para que as indicações sejam feitas o quanto antes.

Paralelamente à tramitação das PECs na Câmara e no Senado, ocorrem várias iniciativas estaduais e municipais buscando assegurar a exigência de diploma para a ocupação de funções de jornalista em órgãos públicos. Projetos de lei neste sentido já foram aprovados pelas Assembléias Legislativas do Rio Grande do Sul e Roraima.

No Amazonas tal proposta foi vetada pelos deputados estaduais. Mas em Mato Grosso do Sul projeto semelhante foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa. Propostas no mesmo sentido já foram aprovadas em diversos legislativos municipais, entre eles o de Belo Horizonte. Em Juiz de Fora o presidente do legislativo, Bruno Siqueira (PMDB), ingressou com projeto de mesmo conteúdo no dia 17 de março. Em João Pessoa (PB), o vereador Ubiratan Pereira (PSB) também apresentou projeto ao legislativo apoiado pelo Sindicato dos Jornalistas e Associação Paraibana de Imprensa.

Novos encaminhamentos do movimento em defesa do diploma deverão ser tomados após a reunião do Conselho de Representantes da FENAJ que ocorre em Brasília no dia 27 de março.

Fonte: http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=3002

Campanha da Fraternidade trata a economia

por Gerson Gomes

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs no Brasil (Conic) lançaram a Campanha da Fraternidade 2010 (CF-2010), com o tema “Economia e Vida”, refletindo sobre o sistema econômico que atinge a sociedade, e também, sobre os bens materiais e sociais relacionados à vida.

A campanha deste ano é Ecumênica, pois congrega, além da Igreja Católica, as igrejas Anglicana, Evangélica Luterana e a Sírio-Ortodoxa, que estão inseridas no Conic. No lançamento da campanha em Bragança Paulista, o Bispo diocesano, Dom Sérgio Aparecido Colombo disse que a Campanha da Fraternidade tem como proposta denunciar todo poder econômico que causa discórdia, visando apenas o lucro para alguns e pobreza para muitos.

Padre Orestes de Oliveira Preto, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, diz que o sentido da Campanha da Fraternidade acontecer na quaresma, é para refletir uma conversão pessoal e social. Segundo o padre “a economia pensada apenas por um grupo, o G8, apresentam um sistema a qual entendemos como neoliberalismo que está bem distante dos valores da solidariedade e partilha”. Ele cita que os mais pobres querem consumir para substituir a falta de amor e solidariedade, porque através do consumismo, muitos acreditam ser felizes e livres para adquirir o que quiser. “A campanha critica àqueles que monopolizam os benefícios que deveriam ser distribuídos de modo idêntico a todos. A maior parte da população está ausente de ser assistida pelos bens, como terra, água, moradia, alimentos, educação. Esses bens têm sido para alguns privilegiados”, concluiu.

Se quiser saber sobre como surgiu a Campanha da Fraternidade, clique aqui.

Criação das Unidades de Conservação divide opinião pública

Por Marta Alvim
O projeto “Sistema de Áreas Protegidas do Contínuo da Cantareira” que prevê a criação do Parque Estadual de Itaberaba, o Parque Estadual de Itapetinga, a Floresta Estadual de Atibaia e a Floresta Estadual de Guarulhos na região tem sido tema de debates nos últimos meses, entre

Os engenheiros José Amaral Wagner Neto e Rodrigo Vitor, diretores da Fundação Florestal comandaram a audiência pública. ft. Marta Alvim

população, prefeituras e Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. O projeto prevê a implantação das Unidades de Conservação (UCs) na área.
O projeto é controverso. Elaborado pela Fundação Florestal, órgão vinculado à Secretaria Meio Ambiente abrange os municípios de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Guarulhos, Mairiporã e Nazaré Paulista. Segundo Rodrigo Vitor, Diretor do Instituto Florestal do Estado de São Paulo, a ação tem como objetivo garantir a preservação dos mananciais da região bem como a conservação da biodiversidade. No entanto, o assunto tem causado apreensão e polêmica em grande parcela da população das cidades atingidas.
Moradores das áreas rurais a serem desapropriadas contestam o projeto. Em 3 de março, cerca de 60 moradores de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões e Nazaré Paulista participaram da audiência pública convocada pela Comissão de Agricultura e Pecuária da Assembléia Legislativa do Estado. Ninguém é contra que se instale o parque, declarou um agricultor, mas o que não podemos permitir é que pessoas sejam expulsas de suas propriedades ou percam o meio de sustento.

Em Atibaia, durante a audiência pública realizada no último dia 15,  ficou claro a divisão das opiniões sobre o projeto. Após a apresentação do Instituto Florestal, as organizações civis se manifestaram fervorosamente.

A Associação Serra do Itapetinga, Movimento pela Biodiversidade e Organização dos Setores Ecológicos  (S.I.M.Bi.O.S.E.),  apóia a criação e defendeu  que este é o único meio de preservar a fauna e flora das áreas remanescentes da Mata Atlântica da região. 

Para Elisete Bueno, advogada e representante dos moradores das áreas rurais, o projeto, se implantado no modelo atual, irá acarretar danos sócio-econômicos irreparáveis. “Se formos avaliar a quantidade de pessoas que não têm condições nem preparo técnico para viver na cidade, veremos que o resultado disto será famílias morando em favelas”. Elisabete questionou o projeto, que se coloca em sentido contrário dos programas do Governo Federal para manter o homem no campo e valorizar a agricultura familiar. “O que teremos como conseqüência será o êxodo rural”, concluiu.

Os grandes proprietários das áreas, que estão no quadrilátero da região protegida pelo Tombamento da Serra, estão recorrendo à legislação para que as mesmas sejam reclassificadas como Reserva Particular do Patrimônio Particular (RPPN), categoria de Unidade de Conservação, na qual não há desapropriação e o proprietário assume a conservação da natureza.

 “Quem sempre protegeu estas áreas até hoje fomos nós, relata Maria Lina Trein Rizzo, proprietária de 80 hectares na área tombada da Serra do Itapetinga. “ Minha família sempre esteve atenta ao menor sinal de incêndio ou da presença de caçadores”. E desafia: “quero ver depois quem irá fiscalizar?”.

Pequenos e médios agricultores compareceram em massa no evento, todos com o mesmo objetivo: buscar soluções para a desapropriação de suas terras. Ft. Marta Alvim

Com a rodada de audiências públicas a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo encerra a fase de Limitação Administrativa Provisória (LAP), iniciada em setembro de 2009 e a partir de agora serão definidas as desapropriações e o Parque implantado. Pergunta-se: por que então se abrir para diálogo com a sociedade?