Mudanças na infância trazem a solidão

Reestruturação das famílias, fará com que as crianças fiquem mais tristes e isoladas
Damarison Brito

Com a correia do nosso dia, muitas vezes não paramos para pensar no futuro das crianças, pelo fator da tecnologia, vemos nitidamente que as crianças estão cada vez mais obcecadas por celulares, tabletes e jogos eletrônicos. E parece que num simples conto de fadas, esqueceram todas brincadeiras que faziam sucesso na época de seus pais e avós.

Segundo as previsões do caderno Rumo. “A Internet vai tornar-se como a eletricidade – menos visível, mas mais profundamente enraizada na vida das pessoas, para o bem e para o mal” Já que as crianças estão tendo contato com essa tecnologia desde muito cedo.

Para Luciana Henrique da Silva. (Pedagoga, psicopedagoga, ludopedagoga, teatróloga e dramaturga). “O adulto, seja pai ou familiar deve buscar alternativas. Formação de grupo de pais para troca de informações e de ideias sendo possível reunir crianças. Apresentar-lhes brincadeiras e jogos, participarem junto como eles das brincadeiras. Atividades como teatro, apresentação musical leva a criança a interagir com sua criatividade e alivia a tensão dos pais. Incentivar a criança a ter um convívio saudável, seja na alimentação, no cotidiano do ambiente de sua casa, ajudando nas atividades domésticas, como arrumar sua própria cama, guardar seus pertences. Etc. Quanto mais os pais e os filhos estivem unidos em uma mesma perspectiva, melhor será o convívio.

Segundo a educadora, com a mudança de comportamentos, as crianças ficarão mais solitárias, já que filhos sem irmãos e sem amigos se tornam tristes e adquirem outras manias e medos. Nesse contexto é importante que as crianças tenham um convívio com os primos, mudança de ambiente, junto a natureza e com outras crianças.

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Como será a humanidade?

A nossa identidade mudará constantemente até 2050

João Gonçalves

A identidade é o conjunto de características que distinguem uma pessoa ou uma coisa por meio das quais é possível separar cada ser. A personalidade do indivíduo está em constante mudança onde cada situação e estilo de vida pode alterar suas características.

O indivíduo por mais que tente parar essa mudança acredita se que é algo impossível, pois os ambientes sócio culturais, psicossociais afetam a sua identidade mesmo que seja inconscientemente. Identidade só será afetada de uma forma ruim se o individuo passe por traumas que possam afeta ló a ponto de desestruturar sua personalidade

Com o avanço da tecnologia o ser humano vem desenvolvendo formas de aperfeiçoar nosso mundo e a nós mesmos, até daqui30 anos acredita se que o ser humano será capaz de substituir uma parte do corpo por máquinas assim criando cyborgs (metade humana e metade máquina), e construindo corpos quase perfeitos onde será possível escolher suas características pelo computador e fazer downloads nos seus cérebros.

O ser humano futuramente aperfeiçoará a inteligência artificial na quais máquinas terão capacidade de ter inteligência emocional, robôs e humanos viverão cada vez mais juntos primeiro como amigos e chegar a ponto de afetar suas relações amorosas onde acredita se que os humanos se apaixonarão por maquinas e assim mexendo no conceito de família mais também a sua personalidade porque não dependeriam mais de outro individuo mais sim de uma maquina na qual possa ser programada para aquilo que o individuo deseja.

Maior riqueza do mundo pode ser extinta

A falta de água do planeta pode ocorrer até 2050

JADE NAYARA

Cerca de 40% da população do planeta sofre com a escassez de água, que tem a tendência de aumentar até dois terços em 2050. No mundo em que vivemos hoje, basicamente 10% da humanidade não têm acesso a água potável. Com as mudanças climáticas, os desastres naturais tendem a aumentar e por isso pesquisadores já estão buscando formas de tornar as cidades mais resilientes as intempéries e também ensinando a população a lidar com os recursos hídricos, já que é sabido que a escassez de água será causada pelo aumento do consumo na produção de alimentos, na agricultura, no desperdício do cotidiano e na contaminação dos lençóis freáticos.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), deve ser prioridade universalizar o saneamento básico e acesso à água potável principalmente em países em expansão. Como a urbanização é mais lenta nesses países, por falta de uma infraestrutura adequada, a chegada do saneamento será mais lenta ,o que é um risco já que 70% da população viverá em cidades e o consumo de água será até 55% maior do que é consumido atualmente.

Estimativas apontam que o Plano Nacional de Saneamento Básico no Brasil deveria cumprir a meta até 2033, correndo o risco de não ocorrer, pois em 2013 apenas 39% dos esgotos brasileiros recebiam tratamento, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil.

Em dezembro de 2015 ocorreu a Conferência do Clima, em Paris, onde líderes de 196 países que integram Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) se reuniram. A meta é firmar um acordo para que o planeta chegue em 2100 com a temperatura média de dois graus Celsius acima dos registros pré-industriais, diferentemente dos cinco graus que rumamos atualmente. A ONU estima que pelo menos 171 países assinem o acordo.

Varias ações já estão sendo tomadas pelo homem para tentar reverter à escassez de água futuramente, dentre elas a dessalinização da água do mar já utilizada por países como Israel e Arábia Saudita, água de reuso onde antigas cisternas em que se colhia água da chuva estão sendo utilizadas novamente principalmente para lavar calçada e dar descarga sem a necessidade da utilização da água potável.

A tendência do futuro é que as cidades criem seus sistemas sustentáveis que serão fundamentais para a solução da crise hídrica. Os grandes centros atuarão como menos poluidores e mais preservadores.

Doenças vão exigir empenho nas pesquisas

Depressão, estresse, vírus e bactérias mais letais merecerão atenção até 2050 

Lorena Valença e Stéphanie Almeida.

A medicina continuará a ser desafiada nos próximos 50 anos, e vai acentuar a exigência dos cientistas para que encontrem uma solução mais rápida em torno de problemas já conhecidos no campo da psicologia, como depressão e estresse, mas também terão de se  preocupar  com algumas doenças que podem tornarem-se letais.

A depressão será a doença do século, alerta a professora  de Psicologia Regina Damazo, que aponta o estresse  com fator determinante para este transtorno.  Ao que tudo indica, elucida a especialista , isso vai se acentuar por conta da persistência de  o ser humano no uso ampliado das tecnologias, em detrimento de uma vida mais regrada e tranquila.

Em uma previsão para o ano de 2050, reflete Regina, o avanço da tecnologia cada vez mais acentuado amplia a quantidade de pessoas conectadas e que tornam-se viciadas na internet e no que essas ferramentas proporcionam. Com isso a probabilidade do ser humano não ter vida social é grande. E como consequência, os problemas psicológicos irão aumentar.

Na área das doenças, novos vírus e bactérias serão descobertos. O cientista Yoshihiro Kawaoka, criou um novo tipo de vírus que pode matar toda a humanidade. O vírus é geneticamente modificado e é baseado no vírus da H1N1. A preocupação é de que esse vírus possa cair em mãos erradas, como a dos terroristas. Kawaoka ira publicar os resultados os seus estudos em breve, e assim poderemos observar mais detalhes e os reais riscos que essa pesquisa apresenta.

 

Temas emergentes são estudados

Arte no Cristo Redentor, reforça pensar no clima. Foto: Greenme

Arte no Cristo Redentor, reforça pensar no clima. Foto: Greenme

A partir da percepção de que o mundo, a sociedade e as relações estão passando por problemas que exigem análise, reflexão e possível revisão, os futuros jornalistas da FAAT resolveram eleger alguns deles para pesquisar, entender e enxergar sua importância, de modo a que isso amplie o repertório e o dialogo com seus colegas de profissão.

A proposta integra os esforços dos professores Osni Tadeu Dias e William Araújo no sentido de que os jornalistas precisam não só ver o que está próximo, mas também entender que isso muitas vezes são reflexos de algo maior e que repercute de variadas formas, além de produzir variados efeitos.

Seguindo os trâmites jornalísticos que considera a pauta, a pesquisa, o texto e a necessária conversa com o público, os envolvidos entenderam que em determinados momentos há que se olhar longe para enxergar o que está perto, vice-vefrsa. Leia e comente também os textos Temas Emergentes.