A percepção da ciência entre os acadêmicos de comunicação

De acordo com o site Wikipédia ciência refere-se “a qualquer conhecimento ou prática sistemática. Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas”.

O uso da ciência abrange as mais variadas práticas na sociedade, muitas delas passam imperceptíveis aos nossos olhos, tornam-se tão naturais que se sua origem científica é esquecida. No entanto, surgiu uma indagação que é de grande importância no pensamento crítico dos universitários do curso de comunicação: qual é a percepção de ciência entre os acadêmicos?

A fim de se ter um parâmetro real de tal questão, realizamos uma pesquisa, com 21 estudantes do curso de comunicação social da Faculdade de Atibaia (FAAT) reunindo as três habilitações (Jornalismo, Publicidade e Propaganda e Relações Públicas).

Os alunos que responderam ao questionário são em sua maioria de Atibaia (52%) e Bragança Paulista (29%), os demais (19%) são de cidades da região.

A primeira pergunta sobre o tema era sobre o principal meio de transporte utilizado, dentre as alternativas o carro ficou com 52%, o ônibus com 43% e a van com 5%.

O computador foi quase que unanimidade entre os universitários nas vezes em que apareceu na pesquisa, sendo o mais utilizado para o lazer (52%) e para o trabalho (95%).

A internet (67%) e o celular (33%) são os meios mais utilizados para a comunicação.

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Gráfico: Quais destes meios utiliza como meio de comunicação?

Percebe-se também que as descobertas científicas são fundamentais para a vida dos estudantes, que acreditam 100% que as mesmas ajudam a sociedade, não conseguindo viver sem sua contribuição. Afirmam ainda que identificam a importância da contribuição científica em seu cotidiano. Na opinião deles, há predominância do uso científico nos meios de comunicação (90%), no trabalho (43%), no lazer e nos meios de transporte (19%).

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Gráfico: Qual a importância das descobertas científicas para sua vida?

A maioria dos universitários entrevistados, buscam conhecimento científico através da internet (86%), de jornais e revistas (19%), da TV (14%) e os demais através de manuais ou não buscam. Sendo que 81% deles levam aos outros o conhecimento científico que obteve através desses meios.

Desta forma, pode-se notar que ao refletirmos sobre o tema os universitários sinalizam a presença da ciência. No entanto, no dia a dia ela torna-se imperceptível por causa da naturalidade em que a utilizamos. Assim, ainda que de maneira camuflada a ciência torna-se cada vez mais uma ferramenta fundamental para o nosso dia a dia.

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A luta contra a homofobia

                                           Por Tamara Gonçalves

Parada Gay 2012

No último domingo, 10 de junho, a “Parada Gay” chegou à sua 16ª edição na Avenida Paulista, dia 10 de junho, às 12h00, com o tema escolhido por votação em um concurso nas redes sociais: “Homofobia tem cura: educação e criminalização! – Preconceito e exclusão, fora de cogitação!”.

A atração reivindica a aprovação do PLC 122 e distribuição do kit anti-homofobia nas escolas. Como de costume, há uma programação GLBT durante todo o mês que antecede a Parada.

De acordo com a SPTuris, empresa de turismo de São Paulo, a atração é o segundo maior evento da cidade em termos financeiros – só perde para a Fórmula 1.

São mais de 400 mil turistas que visitam a cidade deixando mais de R$ 180 milhões no comércio local. Na edição passada, 16 trios elétricos e um público estimado em 4 mihões de pessoas tomaram conta da avenida.

Com esse tema forte, a parada gay aconteceu na Av. Paulista. O que pouca gente sabe, é que perto dali, na Av. Peixoto Gomide (que cruza a rua sede do evento). Um jovem foi espancado por um senhor homofóbico. O senhor não quis explicar a situação, mas o que foi visto por moradores do bairro, é que um jovem homossexual, apanhou e ficou por um tempo desacordado. Além do jovem, o senhor também distribuiu xingamentos e ponta pés nas mulheres que tentaram defender o rapaz.

A policia foi chamada pelos moradores, que em seguida levou vítima, testemunhas e o agressor para o DP. Uma imagem logo após a agressão foi gravada por uma moradora do bairro e entregues a TV Record.

Momento em que o agressor fica sabendo que a polícia foi chamada.

ASSISTA O VÍDEO, e veja um dos motivos que levam as pessoas a se unirem contra a homofobia.

Matéria feita com aporte midiático

Crime passional: um caso de evolução judiciária

Por Ana Gabriela Storai

Após o último dia 19 as mídias lançam a todo o momento uma nova notícia do assassinato de Marcos Matsunaga, executivo da Yoki.  A tragédia teve por motivo uma discussão com sua esposa, Elize Matsunaga, o motivo era a descoberta de traição por parte de Marcos. Especialistas indicam que a causa é crime passional.

No Brasil temos um grande histórico de crimes famosos cometidos em nome de um amor possessivo e sem qualquer consequência. No entanto, há uma linha tênue entre o amor e algo doentio e fora de controle, a advogada e criminalista Renata Bonavides em seu livro “Crimes Passionais ou amor patológico?” fala a respeito do assunto e revela: “Não podemos confundir crimes passionais com crimes praticados por pessoas que estão doentes de amor. Quem mata por egoísmo, egocentrismo, por não aceitar uma traição ou abandono, não necessariamente está doente. Quem mata por vingança não pode ser tratado como doente de amor. A vingança é uma das características do criminoso passional.”

Em 1979 o caso de Raul Fernandes do Amaral Street que matou sua companheira por se sentir traído e teve sua absolvição com a frase: “Matei por amor” e do pai da atriz Maitê Proença, Augusto Carlos Eduardo da Rocha Monteiro Gallo  que se valeu da mesma frase para conquistar a liberdade, já causou muita polêmica entre a população. Ambos foram absolvidos diante da Justiça e da sociedade que justificavam a violência cometida em razão da infidelidade.

Em 1992 a atriz Daniella Perez, filha da escritora Glória Perez, foi assassinada por Guilherme de Pádua, e diante da grande repercussão e violência pode-se perceber que os casos de crimes passionais foram tomando julgamentos mais rígidos e menos machistas.

O caso mais recente foi o da advogada Mércia Nakashima, o acusado é seu ex-namorado Mizael Bispo de Souza que em maio de 2010, que espera seu julgamento na prisão

Mãe segura foto de Mércia Nakashima, advogada morta em São Paulo

Ainda que os casos possuam uma crescente evolução nota-se uma reformulação judiciária que tem fortalecido as penas para crimes ditos como passionais. O jurista Luiz Flávio Gomes comenta: “Antigamente, juízes e jurados admitiam com maior facilidade essa atenuante da pena, em razão da violenta emoção.”

Este texto é o resultado de uma experiência com possibilidades narrativas, praticada no âmbito da Agência WebjorFAAT.

Preço da gasolina no Brasil não pode manter-se baixo, diz especialista

por: Cleonice de Oliveira

Caso o Brasil não queira retroceder em sua economia, o mesmo não pode manter o preço da gasolina lá embaixo, ainda mais com a ampliação da produção do pré-sal.
A avaliação foi feita pelo Coordenador do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente da Coppe/UFRJ, Emilio La Rovere, que participa nesta quarta-feira do Rio/Clima, evento sobre mudanças climáticas que ocorre ao mesmo tempo que a Rio+20 Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável.
Segundo La Rovere, o objetivo do governo de proteger a economia brasileira das grandes flutuações do preço do petróleo no mercado internacional, por meio da regulação dos preços dos combustíveis é absolutamente respeitável, mas colocou que o preço da gasolina no Brasil não pode ficar abaixo do mercado exterior. E completou que isto prejudica as finanças da Petrobrás, que importa combustível por um preço maior do que vende.

 

“A gasolina tem que custar mais caro, pois tem impactos ambientais negativos. Vamos discutir na Rio+20 justamente o corte de subsídios aos combustíveis agrícolas”, reforçou La Rovere.
Já a Presidente da Petrobrás Graça Foster garante que o preço da gasolina não vai subir, pelo menos por enquanto. Segundo ela o conjunto de variáveis que acompanha diariamente é favorável a empresa e a manutenção dos preços dos combustíveis vendidos no Brasil. A primeira mulher a presidir uma das grandes empresas petrolíferas do mundo afirma que da para esperar mais um pouco e que da para manter este preço dependendo do que ocorrer com uma série de variáveis-como o preço internacional do petróleo, o câmbio e o endividamento da empresa, sendo que alguns dos quais fogem do controle da mesma.
“O compromisso da empresa é continuar investindo e manter a forma disciplinada de gerir e tocar os projetos”, afirma Foster.

Veja um depoimento de Graça Foster:

http://www.dgabc.com.br/News/5963618/

Rio+20 e suas contribuições para o Brasil:

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2012/06/15/

 

Sexta Economia Mundial: os prós e os contras

Por Cleonice de Oliveira e Mayra Bondança

Com um crescimento de 2,7% em 2011, o Brasil ultrapassou o Reino Unido e se consolidou como a sexta economia mundial. Apesar dos muitos questionamentos em relação à situação econômica e social do país, a colocação acaba por expressar uma evolução gradativa, que não deve parar por aí.

O Centro de Pesquisa Econômica e Empresarial (CEBR, na sigla em inglês), responsável pelo ranking anual de países segundo o tamanho de sua economia, já previa desde o final do ano passado que o Brasil conquistaria o lugar Reino Unido na lista e uma
evolução de duas posições em apenas dois anos. Com a confirmação, o agora sexto colocado fica atrás somente de Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e França – nessa ordem.

No entanto, muitos ainda não confiam na estabilização da economia brasileira entre as grandes mundiais. É fato que o câmbio tem sofrido alterações bruscas e que progressos podem, facilmente, tornarem-se regressos em uma quantidade mínima de tempo. A atual diferença entre os PIBs de Brasil e Reino Unido é de apenas 1,2%, número que pode mudar em apenas um dia de oscilação cambial. Além disso, o país europeu passa por uma crise muito séria em seu continente e enfrenta um congelamento econômico que pode se estender por um bom tempo e justifica a recente ‘queda’. Mas os méritos brasileiros ultrapassam os fracassos europeus. Nossa economia tem se destacado por sua estabilidade e crescimento ao longo dos anos. E, acredita-se, até 2020 – alguns arriscam dizer 2015 – pode subir mais uma posição, sendo a quinta colocada no ranking.

Os contras

Apesar de ser motivo de grande alegria e orgulho dos governantes, a atual conquista brasileira ainda incomoda a população. A questão ambiental, tão discutida atualmente em âmbito mundial, ainda é pouco explorada pelos brasileiros. Apesar de a conscientização já ter sido iniciada, pode ser que os resultados só sejam evidentes nas próximas gerações. Além disso, dados da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abracelpe) confirmam que com a ascensão de 40 milhões de pessoas à classe média nos últimos 10 anos no Brasil, aumentaram o consumo de energia e a quantidade de resíduos. É preciso encontrar soluções para o desenvolvimento sustentável, assim o crescimento causará um impacto mínimo no patrimônio ambiental.

Outro contraponto expresso pela realidade brasileira, é que temos um PIB semelhante ao dos mais países mais ricos do mundo, mas a grande maioria da nossa população não desfruta das vantagens que esse fato poderia expressar. A distribuição de renda ainda é uma utopia e muitos vivem em condições de pobreza e sem acesso a serviços de necessidade básica. A educação e a saúde também não são dignas de um país- exemplo. Além de não atenderem a toda a população, os serviços públicos têm melhorado, mas ainda são precários.

A solução, segundo Reginaldo Gomes, coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina, é haver redução e punição severa às práticas de corrupção política e melhoria da malha de transporte, das condições habitacionais e de saúde. Ele
acredita que o país vai ser realmente economicamente evoluído quando deixar de ser o país das desigualdades.

Os prós

Mesmo com toda a desconfiança e com os problemas que ainda assolam o Brasil, ser o sexto colocado em um ranking de economias mundiais é motivo de certa credibilidade. Por mais que, segundo o ministro da fazenda, Guido Mantega, afirme que ainda demoraremos de 10 a 20 anos para ter a qualidade de vida dos europeus, nossa situação diante do mundo prova que estamos fazendo a nossa lição de casa.

A empregabilidade cresceu, estamos mais estáveis e podemos até contar com certa influência. Além de tudo isso, como expressa Gustavo Chierighini no Dinheirama, uma notícia como esta mostra que crescemos resistindo ao modismo da regulamentação
excessiva, sabendo aproveitar algumas oportunidades e, de fato, sem nunca efetivarmos explorações coloniais hostis como forma de fortalecimento de nossas riquezas.

A realidade deve ser exposta, é preciso encarar os problemas que ainda existem – e são bem evidentes – e procurar as melhores soluções para resolvê-los. Mas, podemos aproveitar para criar um senso de patriotismo entre os brasileiros. Talvez, agora seja o momento de olharmos para o nosso país e nos orgulharmos, fazendo com que isso renove a esperança em busca de condições melhores.

Assassinato de diretor da Yoki pode virar capítulo de seriado

Por Mayra Bondança

Elize Matsunaga e seu marido, o diretor da Yoki, Marcos Matsunaga

Nas últimas semanas, o caso do assassinato do diretor da Yoki, Marcos Matsunaga, por sua esposa tomou conta das maiores mídias brasileiras. Elize Matsunaga matou o marido com um tiro e esquartejou seu corpo. O crime passional – Elize descobrira que Marcos tinha uma amante – tem sido motivo de discussão e ganha novos capítulos a cada dia.

Mas, pode ser que um capítulo de show business seja inserido à história. A série ‘Até que a Morte nos Separe’, coprodução do canal pago A&E juntamente com a Prodigo Films, quer fazer um episódio sobre o caso. O seriado conta casos de crimes passionais como se um detetive estivesse à frente das investigações. Ouve-se sempre os dois lados, com depoimentos de familiares, amigos, psiquiatras, forenses e juristas.

Cartaz da série ‘Até que a Morte nos Separe’, do canal de TV paga A&E

Outros crimes a serem exibidos no programa serão o do assassinato da menina Eloá por seu ex-namorado, Lindemberg; o caso do goleiro Bruno, principal suspeito da morte de sua ex-namorada, Elisa Samudio; e o assassinato de Sandra Gomide, cometido por seu namorado, o jornalista Pimenta Neves.

Entenda o caso do assassinato de Marcos Matsunaga

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1101139-mulher-diz-que-matou-executivo-
apos-briga-por-causa-de-traicao.shtml

Mais sobre o programa ‘Até que a Morte nos Separe’

http://f5.folha.uol.com.br/televisao/1038073-crimes-passionais-como-o-do-goleiro-
bruno-sao-tema-de-documentario.shtml

Conheça os outros casos brasileiros que serão capítulos do seriado

http://extra.globo.com/casos-de-policia/caso-eliza-investigacao-envolvendo-goleiro-
bruno-inspira-serie-de-tv-3944072.html

http://portal.comunique-se.com.br/index.php/editorias/28-carreira/68406-casos-eloa-e-
pimenta-neves-sao-lembrados-em-serie-de-reportagem-na-tv-por-assinatura.html

Este texto é o resultado de uma experiência com possibilidades narrativas, praticada no âmbito da Agência WebjorFAAT.

Fundador da MTV é homenageado em show

Por: Maria Thereza Longobardi Basile

Na última terça-feira, 12, Bob Pittman foi homenageado em Los Angeles por sua contribuição ao entretenimento cultural. Na ocasião ele recebeu o prêmio Spirit of Life da instituição City of Hope.

Bob Pittman, Quincy Jones e Neil Portnow

Pittman é CEO da empresa de comunicação Clean Channel, mas sua principal contribuição para o mundo do entretenimento foi a criação de um canal exclusivo destinado às músicas, a MTV. De sua criação para cá, o canal ganhou franquias ao redor do mundo e foi a responsável pela difusão audiovisual de bandas e músicas.

Bob Pittman

Para homenagear Pittman, a City of Hope realizou um evento de gala no Museum of Contemporary Art, de Los Angeles, na Califórnia. O evento contou com show da popstar Katy Perry, que cantou diversas músicas de sua carreira em um tom mais ameno e versões acústicas. A escolha deste modo não foi à toa, já que Pittman sempre defendeu a criação de programas em que artistas pudessem explorar suas músicas de forma mais natural, tornando-se o grande destaque da programação da MTV em sua estreia e com desdobramentos visíveis até os dias atuais.

Katy Perry

Além da sua importância para o entretenimento, o fundador da MTV foi homenageado pelo empenho de apoiar campanhas sociais, como a City of Hope, que é voltada ao tratamento de pacientes com câncer e ações de prevenção da doença.

Este texto é o resultado de uma experiência com possibilidades narrativas, praticada no âmbito da Agência WebjorFAAT.