O avanço da Mobilidade

Ricardo também possui um blog onde escreve sobre Mobilidade

Ricardo também possui um blog onde escreve sobre Mobilidade

Karen Sarraf
As novas tecnologias de informação e comunicação estão presentes no dia a dia da sociedade. Apontada como uma verdadeira revolução tecnológica, a mobilidade trouxe às pessoas maior flexibilidade para se comunicarem ou para buscar seus interesses, justamente por não precisarem permanecer em uma localização fixa. Essa nova realidade tecnológica permite que um indivíduo ou instituições acessem dados e informações em qualquer local através de recursos como tablets, notebooks e smartphones que possuam redes 3G/4G ou acesso a internet via wireless/wifi.

Ricardo Ogliari trabalha com a tecnologia mobile à aproximadamente 10 anos. Formado em Ciência da Computação pela Universidade de Passo Fundo e pós graduado em Web, Estratégias de Inovação e Tecnologia pelo Senac, ele conta que é notável o avanços tecnológicos e que “não precisamos mais sentar em frente a um computador para que um aparato tecnológico esteja ao nosso alcance”, explica. Por outro lado, ele acredita que era digital como conhecemos hoje teve seu funcionamento fortemente afetado por dispositivos como os smartphones, pois não só democratizaram o acessam a informação como também deixaram pessoas conectadas 24 horas por dia.

Com o avanço das tecnologias poemos estar conectados a tudo e a todos 24h por dia

Hoje a tecnologia já permite o acesso à dados e informações de qualquer local

Segundo o estudo divulgado no The Sun do professor de Psicologia Organizacional e Saúde da Universidade de Lancaster, Cary Cooper, o uso excessivo dessas novas tecnologias pode levar à depressão, estresse e insônia, além de prejudicar a qualidade de vida e a interação com outras pessoas. Outros especialistas passam a questionar que com o avanço da mobilidade a segurança da população é colocada em risco, porém para Ogliari ninguém está totalmente seguro na internet, a partir do momento se está conectado em uma rede, você pode ser alvo de invasões distintas.

A tendência é que o número de usuários conectados a internet através de dispositivos móveis aumente representavelmente, até 2017 teremos aproximadamente 1,4 dispositivo por habitante, segundo a Cisco. Ricardo acredita que para os próximos anos o mobile tem muito a crescer, os números mostram que o seu uso se tornou comum além de diversos sites mostrarem dados comprovando que o maior acesso deles é através do mobile.

Fontes: Cisco, IbopeThe Sun

Anúncios

Arte entra em cena nas ruas de Bragança

Alguns integrantes do projeto durante uma de suas intervenções

Integrantes do grupo durante uma de suas intervenções no centro da cidade

Por Cristiane Lustosa e Karen Sarraf

O movimento de pessoas em uma tarde de sábado no centro de Bragança Paulista é grande. Em meio a este cenário urbano, destaca-se um grupo de pessoas sentadas no chão da praça, formando uma roda e no centro dela, um cartaz com a inscrição “fogo”. Eles espetam marshmallows em gravetos e colocam sobre o “fogo”, enquanto um deles pega um violão e começa a tocar uma sequência de músicas populares do tipo Ai se eu te pego, em ritmo de Reggae, chamando a atenção daqueles que estão passando por ali. O lual diurno é parte do projeto Bragança (en)cena na rua, composto por um grupo de artistas que realiza diversas intervenções poéticas pelas ruas da cidade.

O início

Criado em 2011, através do esforço coletivo de artistas e produtores, no intuito de promover a atividade teatral e a formação dos grupos amadores da cidade, o projeto Bragança (en)cena, atraiu amantes da arte que participaram de oficinas com profissionais vindos de fora, desenvolvendo técnicas e compartilhando a experiência de grupos e artistas locais. Em 2013, foi aprovado um edital do Programa de Ação Cultural/ProAC, da Secretaria de Estado da Cultura, que oferece recursos para a produção de espetáculo inédito em cidades de até 500 mil habitantes, tendo como objetivo a montagem de uma intervenção cênica, aliando processos de criação e dinâmicas pedagógicas.

O projeto

Nasceu então, o Bragança (en)cena na rua, que conta com 20 artistas coordenados pelos diretores, atores e produtores Chris Campos, Ivan Montanari e Liana Ferraz. Ivan, formado em Artes Cênicas pela UNICAMP, ressalta a importância do projeto para os integrantes e também para a comunidade local “Nossa intenção é estimular cada um criar sua própria arte e fazer com que aqueles que assistem possam encontrar a sua definição de arte á partir da reflexão”.Diz ainda, que o trabalho exige muito esforço e dedicação por parte de todos os envolvidos. Reuniões são realizadas aos fins de semana, além de contato periódico através do grupo no facebook para discutir o andamento do projeto e criar cenas, que serão testadas nas ruas. Assim vão sendo selecionadas as melhores propostas, que irão compor a série de espetáculos que será realizada em Junho de 2013. Haverá também a participação de bandas, fazendo a interação do teatro com a música.

Integrantes do grupo Bragança (En)Cena durante uma de suas reuniões

Diretores e artistas do Bragança (en)cena na rua discutem as ideias do projeto

Os integrantes

Para Robson Helton, que participa do grupo desde 2011, o projeto é algo novo para todos os integrantes devido aos ambientes inusitados onde se apresentam. “Passamos pela experiência de elaborar estímulos artísticos para pessoas que não foram ali para nos ver, gerando no público uma provocação positiva e um convite a um olhar mais demorado sobre a arte”, complementa. Bruno Novais, integrante do grupo desde agosto de 2011, conta que sua paixão pelo teatro falou mais alto quando resolveu entrar no projeto, que segundo ele é uma maneira de interferir no dia a dia das pessoas. “Interferimos no cotidiano das pessoas e através dessa brecha mostramos um pouco de arte, pois as pessoas em suas rotinas doidas, às vezes não prestam atenção no que acontece ao seu redor”, explica.

“Os Limites da Desigualdade” demonstra realidade delimitada pela Autopista Fernão Dias

Por: Diego Piovesan

MayraCoverLivroFoto: Divulgação

“Não houve muita dificuldade em encontrar pessoas que pudessem contar sobre a triste realidade vivida nos bairros”. É o que afirma a jornalista Mayra Haron Bondança que na quarta-feira, dia 05, apresentou o seu trabalho à banca avaliadora na Faat Faculdades.

O trabalho social da jornalista foi de encontro com a realidade latente da autopista Fernão Dias como separadora de águas. A realidade demonstrada, e vivenciada pelos cidadãos de Atibaia, é uma exclusão feita a partir da Fernão Dias. De um lado, a riqueza e o desenvolvimento industrial e econômico da cidade. Do outro, a pobreza e a periferização em constante crescimento.

Haron vivenciou uma experiência beirando ao jornalismo gonzo e esteve, por diversas vezes, acompanhando o dia a dia daquela comunidade atingida por enchentes e vítimas da falta de infraestrutura e atenção do Poder Executivo local.

Uma das dificuldades da jornalista foi conseguir fontes oficiais, ainda mais pela realização do trabalho se decorrer no ano de 2012, quando as atribuições públicas estavam voltadas para as eleições municipais, dificultando o trabalho de pesquisa. Para tanto, a medida adotada pela jornalista foi do distanciamento de fontes oficiais e a aproximação de representantes da comunidade.

20121205_185837Foto: Diego Piovesan

Com relação à rodovia Fernão Dias, Haron afirma ter dificuldades em encontrar fontes bibliográficas. “Foi possível apenas encontrar informações em trabalhos de faculdade e pesquisas, mas não de forma muito profunda”, conta.

Este não foi o único problema enfrentado pela jornalista. As análises das consequências da construção e duplicação da estrada foram levantadas pelo estudo, mas sem o apoio de estudos bibliográficos já existentes, o que comprova o ineditismo do livro-reportagem.

O livro-reportagem “Os Limites da Desigualdade”, de Mayra Haron, foi publicado em 2012 pela editora Clube de Autores. O livro pode ser adquirido em formato digital (e-book) ou em formato impresso através do endereço eletrônico: http://clubedeautores.com.br/book/137494–Os_Limites_da_Desigualdade .

A propriedade intelectual e o direito autoral em obras literárias

Por: Diego Piovesan

 

Imagem

A doação de um pedaço da alma e da vida. É assim que podem ser definidas as obras literárias criadas. Cada autor doa, além de seu trabalho, tempo. Este, por sua vez, representa parte de sua vida. Já a essência do trabalho, pedaço da alma. Mas e o que acontece quando outra pessoa utiliza-se de seu material? Até onde o direito intelectual e o direito autoral podem ser levados?

Autor de contos de suspense e recém contratado pela Editora “Leya!” para a criação e publicação de uma trilogia, Leonardo Reganin defende o direito autoral. “Não é só escrever, há também todo o processo de criação dos personagens, pesquisa do cenário e do ambiente que cerca o enredo. Após toda essa dedicação, é no mínimo imoral que outra pessoa utilize de seu trabalho para se promover ou lucrar”, afirma.

De acordo com a Convenção para o Estabelecimento da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, assinada em 1967 e em vigor desde 1970, a propriedade intelectual é definida como: “a soma dos direitos relativos às obras literárias, artísticas e científicas, às interpretações dos artistas intérpretes e às execuções dos artistas executantes, aos fonogramas e às emissões de radiodifusão, às invenções em todos os domínios da atividade humana, às descobertas científicas, aos desenhos e modelos industriais, às marcas industriais, comerciais e de serviço, bem como às firmas comerciais e denominações comerciais, à proteção contra a concorrência desleal e todos os outros direitos inerentes à atividade intelectual nos domínios industrial, científico, literário e artístico”.

Contudo, o estudante de direito Renan Alves afirma que cada caso deve ser analisado como único. “Existe o direito intelectual e o direito de propriedade, são duas coisas distintas que devem ser analisadas”. Segundo o estudante, o direito de propriedade pode ser comparado a criação de uma casa. Ou seja, após construída, a casa é de propriedade de seus donos, não havendo assim qualquer possibilidade de que o direito daquele espaço seja retirado de suas mãos, há não ser através de venda. Já o direito intelectual, que se trata de uma história criada, pode ser transferível e levado a domínio público após anos da morte de seu autor.

Renan afirma ainda que no campo jurídico há controvérsia sobre a diferença entre estes direitos. Segundo ele, alguns dos autores e pensadores de questões jurídicas afirmam que os direitos são iguais, já que o direito autoral seria “autêntico direito de propriedade”, enquanto que demais autores e advogados afirmam que os dois direitos possuem características únicas que o distinguem. “Por essa razão que deve-se tomar o cuidado de analisar cada caso de forma individual, já que legalmente falando, uma mesma obra pode ser definida de diferentes formas, dependendo dos responsáveis por mover a causa ou a defesa”, conta.

O estudante vai além. Ele afirma que estas não são as únicas questões polêmicas que norteiam o mundo do direito autoral. Renan dá ênfase aos casos de plágio e reprodução indevida, que são os casos mais comum de queixa por parte dos autores. “A reprodução indevida de trechos ou da obra , que pertence a terceiros, como um todo, fere o direito autoral. Reprodução ou publicação abusiva da obra alheia sem anuência do autor é o que chamamos de cópia não autorizada de uma obra tangível”, explica.

O caso é acompanhado por perto do Leonardo, que prepara-se para mover uma ação legal contra um website que publica trechos de seus contos – e outros tantos em sua totalidade – sem a sua autorização. “Se fosse apenas para divulgar, sem problemas. Contudo, estão utilizando de trechos das obras e escrevendo sua continuidade, usando os meus personagens sem nenhum tipo de permissão por minha parte. Neste momento entramos em contato com o site e pedimos para que eles retirem o conteúdo no prazo máximo de um mês. Caso o mesmo não seja feito, devo entrar com processo na Justiça”. De acordo com a tutela específica do artigo 462, parágrafo V do Código de Processo Cívil, o Juíz em cada caso pode determinar: multar diária, remoção, busca e apreensão ou ainda indenização por danos morais ou material.

Larissa Fantini aprendeu o perigo de ferir os direitos autorais da pior forma: sendo processada. A estudante de publicidade e propaganda era proprietária de um website sobre literatura fantástica brasileira, através de publicações independentes, publicando textos com trechos de obras e avaliando o livro. Em um dos casos, publicou o capítulo inicial em sua totalidade em seu site, o que lhe gerou um processo para remoção do conteúdo. “Minha intenção não era ganhar dinheiro, mas sim divulgar o livro. Não sabia que o responsável ficaria tão irritado pela publicação do primeiro capítulo. Não recebi nenhuma notificação dele pedindo para retirar o conteúdo, mas sim um telefonema de seu advogado, que informou do início do processo”. No caso de Larissa, um acordo entre ela e o advogado do autor foi o suficiente para remover o conteúdo e esclarecer os problemas, não havendo necessidade da continuidade do processo. “O que eu recomendo a todos é que antes de publicar a obra de outra pessoa, peça. Mande um e-mail, guarde-o como prova e só quando receber a confirmação, publique. As vezes até as melhores intenções causam problemas, então todo cuidado é pouco”, conclui.

Conheça mais sobre o direito à moradia no Brasil

Por Maria Thereza Basile

Para entender questões ligadas à moradia e os direitos do cidadão, é preciso conhecer algumas leis e estatutos.

A Constituição da República Federativa do Brasil apresenta no capítulo II do artigo 6º, dentre outros direitos sociais, o direito à moradia. Porém, não nos falta o conhecimento da quantidade de pessoas que sobrevivem nas ruas das grandes cidades, que moram em locais sem as devidas condições sanitárias, que vivem em áreas de riscos. A Emenda Constitucional nº 26/00, contudo, veio a expandir esse direito, alterando a redação do artigo 6º da Constituição Federal, o qual originalmente tutelava o direito social, um tipo de direito fundamental, a educação, a saúde, ao trabalho, ao lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, acresce o direito à moradia, incluindo-o dentre os direitos sociais a serem fomentados pelo Estado e pela coletividade.

O Estatuto da Cidade é um dos meios que ajudam na compreensão dessas questões. Trata-se de uma lei federativa que dá as orientações gerais para o planejamento e o desenvolvimento das cidades, com o objetivo de garantir bem-estar e qualidade de vida a seus moradores. Os idealizadores desse planejamento são os municípios, através do Plano Diretor, que é outro item importante para a compreensão das questões ligadas à habitação.

Esse Plano Diretor é uma lei que organiza o crescimento e o planejamento da cidade, determinando regras sobre o uso da propriedade urbana em benefício da coletividade, para garantir que a propriedade cumpra sua função social. O Plano Diretor é obrigatório para cidades com mais de 20 mil habitantes, nele também são previstas ferramentas voltadas para a garantia do direito à moradia, como as Zonas Especiais de Interesse Social e a regularização fundiária.

O Direito à Moradia passou a ser tratado constitucionalmente como um dos direitos do trabalhador. A Constituição de 1988 no seu Art. 7º ao apresentar os direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, no inciso IV estabelece que o salário mínimo deve atender as necessidades vitais básicas do trabalhador e de sua família, dentre as quais se inclui o direito à moradia.

Quando se trata do direito à moradia, as pessoas acreditam que basta ter um teto cercado por quatro paredes. Mas esse direito ultrapassa o modo literal da palavra. O direito a moradia vai além disso e inclui todo o modo de vida e as condições mínimas que uma pessoa deve ter para viver bem.

Para saber com mais detalhes e de uma maneira mais simples, a ONU realizou um folheto que explica exatamente o que uma moradia digna deve conter. Não apenas um teto e quatro paredes, o direito à moradia vai muito além disso.

Conheça:

  • Garantia de um lugar para morar sem ameaça de remoção;
  • Acesso a educação, saúde, lazer, transporte, energia elétrica, água potável e esgoto,
  • Coleta de lixo, áreas verdes e um meio ambiente saudável;
  • Proteção efetiva contra frio, calor, chuva, vento, incêndio, inundação, sem riscos de
  • Desmoronamento ou outras ameaças à saúde e à vida;
  • Acesso aos meios de subsistência, inclusive acesso a renda e a trabalho;
  • Uso de materiais, estruturas e organização espacial que respeitem a diversidade cultural;
  • Custo que não pese demais no bolso do morador;
  • Atenção e prioridade às necessidades específicas das mulheres e de grupos vulneráveis como crianças, idosos e deficientes.

 

ONU realiza cartilha contendo direito das mulheres em relação à moradia

Por Tamara Gonçalves

Conheça “Sou mulher. Como devo fazer valer meu direito à moradia?”

Muitas notícias referentes a moradias e condições habitacionais tomaram os jornais do país nos últimos meses. Depois da lástima ocorrida com o bairro “Pinheirinho” em São José, diversas favelas têm sido ameaçadas.

Além dos misteriosos incêndios, há também desocupações de áreas previstas. Entre elas, favelas perto do novo estádio do Itaquera, em São Paulo.

O que muita gente não sabe, é que o direito à moradia é previsto na constituição e deve ser cumprido. Além desse direito básico, há também projetos, que visam à proteção/participação das mulheres, em casos como esses.

É importante ressaltar, que o direito é para todos. Mas, há algumas informações que são interessantes tomarmos conhecimento em relação à mulher e moradia.

O LABCIDADE|FAUSP juntamente com a ONU, realizou cartilhas explicativas, contendo algumas informações sobre o assunto.

A cartilha de nome “Sou Mulher. Como fazer valer o meu direito à moradia?” explica passo a passo das obrigações, responsabilidades e direitos das mulheres.

Conheça alguns desses itens:

  • Devem nos ouvir, sempre!

temos o direito de participar de todas as etapas do desenvolvimento de leis, políticas, programas e projetos habitacionais. só assim é possível que eles realmente atendam às nossas necessidades específicas.

  • Com direitos iguais

todas as leis devem garantir que tenhamos os mesmos direitos que os homens sobre a moradia e a terra, independentemente da nossa situação familiar ou de relacionamento. isso vale também no caso de herança e de divórcio.

  • Não podem nos discriminar

Devem ser eliminadas todas as disposições legais e práticas sociais que nos discriminam e nos impedem de ter acesso total à moradia e à terra.

  • Temos prioridade

As políticas de habitação devem priorizar a titularidade da moradia em nosso nome ou, ao menos, em nome de ambos os cônjuges. também temos que ser prioridade no planejamento e na implantação da política habitacional, especialmente nós que somos mais pobres, chefes de família, mães solteiras, idosas, que temos necessidades especiais por conta de alguma deficiência ou doença, como a Aids.

  • Precisamos de mais que um teto e quatro paredes

Nossa moradia deve estar ligada às redes de água, eletricidade, esgoto, telefonia, transporte etc. Ela tem que ser próxima de equipamentos e serviços públicos, como postos de saúde, creches e escolas, e de oportunidades de trabalho, lazer e cultura que permitam a nossa autonomia econômica e social.

  • Com espaço habitável

Nossa casa deve ter o tamanho que nossa família realmente precisa (principalmente quartos e banheiros) e tem que nos proteger de frio, calor, chuva, vento, umidade e contra ameaças de incêndio, desmoronamento, inundação e qualquer outro fator que ponha em risco nossa saúde e nossa vida.

  • Com respeito à nossa cultura

vivemos em países com culturas diversas e temos formas de organização familiar e social bem diferentes. Em cada lugar, nossas especificidades culturais devem ser respeitadas e expressadas no desenho e nos materiais usados na construção de nossas casas e bairros.

  • O custo da moradia não pode pesar no nosso bolso

Os gastos com a prestação ou aluguel e também com a manutenção de nossa moradia (contas de água, luz, gás, impostos etc) não podem nos impedir de comer, vestir e viver dignamente. É importante que nos garantam informações sobre o funcionamento dos programas habitacionais e que tenhamos acesso a créditos e auxílios-moradia.

  • Violência doméstica também é questão de moradia

para que possamos sair de situações de violência, precisamos que sejam disponibilizados abrigos provisórios ou a inclusão emergencial em programas de aluguel social e auxílio-moradia.

  • Com acesso à educação e à informação qualificada!

precisamos de ações educativas sobre nossos direitos. Além disso, os programas habitacionais têm que incorporar indicadores que nos permitam monitorar a implementação do nosso direito à moradia.

Além dessa cartilha, a ONU está realizando diversas outras, para informar e conscientizar a população desses direitos e deveres.

Alunos do Integral Bragança realizam tardes recreativas para crianças do Green Park

Por Tamara Gonçalves

Alunos do Integral de Bragança Paulista iniciaram durante as férias um projeto que visa à solidariedade e movimentos que olhem para os mais necessitados. Seja financeiramente ou não.
Pensando nesse projeto, os alunos realizaram durante as férias de julho, tardes recreativas para as crianças do bairro Green Park. As tardes aconteceram nos dias 19 e 20 de julho, iniciando as atrações às 13h00.

A proposta das tardes recreativas, segundo uma das organizadoras, Larissa Lopes, era tentar trazer um pouco de lazer para as crianças que vivem no bairro. Além da carência financeira que a maioria deles possui, há também uma carência por lazer e diversão, que as crianças não têm acesso no bairro onde moram.

Larissa conta que tomou ciência da situação do bairro através de seu professor de filosofia, que em uma das aulas sobre desigualdade social, citou o bairro Green Park, que não é muito distante do centro da cidade e passa por uma situação bastante distinta dos alunos.
As tardes ocorreram na unidade II do colégio, e contaram com brincadeiras, gincanas, lanches e presentes para as crianças.

A partir desse projeto, os alunos resolveram dar nome ao grupo e continuar com ações semelhantes, o grupo chama-se Abraço Social e quem quiser saber mais sobre as propostas realizadas por eles, é só procurar o grupo no Facebook, onde eles dividem ideias e avaliam propostas a serem realizadas.