Cobertura Talkshow – Minha Profissão

Confira no link abaixo as fotos, realizadas pelas acadêmicas Luciana Meinberg e Marta Alvim, da cobertura do programa Minha Profissão, que realizou um talkshow com as jornalistas Renata Honorato, Revista Veja e Valéria Barbarotto, TV Record.

Aproveite e confira também as fotos de outros eventos:

Palestra Jornalista César Galvão
Palestra com a ex-ministra Marina Silva

Valéria Barbarotto e Renata Honorato trocam experiências em Talk Show

Por Carolina Lemes

Escolher o caminho certo a seguir nem sempre é fácil, ainda mais quando se trata da profissão. As jornalistas Valéria Barbarotto e Renata Honorato conversaram sobre vários aspectos do jornalismo: faculdade, estágios, mercado, rotina e afirmam terem feito a escolha certa. O Talk Show realizado na FAAT – faculdade nesse último dia 17 foi uma troca de experiências assistida pelos alunos do curso de Jornalismo.

Valéria Barbarotto é coordenadora de produção do programa “Esporte Fantástico” da Rede Record há um ano e começou fazendo estágios gratuitos onde cursava Jornalismo, na Universidade de Mogi das Cruzes (UMC). Já Renata Honorato, graduada no mesmo curso e universidade, iniciou sua carreira através de tentativas de contatos por e-mail, o que lhe proporcionou uma vaga de estágio no canal de games “Arena Turbo” do portal iG, onde permaneceu durante sete anos. Atualmente, Renata é jornalista da Veja.com e também escreve para a Rolling Stone.

Valéria Barbarotto e Renata Honorato conversam sobre Jornalismo. Ft: Carolina Lemes.

Os motivos foram diferentes para cada uma na escolha da profissão. Renata Honorato estava terminando o 3º colegial e preocupada sobre qual área iria cursar na universidade. Depois de uma conversa com um professor a respeito de sua indecisão, optou por fazer Jornalismo, uma vez que gostava muito de escrever. Hoje ela diz se sentir realizada no trabalho que executa: “Eu adoro o que eu faço, acho muito legal e não poderia fazer outra coisa. Antes eu queria ter uma banda, mas não sei tocar nenhum instrumento (risos)… Também não sei escrever romance, não seria uma boa escritora, então acho que estou na área certa!”.

A jornalista Valéria Barbarotto, apesar de gostar muito de seu trabalho e ter certeza de que fez a escolha certa, não descarta a possibilidade de trabalhar em outras áreas da comunicação. “Não fui eu que escolhi o Jornalismo, ele me escolheu… estava no sangue. Estou muito contente na área, mas amanhã eu não sei. É muito relativo. Pode mudar, comunicação é isso, buscar todas as áreas”, argumenta.

As jornalistas acreditam que a formação acadêmica em Jornalismo é fundamental para o exercício da profissão, mas ressaltam que a experiência é adquirida no mercado e que para exercer os trabalhos relacionados à área, tem que ser muito “cara-de-pau”, não ter medo de arriscar e mais importante do que conhecer muita gente, é se relacionar com todo mundo. Valéria ainda guarda o sonho de abrir e apresentar uma Copa do Mundo, já Renata tem o objetivo de fazer mestrado e assim, obter mais informações e aprendizado no Jornalismo.

Alunos e professores do curso de Jornalismo assistem ao Talk Show. Ft: Carolina Lemes.

Entrevista especial – César Galvão.

O Jornalista investigativo César Galvão Bueno, esteve no ciclo de palestras proferido pela FAAT Faculdades, no qual os alunos puderam conhecer o caminho percorrido pelo Jornalista, além dos detalhes das construções de suas matérias.

Neste encontro, os alunos gravaram entrevistas com César, buscando conhecer os trabalhos que o jornalista desenvolveu tirando dúvidas e buscando dicas para superar os desafios da profissão.

Confira a entrevista:

ENTREVISTA CÉSAR GALVÃO by jornalismofaat


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A face real da Lei Áurea

Por Aline Eusébio

Em artigo publicado no site Antropos Moderno, o diretor-executivo do Educafro e sacerdote franciscano da Ordem dos Frades Menores (OFM), Frei David Santos, alegou que a Lei Áurea não passa de uma farsa.

Na visão do frei, a lei Áurea, sancionada em 13 de maio de 1888 pela Princesa Isabel e que previa a libertação dos escravos por seus senhores, só teve função jurídica, uma vez que apenas 5% dos negros ainda eram escravos, e a maioria deles já eram livres por outros meios e mérito próprio.

Frei David dos Santos (esq.) é sacerdote franciscano da Ordem dos Frades Menores (OFM) na Província da Imaculada Conceição, e considerado um dos líderes do Movimento Negro no Brasil. Ft. Divulgação.

Frei David acredita ainda que, ao longo da história brasileira, os negros sofreram com o que ele chama de “o jogo dos sete atos oficiais”, leis que, de alguma forma, prejudicava a ascensão do negro da marginalidade para uma vida social e econômica mais ativa e independente.

O primeiro ato, segundo o Frei, foi a implantação da escravidão no país, apoiada e justificada pelo Papa Nicolau, que concedeu em documento ao Rei português Afonso V o direito de invadir, buscar, capturar e subjugar os ‘sarracenos’ e ‘pagão’s e quaisquer outros incrédulos e inimigos de Cristo.

O segundo ato foi negar às crianças negras o acesso à escola, uma vez que eram consideradas portadoras de moléstias contagiosas. Na visão de Frei David, apesar de juridicamente este decreto vigorar até a Proclamação da República, em 1889, sente-se os reflexos dele até hoje.

O terceiro ato foi impedir que os negros tivessem lucro a partir da terra, determinando que as terras só poderiam ser obtidas a partir de compra. Na visão e Frei David, este golpe foi fatal para os quilombolas. E embora para os negros o decreto foi seguido à risca, os imigrantes europeus contaram com muitas regalias, dentre as quais ganho de terras, sementes e dinheiro.

Estes atos, na verdade, teriam como único objetivo o embranquecimento do Brasil. O decreto nº. 7.967, artigo 2º, de 18 de setembro de 1945, mostra isso: “atender-se-á, admissão dos imigrantes, a necessidade de preservar e desenvolver, na composição étnica da população, as características mais convenientes da sua ascendência européia, assim como a defesa do trabalhador nacional”.

A guerra do Paraguai (1864-1870) foi um dos instrumentos usados pelo poder para reduzir a população negra do Brasil. Foi difundido que todos os negros que fossem lutar na guerra. Além do mais, quando chegava a convocação para o filho do fazendeiro, ele o escondia e, em seu lugar, enviava de 5 a 10 negros. Na frente de batalha, muitos deles morreram. Configura-se, assim, o quarto ato.

Os atos cinco e seis até hoje são mencionados nas escolas como benfeitoria: a Lei do ventre livre e a Lei do sexagenário. Para frei David nada há de benefício nestes decretos, pois na primeira as crianças eram tiradas de suas mães e levadas para um abrigo do governo, onde a cada 100 crianças, 80 morriam no primeiro ano.

E a segunda, a do sexagenário, foi a forma mais eficiente encontrada pelos opressores para jogar na rua os velhos doentes e impossibilitados de continuarem gerando riquezas, surgindo, assim, os primeiros mendigos nas ruas do Brasil.

 O sétimo e último ato se deu com a subida ao poder do Partido Republicano. A industrialização do país passou a ser ponto-chave, e precisava, fundamentalmente, de dois produtos: matéria-prima e mão-de-obra. Encontrar matéria-prima no Brasil não era problema. Quanto à mão-de-obra, o povo negro estaria disponível.

A mão-de-obra passou a ser problema quando o governo descobriu que, se o negro ocupasse as vagas nas indústrias, iria surgir uma classe média negra poderosa, colocando em risco o processo de embranquecimento do país.

A solução foi decretar, no dia 28 de junho de 1890, a reabertura do país às imigrações européias e definir que negros e asiáticos só poderiam entrar no país com autorização do Congresso. Esta nova remessa de europeus vai ocupar os trabalhos nas nascentes indústrias paulistas. Assim, os europeus pobres são usados, mais uma vez, para marginalizar o povo negro.

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