FAAT Faculdades promove oficina de rádio aos alunos de jornalismo

Matéria: Redação Casa Jor 2012
Foto: William Araújo

Acreditando no talento do jovem universitário. Foi assim que o jornalista Cyro César apresentou a oficina que ministrou durante o mês de maio na FAAT Faculdades. A medida tem como objetivo demonstrar aos alunos as diferentes formas de locução e preparação para tornar-se um radialista de sucesso.

Os assuntos abordados foram os mais diversos. Dentre eles, destacaram-se: o rádio brasileiro e sua importância e abrangência; ética profissional e noções de inteligência emocional; e linguagem do veículo e público alvo.  Toda a oficina foi destinada aos alunos de comunicação social, com ênfase em jornalismo, que estão cursando o 3º e 4º ano.

Já sobre o método de locução, Cyro afirmou que a ligação interpessoal com os ouvintes é de extrema importância. “No coração, se fala com a alma. O radialista precisa se conhecer bem e estar de bem com a vida, feliz, para cativar seu público”, ressalta. Outras dicas abordadas pelo profissional de comunicação foram técnicas de improvisação e reportagem.

Participaram ainda da oficina o radialista Alessandro Sabella, sonoplasta Maycom Viana, fonoaudióloga Keila Mazzetto, repórter Angelito Neto e o jornalista e professor da FAAT Faculdades Giuliano Tosin.

O projeto só foi possível devido a uma parceria de empresas ligadas ao meio de comunicação. São elas: FAAT Faculdades, Rádio Oficina e emissora 102,1 FM.

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Conheça a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável, a RIO+20

Por: Diego Piovesan, Tamara Salazar e Maria Thereza Longobardi

Quarenta anos depois da primeira Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável, o Rio de Janeiro realizou entre os dias 20 e 22 de junho, no Riocentro, a RIO+20. A reunião trata-se da quarta, a primeira conferência aconteceu em 1972, em Estolcomo na Suécia.

Segundo relatório da PREPCOM (Preparatory Committee) espera-se discutir a análise separada de cada dimensão da sustentabilidade e a análise da convergência entre essas dimensões. O objetivo é assegurar um comprometimento político renovado com o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até o momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos principais encontros sobre desenvolvimento sustentável, além de abordar os novos desafios emergentes.

Para tanto, dois focos serão centrais na conferência RIO+20. A economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza;  e o quadro institucional para o desenvolvimento sustentável.

A partir destas reflexões, os países membros da ONU devem responder a sete questões críticas que são pertencem à Ordem do Dia na conferência. Os assuntos críticos que devem ser solucionados são:

Emprego: A recessão econômica afetou a quantidade e a qualidade dos empregos. Para os 190 milhões de desempregados e para mais de 500 milhões que estão à procura de emprego nos próximos 10 anos, os mercados de trabalho são vitais não só para a produção e geração de riqueza, mas também para a sua distribuição. Ação econômica e políticas sociais para criar trabalho remunerado são fundamentais para a coesão e estabilidade sociais. É também crucial que o trabalho seja orientado para as necessidades do ambiente natural. “Empregos verdes” são vagas na agricultura, indústria, serviços e administração que contribuem para a preservação ou restauração da qualidade do meio ambiente.

Energia: A energia é um ponto central para quase todos os grandes desafios e oportunidades que o mundo enfrenta hoje. Seja para trabalho, segurança, mudança climática, produção alimentar ou aumento da renda, o acesso à energia é essencial a todos. Energia sustentável é necessária para fortalecer economias, proteger ecossistemas e alcançar a equidade. O Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon está liderando a iniciativa Energia Sustentável para Todos para garantir o acesso universal a serviços energéticos modernos, melhorar a eficiência e aumentar o uso de fontes renováveis.

Cidades: As cidades são centros para idéias, comércio, cultura, ciência, produtividade, desenvolvimento social e muito mais. Permitir que as pessoas avancem social e economicamente está entre as melhores coisas nas cidades. No entanto, muitos desafios existem para manter as cidades de uma forma que continuem a criar empregos e prosperidade, sem exaurir terras e recursos. Desafios comuns das cidades incluem congestionamentos, falta de recursos para fornecer serviços básicos, a falta de moradia adequada e infra-estrutura em declínio. Os desafios enfrentados pelas cidades podem ser superados de uma forma que lhes permitam continuar a prosperar e crescer, melhorando a utilização dos recursos e reduzindo a poluição e pobreza.

Alimentação: É hora de repensar a forma como nós cultivamos, compartilhamos e consumimos os nossos alimentos. Caso feitos corretamente, a agricultura, silvicultura e pesca podem proporcionar alimentos nutritivos para todos e gerar rendas decentes, apoiando, ao mesmo tempo, o desenvolvimento rural centrado nas pessoas e a proteção ao meio ambiente. Mas agora, nossos solos, água doce, oceanos, florestas e biodiversidade estão sendo rapidamente degradados. A mudança climática está colocando ainda mais pressão sobre os recursos nos quais dependemos. Uma mudança profunda no sistema alimentar e na agricultura mundial é necessária se quisermos alimentar os atuais 925 milhões de famintos e os 2 bilhões de pessoas esperadas até 2050. O setor de alimentos e agricultura oferece soluções chave para o desenvolvimento, e é central para erradicação da fome e da pobreza.

Água limpa e acessível a todos é uma parte essencial do mundo em que queremos viver. Há água doce suficiente no planeta para realizar este sonho. Mas, devido à crise econômica ou infra-estrutura deficiente, todos os anos milhões de pessoas, a maioria delas crianças, morrem de doenças associadas à falta água, esgotamento sanitário e de higiene. Escassez de água, má qualidade da água e saneamento inadequado impactam negativamente a segurança alimentar, as escolhas de subsistência e as oportunidades educacionais para as famílias pobres em todo o mundo. A seca atinge alguns dos países mais pobres do mundo, agravando a fome e a desnutrição. Até 2050 pelo menos uma em cada quatro pessoas provavelmente viverá em um país afetado por escassez crônica ou recorrente de água potável.

Os oceanos do mundo – sua temperatura, química, correntes e vida – impulsionam sistemas globais que tornam a Terra habitável para a humanidade. Nossa água da chuva, água potável, tempo, clima, litorais, grande parte da nossa alimentação, e até mesmo o oxigênio do ar que respiramos são, em última análise, todos fornecidos e regulados pelo mar. Ao longo da história, oceanos e mares têm sido canais vitais para o comércio e transporte. A gestão cuidadosa deste recurso global essencial é uma característica chave de um futuro sustentável.

Desastres: Catástrofes causadas por terremotos, inundações, secas, furacões, tsunamis e outros, podem ter impactos devastadores sobre as pessoas, ambientes e economias. Mas a resiliência – a capacidade de pessoas e lugares para resistir a estes impactos e se recuperar rapidamente – continua a ser possível. Escolhas inteligentes ajudam-nos a recuperarmos de desastres, enquanto más escolhas nos tornam mais vulneráveis. Estas escolhas estão relacionadas a como nós cultivamos a nossa comida, onde e como construímos nossas casas, como funciona o nosso sistema financeiro, o que ensinamos nas escolas e muito mais. Com um ritmo acelerado de desastres naturais, acarretando uma perda maior de vidas e propriedades, e um maior grau de concentração de assentamentos humanos, um futuro inteligente significa planejar com antecedência e ficar alerta.

Leia a entrevista com a formada em gestão ambiental Mariane Rocha que comenta sobre a conferência: clique aqui.

Formada em Gestão Ambiental comenta participação do Brasil e voluntariado no RIO + 20

Por: Diego Piovesan, Tamara Salazar e Maria Thereza Longobardi

Graduada em 2010, a gestora ambiental Mariane Rocha, comenta sobre a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a RIO + 20. Dentre os assuntos abordados está a possibilidade de tornar-se voluntário e trabalhar na conferência.

Qual a importância da realização do RIO + 20? Em que esfera ambiental o Brasil se encontra? Qual a contribuição pode ser dada a conferência?

Mariane: “Já passou da hora do Brasil se envolver, diretamente, em questões ambientais. Estamos vivendo verdadeiro drama na questão ambiental. As últimas manifestações governamentais não foram, exatamente, propícias ao meio ambiente, como a construção do Belo Monte.“

“Vivemos hoje em uma realidade dúbia. Brasil não tem ações, de fato, sustentáveis, mas sediará e contará com mais espaço efetivo na procura de solucionar problemas na conferência RIO + 20.”

“São dois assuntos principais que serão abordados na conferência: a chamada economia verde, que tem como objetivo analisar o desenvolvimento sustentável, e a estrutura para este desenvolvimento. Disto temos o desdobramento para a erradicação da pobreza no mundo, que é o assunto mais sério que consta na pauta.”

“Neste assunto, aliás, é o mais propício para o Brasil ter espaço, afinal de contas os programas governamentais de desenvolvimento e visibilidade social ganharam destaque deste a sua criação, no Governo Lula. Então, com toda a certeza, é neste momento que o nosso país poderá contribuir.”

“O destaque, contudo, é a participação das pessoas que podem se tornar voluntários e participar da conferência nos dias 13 e 22 de junho deste ano, com representantes de 193 Estados-membros da ONU. Uma experiência única e uma forma de ajudar na causa ambiental, importante não só para o Brasil, mas para o mundo.”

Para saber mais sobre o voluntariado do RIO +20, acesse o site oficial do RIO + 20.