Crise gera desemprego pelo país

Economia está engessada e saldo do emprego formal é negativo

curso-da-agencia-do-trabalhador

Na Agência do Trabalhador, treinamentos e palestras visam reinserção no mercado de trabalho

Henrique Cisman

“Não estou dando preferência para nenhum cargo específico e ainda assim a dificuldade para conseguir emprego é grande”. Nicolle Benatti, 20 anos, resume a situação de parcela significativa do povo brasileiro. Em julho, a população economicamente ativa que estava desocupada atingiu o índice de 11,8 milhões de pessoas. No acumulado dos sete primeiros meses de 2016, o país perdeu 623 mil empregos formais – saldo de admissões menos demissões.

Em Socorro, cidade situada a 139 km de São Paulo, o cenário também não é animador. Desde 2011, a evolução do emprego formal tem diminuído ano após ano. Em 2013, foram abertos apenas 76 novos postos de trabalho com carteira assinada, em relação ao ano anterior. Entre 2012 e 2014, houve queda no percentual de participação nos setores de Agricultura e Pecuária (de 3,8% para 3,67%) e de Construção Civil (de 3,94% para 2,22%). Já a indústria, o comércio e os serviços tiveram crescimento pequeno, no mesmo período.

Segundo dados do Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal, Socorro ocupa apenas a colocação 323 entre as 645 cidades paulistas no quesito Emprego e Renda, atrás de municípios vizinhos como Águas de Lindóia (238º), Serra Negra (267º) e Lindóia (303º).

Em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de Socorro (ACE), a Prefeitura desenvolveu, no segundo semestre, a Agência do Trabalhador, programa que visa a reinserção das pessoas no mercado de trabalho. Na primeira etapa, 72 cadastrados receberam treinamentos e palestras. Segundo a ACE, 16 foram contratados e registrados, e outros seis aguardam retorno da empresa. Já o diretor do Departamento Municipal de Indústria e Comércio, Paulo Fazoli, afirma que 38 pessoas foram recolocadas no mercado de trabalho, entre 70 participantes.

Ainda segundo Fazoli, o projeto do Centro Empresarial de Socorro – promessa de campanha do prefeito André Bozola, em 2012 e novamente em 2016 – “será retomado no início de 2017”. Por enquanto, a Prefeitura busca “verba em ministérios para auxiliar na infraestrutura do local”, afirma. Já o terreno para a construção do Centro Empresarial está “em estudo”, completa.

Anúncios

Vestibulandos se preparam para o ENEM 2016

A prova deste ano acontece em todo país nos dias 5 e 6 de novembro

foto-bonassa

Candidatos chegam para o ENEM na FAAT Faculdades, em 2015

Carolina Bonassa

A edição 2016 do Exame Nacional do Ensino Médio, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), acontece no primeiro final de semana de novembro e conta com mais de 9,2 milhões de inscritos. A prova acontece nas escolas e universidades de cada cidade e também é uma forma de mensurar a qualidade do ensino do país.

O ENEM foi criado em 1998 e mudou tanto a sua estrutura quanto a finalidade. Lucas Miguel de Carvalho, mestre em Ciência da Computação, teve a oportunidade de realizar a prova em 2008 e 2009 e contou um pouco sobre a sua percepção das mudanças. “O meu primeiro exame foi bem convencional, com questões simples e de pura interpretação. Já o ENEM de 2009 foi bem mais complicado, com questões que realmente o aluno tinha que parar e pensar, além da grande extensão da prova.”

Além disso, o professor também pôde utilizar a nota do exame para auxiliar no ingresso na USP e Unicamp, o que é muito comum entre os estudantes. Algumas faculdades já utilizam a prova como seu próprio vestibular, outras como primeira fase e algumas como acréscimo à nota. Também é possível conseguir bolsas pelo ProUni e SISU.

Carvalho acredita que a grande quantidade de questões e a longa duração da prova contribuem para preparar o candidato física e psicologicamente. Para os que vão fazer o exame esse ano, ele deixa uma dica: “confie em você e no seu potencial. Na última semana do ENEM, revise o conteúdo do ano todo, faça uma prova para se acostumar com o tempo, mas no dia anterior ao ENEM descanse e faça atividades prazerosas.”

Cresce apreensão de drogas em Bragança

Traficantes oferecem entorpecentes até na porta das escolas 

policial_lucian

Policiais tem atuado dentro do padrão, mas há dificuldade para localizar os traficantes

 

Por Lucian Oliveira

As drogas já se tornaram um problema social e público. A facilidade de encontrar entorpecentes em várias regiões do país beira o descaso das autoridades. Em Bragança Paulista, interior de São Paulo, as apreensões aumentaram com o decorrer dos anos, segundo dados da Policia Militar. O número de presos por tráfico no município subiu de 14 em 2014 para 25 no ano passado. Os dados atuais ainda não foram divulgados.

Segundo A.V., usuário de entorpecentes, a facilidade de encontrar drogas no município é grande, inclusive na frente de escolas. “Achar entorpecentes aqui é muito fácil, tem em todo lugar, incluindo escolas”. O entrevistado começou a usar drogas com 15 anos e cita algumas abordagens desnecessárias da PM. “Já fui abordado e não acho que tudo é feito de maneira legal, a polícia tenta colocar medo no adolescente batendo e dando tapa na cara”.

Para a policial militar Janaina Matias, a maior dificuldade para combatê-los residem em saber quantos deles atuam na região. “Apesar de existir um mapeamento, o mesmo é impreciso, pois boa parte da população tem medo em denunciá-los”. Embora o número de apreensões esteja crescendo, Janaina acredita que a PM está fazendo o que pode para acabar com o tráfico. Questionada sobre a abordagem da PM feita aos usuários, a entrevistada informa que nestas ocasiões “não ocorre abuso de autoridades, acentuando que a PM tem adotado o procedimento padrão para essas eventualidades.”  


 

Cidadãos buscam alternativas a superlotação no transporte público

Moradores de bairros distantes alternam entre meios de transporte público e opcionais

20161029100413Sem ciclovia, pessoas optam pela bicicleta e se arriscam em meio a automóveis

Gislaine Januario

Bragança Paulista está passando por um crescimento populacional, segundo o IBGE. Estima-se que a cidade tem aproximadamente 160 mil habitantes. Com esse crescimento surgiram problemas na saúde, educação e, principalmente, no transporte público.  Segundo o Ministério das Cidades, junto ao DENATRAN, a cidade abrigava cerca de 64 mil automóveis, 26 mil motocicletas e apenas 388 ônibus, os quais moradores de bairros mais distantes dependem para se locomover para o trabalho.

Ônibus com lotação acima da capacidade permitida e pontos de ônibus em situação precária, são alguns dos transtornos que a população bragantina, dependente desse tipo de serviço, encara diariamente. Segundo José Arnaldo de Oliveira, chefe da divisão de transportes e cargas da cidade, é papel da Secretaria e Divisão de Transporte cuidar e regulamentar todo e qualquer tipo de transporte, inclusive o público, fiscalizando e orientando a rota dos coletivos e os horários mais cotados, pois um contrato determina que a empresa acrescente ônibus nos bairros mais necessitados.

Diante da situação do transporte público, muitos pais de família se negam a enfrentar transtornos por conta da superlotação e decidiram utilizar meios alternativos como motocicletas, bicicletas ou até mesmo caminhar, como informa o pedreiro Alex Sandro Aparecido. “A superlotação é o maior problema, não tenho condições de comprar um carro e o ônibus deixou de ser alternativa viável faz tempo. A passagem é cara e o atendimento péssimo, diz ele. Aparecido complementa: “ir de bicicleta tem perigos e vantagens, me arrisco diariamente entre veículos na cidade, mas ganho muito em saúde e economia”, conta.

Segundo Oliveira, já está em processo de planejamento a realização de um trecho para a construção de uma ciclovia. “Em relação a mobilidade, existe um contrato assinado com uma empresa que está fazendo estudos e, possivelmente, até dezembro já teremos um trecho concluído”.

​Produção do bolo de pote cresce em Atibaia

Empreendedores apostam no ramo alimentício e consumidores aprovam novidades
bolo-de-pote-1-shulz

Estudante Monise compra bolo de pote em cantina na FAAT. Foto: Shulz

Monika Schulz

O bolo de pote se tornou a nova tendência do mercado alimentício, após empreendedores defenderem a atividade pelo seu baixo nível de investimento e pela geração de lucros a partir do atendimento correto da demanda crescente e da elaboração de um planejamento básico. Com a crise econômica, profissionais da área aumentaram as opções de produtos e atibaianos procuraram a produção do bolo de pote como alternativa na geração de renda.

Diante disso, boleiros investem na produção e apostam na diversificação dos sabores, com recheios de marcas famosas de leite em pó, creme de avelã, achocolatados crocantes e biscoitos de wafer com chocolate. É o caso da Dalva Cristina, 42 anos, que há um ano optou pela produção do bolo de pote e está de olho nas novidades do mercado alimentício. “Vi um anúncio na rede social, fui pesquisar e comecei a fazer” acentua Dalva, que lucra em média R$ 300 por mês somente com este produto.

E a lista de opções ampliou-se, pois agora ela também oferece outros produtos, como trufas, cones, docinhos e bolos de festa. Para essa demanda, que envolve outras duas revendedoras, Dalva também conta com a ajuda da filha e já pensam em projetos futuros. “Vou trazer uma outra novidade na área dos bolos para Atibaia, pois futuramente pretendo ter a minha loja de doces”, concluiu.

A tendência do bolo de pote é continuar presente por mais um ano, incluindo o verão  e os sabores mais procurados, como pêssego e abacaxi, afirmou Gil Braz Guimarães Junior, culinarista e docente na área de alimentação. “Muitas pessoas estão procurando cursos de bolo de pote, pois as aulas são curtas e os bolos consideravelmente fáceis de se fazer”, destaca Júnior, que ministrou pelo  menos cinco cursos em Atibaia.

A estudante de psicologia, Gabriele Alexandrino aprovou a variedade de sabores e revelou que considera o bolo de pote uma ótima opção, porque além de ser prático, traz o recheio na medida certa. “Gosto muito de bolo de pote e consigo encontrar o meu sabor preferido — leite em pó com brigadeiro—, na faculdade onde estudo”, declarou Gabriele.


Pontes de macarrão testam leis da engenharia

Público prestigia de perto a competição; integrantes elogiam iniciativa da FAAT

_mg_1616Professor Fran Giacominni abre evento que, além de didático, promoveu a interação

Texto: Julio Cesar Jacob e Marcelo Rachid 

Imagens: Pedro Pugliesi

A 5ª edição do Torneio de Pontes de Macarrão, realizada na última quarta-feira (26/10), reuniu 10 equipes do Curso de Engenharia Civil, todas formadas por alunos do curso. A pontuação de cada time é feita pela relação (R) entre a carga suportada e a massa da ponte, ou seja, quanto mais leve for a ponte e quanto maior a carga que ela possa aguentar, melhor será o seu resultado. Mais de 200 pessoas acompanharam a competição, transmitida também para um telão.

Pontes de diversos modelos e tamanhos foram criadas – algumas suportaram até 29kg. Os projetos premiados receberam, nesta ocasião, calculadoras científicas para a primeira equipe colocada, HDs externos de 1Tb para a segunda, e bolsas para Notebook ao terceiro time colocado. O esforço dos estudantes nesta competição foi traduzido pelo empenho e dedicação de todos os concorrentes.

_MG_1698.jpg

Primeira Ponte
Em primeiro lugar ficou a Equipe 1, formada por Pedro Carvalho, Thainara Paschoal e Iara de Souza, alunos do 3° ano, com Relação de 37,73, suportando 14kg. A ponte pesava 360g e 52cm de comprimento, a mais leve de toda competição. Este é o terceiro ano em que estão competindo. Na primeira experiência, a ponte ficou torta, mas desta vez o projeto superou as expectativas.

Segunda Ponte
A segunda posição foi conquistada pela Equipe 16, composta pelos alunos do 1°ano Carlos Henrique, João Marcos e Eustáquio Horta. Nesta experiência, a Relação foi de 26,36. O projeto media 54cm de comprimento e 26cm de altura. Para eles, a falta de informação em relação à medida do suporte de madeira —onde os pesos são dispostos—  atrapalhou a performance do grupo, comprometendo o desempenho do artefato, que nesta ocasião suportou abaixo do que se esperava.

Terceira Ponte
O terceiro melhor resultado foi o da Equipe 8, cuja ponte de 54cm de comprimento, suportou 10kg com Relação de 19,34. Os integrantes deste time, Hermelindo Sampaio, Matheus Moura e Adriana de Lourdes tinham a expectativa de que a ponte suportasse 40kg. Segundo eles, o local da competição não oferecia a estabilidade necessária e isso prejudicou o resultado.

Num panorama geral, a maioria das  equipes acreditava que seus projetos pudessem suportar  mais tração do que presenciaram quando da competição. Uma dificuldade comum a todos foi a devida utilização da cola no produto macarrão. Os mais experientes nessas competições dizem que o tipo do macarrão —com ovo ou sem ovo— influencia na construção da ponte.  

img_2291

Mesmo sendo o quinto ano da competição, oito das dez equipes eram compostas por alunos do primeiro e segundo ano de Engenharia Civil.  Praticamente todos  os integrantes confessaram que o torneio agregou  muito aprendizado e conhecimento para suas vidas acadêmicas e, futuramente, na esfera profissional.


Veja galeria de imagens aqui: http://albumizr.com/a/pUw

Ouça o boletim FAAT News: Ponte Macarrão

Aluna de jornalismo participa de TED, em SP

Laila Faria assistiu palestras que tiveram como tema principal futuro e tecnologia

tedx-2015

Em 17 de setembro, sábado, aconteceu em São Paulo, no Colégio Dante Alighieri – Auditório Miro Noschese, mais uma edição de palestras do TED, evento focado no futuro tecnológico, desenvolvimento sustentável e humanidade. Vários palestrantes trouxeram suas ideias e soluções para problemas do cotidiano e o avanço da tecnologia que, a cada dia, está mais presente em diversas situações. As inscrições começaram em agosto, com a seleção de cem textos sobre o tema “Futuro”, e os selecionados puderam prestigiar o TED ao vivo, pois todas as palestras são gravadas e postadas no site e aplicativo TED, depois de quinze dias, com vários temas, disponíveis em vários idiomas (com legenda) e em português.

A emoção de participar ao vivo

– O Colégio Dante Alighieri é um dos mais tradicionais de São Paulo, com mais de 100 anos de existência e fica localizado no centro da cidade, próximo da Avenida Paulista. Um mês antes do evento, o tão aguardado e-mail chegou, com os parabéns por ser selecionada para assistir ao vivo a um TED. Um lugar maravilhoso e muito bem estruturado. Abaixo relato como foram as palestras.

A primeira palestrante foi Camila Achutti, formada em Ciências da Computação pela USP e mestranda na mesma instituição, além de ser embaixadora do Technovation Challenge Brasil, desafio de empreendedorismo e tecnologia só para meninas. Ela é sócia-fundadora da Ponte21, consultoria de inovação e tecnologia, entre outros projetos. Camila começou com a pergunta: Do que é feita a escola?, explicando o crescimento exponencial e o nativo digital.

camila-archutti

 

Camila: “Descobri que programar é uma arte, é melhorar a vida das pessoas”

Natália Arcuri, repórter e empreendedora, criadora do canal “Me Poupe!”, no YouTube, deu sequência, com “O poder do Não!”, muito discutido por ela, que focou na educação financeira, a relação de tempo e dinheiro e as nossas falhas em administrá-los. Ela deu seu próprio exemplo de espírito empreendedor e a capacidade de saber diferenciar o que é necessidade e desejo.

Dois alunos do Colégio Dante Alighieri, João Pedro Magnani e Pedro Luz (este bolsista, no Colégio), do canal no YouTube “Pedro Ensina” – idealizado por eles para esclarecer as dúvidas dos colegas e demais estudantes – falaram sobre “Futuro e Educação”, com técnicas de aprendizagem e o futuro nas escolas.

O tema “Crianças na Guerra”, apresentado pela ativista pacifista Ingrid Soto, de 14 anos, foi muito interessante, pois percebeu-se o engajamento de jovens em questões humanitárias, envolvendo a ONU. Santiago Andreuzza, idealizador da Aeroli.to, empresa de desenvolvimento de software, hacking, internet das coisas e tecnologia para crianças, tratou temas como biotecnologia, nanotecnologia, robótica e Inteligência Artificial (IA).

Finalizando o evento, foi a vez da futuróloga Camila Ghattas, formada em Comunicação Social com ênfase em Publicidade e Marketing, com MBA em Ciências do Consumo Aplicada, ambos pela ESPM, além de outros cursos, e co-fundadora, do Estúdio Diip. Atualmente ela está desenvolvendo uma plataforma de pesquisa na Realidade Virtual. “Futurologias e suas perspectivas”, foi o tema discutido por Camila, que nos deixou um conselho: quando nos deparamos com problemas e situações que ninguém conseguiu solucionar, devemos pensar: “Eu sou esse alguém!”.

 

O que é TED?

TED – Technology, Entertainment and Design é uma organização sem fins lucrativos dedicada ao lema “ideias que merecem ser compartilhadas”. Começou há 26 anos como uma conferência, na Califórnia, e desde então, tem crescido para apoiar ideias que mudam o mundo por meio de múltiplas iniciativas.

Em uma conferência TED, pensadores e realizadores de todo o mundo são convidados a dar a melhor palestra de suas vidas, em 18 minutos ou menos. Entre os palestrantes que já participaram do TED estão Roger Ebert, Sheryl Sandberg, Bill Gates, Elizabeth Gilbert, Benoit Mandelbrot, Philippe Starck, Ngozi Okonjo-Iweala, Brian Greene, Isabel Allende e o ex-primeiro-ministro britânico, Gordon Brown.

A iniciativa TEDx concede licenças livres para as pessoas ao redor do mundo, que desejam organizar eventos no formato TED, em suas comunidades. Em um evento do TEDx, há uma combinação de TED Talks e palestrantes, para gerar discussões profundas e conexão entre os participantes. Esses eventos são independentes, com público restrito e, em geral, local.

 

Para saber mais

No site www.ted.com e no aplicativo TED, todos os dias são postados vídeos com os mais diversos temas, além de livros. É possível encontrar pessoas do mundo todo, que possuem ideias inovadoras e o desejo de mudar o mundo. É uma porta de entrada para abrir a mente e refletir sobre nossos atos e, consequentemente, nossa maneira de enxergar o mundo e as pessoas.