Economia e desaceleração

Economia brasileira cresce, mas em ritmo desacelerado. Foto: Culturamix

Economia brasileira cresce, mas em ritmo desacelerado. Foto: Culturamix

Jéssica Tavares Campos e Marina Puglese Lungareze

A economia, por definição, é uma ciência que estuda os métodos de produção, distribuição, acumulação e consumo de uma determinada região. A palavra em questão, vem do da junção de dois termos gregos OIKOS (casa) e NOMOS (lei), que subentende-se “regras da casa”.  O conceito, de um modo geral, demonstra como uma sociedade produz e consome o que está disponível. Atualmente, a ciência econômica tenta explicar o funcionamento do dinheiro de um determinado lugar, tentando justificar então as dificuldades desta região em relação a crescimento, produção entre outros.

O Brasil, um país economicamente considerado uma “potencia emergente” com PIB (Produto Interno Bruto) de cerca de 2,39 trilhões de dólares, foi classificado como a sétima maior economia do mundo, de acordo com o Banco Mundial. Além disso, compõe diversos blocos econômicos, uma junção de países aliados a fim de crescimento econômico, o BRIC’S (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Mercosul, UNASUL, o G20 e outras centenas de parceiros comerciais que resultam em 60% das exportações do país.

Em meados de 2010, os economistas previam que o pais entraria num crescimento vagaroso e progressivo, porém a desaceleração foi muito maior do que o programado. Grande parte da exportação do país equivale-se a produtos manufaturados que explicam determinada oferta, devidamente justificada pela demanda.

A Absorção da poupança externa não poderia mais cobrir o débito criado em transações correntes. O dinheiro que está sendo investido por estrangeiros no Brasil é muito menor do que o dinheiro investido por brasileiros no exterior, incluindo importações, liquida com juros e rendas, no caso do uso de poupanças “importadas”.

Este fato também justifica a desvalorização da moeda real perante ao dólar, ou seja, a inflação do real ainda cresce, mesmo que desacelerado. A oferta monetária criada por meio de créditos não consegue acompanhar o ritmo da dívida publica, aumentadas por “calotes via Inflação”.

O efeito disso pode ser percebido na alta significativa nos preços do supermercado. O consumo diário foi o que mais sentiu, com uma inflação na casa dos 7% a.a., bem maior que a estimativa de 6,5%a.a. Graças a política fiscal, não se pode mensurar o real superávit do governo brasileiro. Este índice representa o valor que o governo economizou sem que tivesse de usar a sua reserva, mas mesmo assim pagar suas dividas e juros.

De um modo geral, tal como avaliam os especialistas, desde 2013 pode-se perceber a desaceleração dos estímulos de crédito, a alta inflação e o controle de preços impactando nas contas públicas que já estão frágeis. Isso, dentro da lógica econômica, dificulta o estimulo e o crescimento dos setores de produção do país.

Tags: Economia, Inflação, Desaceleração


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7 pensamentos sobre “Economia e desaceleração

  1. Como citado na apresentação de vocês, os economistas afirmam que só podemos comprometer 30% do nosso salário. Mas para quem ganha um salário mínimo (hoje, R$ 724,00) isso é impossível.
    Como um trabalhador de classe baixa vai usar só 30% disso que eles recebem? Eles possuem água, luz, alimentação, telefone, escola dos filhos e mais um monte de outras coisas para pagar. Mesmo economizando, o salário vai praticamente inteiro em despesas “essenciais”.
    Para que seja gasto só isso temos só duas alternativas cabíveis: ou o governo abaixa preço dos produtos ou aumenta o salário mínimo, mas sabemos que ambas alternativas são improváveis.

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  2. Em 2008, o mundo foi assolado pela crise imobiliária oriunda dos grandes e poderosos bancos americanos e seus enganosos esquemas de investimento. Na época, o Brasil de Lula, pouco sentiu os efeitos da crise, seu crescente desenvolvimento econômico e o aumento do crédito permitiram que o Brasil se tornasse uma exceção dentre os grandes.
    Entretanto, os sintomas estão sendo sentidos hoje, em 2014. Enquanto países europeus e os EUA buscavam e ainda buscam soluções para reverter tal realidade, o Brasil virou um oasis de estrangeiros, onde aqui se pagava mais. Com o mercado de trabalho mais competitivo, o governo apresentou diversos incentivos fiscais, crédito esse que junto com os altos juros, uma inicial recessão e gastos exteriores maiores do que os gastos no mercado brasileiro fazem com que o Brasil tenha que buscar soluções para sua própria crise econômica.

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  3. O Brasil é um país extremamente desigual em distribuição de renda. Apesar de possuir um dos maiores PIBs, a má distribuição faz com que a maior parte do dinheiro fique na mão de poucos. Podemos observar essa desigualdade comparando estados do Sudeste com os do Norte/Nordeste.
    Isso gera uma bagunça enorme no dia-a-dia do brasileiro, que apesar do PIB alto, possuí uma colocação muito baixa no nível de IDH. Sem contar que a saúde e educação são precárias, quando deveriam ser prioridade.
    Além disso, o Brasil enfrenta um período em que não há crescimento econômico, os juros estão altos e o povo sente no bolso o efeito disso, como diz o texto.

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  4. A economia do país passa por um momento lento e os números comprovam tal situação. Há uma recessão técnica e a inflação aumenta gradativamente. Apesar do que se é apresentado, o governo parece querer esconder a condição atual.

    Além da política econômica do Brasil ter seus erros, a falta de educação do brasileiro para lidar com o seu dinheiro ou entender sobre como a economia atrapalha o país, com a inadimplência e maiores gastos no exterior.

    O que se faz necessário é o brasileiro saber como gastar o seu dinheiro com segurança e reponsabilidade, além do governo assumir que a economia apresenta problemas a serem resolvidos com urgência.

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  5. Para alguém que ganha um salário mínimo não significa nada dizer que a economia cresceu rápido ou vagarosamente. A única coisa que sabe é que tem uma família para sustentar com apenas 724 reais mensais.

    Na última aula de Filosofia (11/9/14) falamos sobre a classe dominante e a classe dominada. A meu ver, o brasileiro comum, que trabalha de sol a sol e não é valorizado, nada mais é do que alguém dominado.

    Mais do que crescimento econômico, lento ou não, o Brasil precisa olhar para a necessidade deste trabalhador. Não alcançaremos o patamar de país desenvolvido se o povo não tem seu trabalho reconhecido.

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  6. A economia brasileira enfrenta muitos desafios. Em 2011, o governo colocou em prática a chamada “nova matriz econômica”. Uma combinação de políticas mo­netárias e fiscais mais flexíveis, crédito farto e barato por meio dos bancos públicos e uma taxa de câm­bio mais desvalorizada.

    Quatro fatores principais explicam por que o governo adotou a “nova matriz econômica”.
    1. Pela crença de que seria possível baixar a taxa de juros real sem impacto sobre a inflação. O problema é que baixar a taxa de juros sem outras medidas, agrava a inflação. Isso acontece porque uma vez que o juros baixa a porcentagem de lucro no comércio sobe e o poder de compra diminui, gerando uma supervalorização dos consumos de bens.

    2. O governo previa a desindustrialização, e parecem acreditar que não há desenvolvimento sem uma indústria dinâmica. Todavia, a “nova matriz econômica” fracassou em promover a indústria, principalmente a industria estrangeira, que continuou a perder participação no PIB.

    3. Ignorância, por um lado, na percepção de que as empresas aceitariam qualquer coisa para investir no Brasil, não importando quão restritivos fossem os termos que o governo impusesse.

    4. Quando a economia desacelerou, o governo acreditava que o cenário devia à falta de demanda. Sem contar que o mês de setembro desse ano começou com a balança comercial em déficit (exportações menores que importações) de US$ 771 milhões.

    Enfim, o grande problema da administração pública é que a presidente do país não sabe nada de economia e infelizmente todos esses problemas precisam passar por ela.

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  7. Pingback: Repórteres analisam temas contemporâneos no Brasil | Jornalismo FAAT

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