Sustentabilidade está na moda

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Por: Giulia Reimer

Não é novidade que todos os dias destruímos, cada vez mais, o meio ambiente, porém ideias de sustentabilidade, de retorno de materiais que antes seriam descartados e demorariam anos para se decomporem e que acabam gerando lucros para as empresas tem ganhado muita força.

Em 1962, surgiu na Itália um movimento na moda intitulado “futurismo”, criado pelo estilista Paco Rabanne. Utilizando materiais como garrafas de água mineral, vinil, metal e retalhos de malharias, os adeptos a estas criações não foram muito bem aceitos para os padrões de beleza da época. A moda futurista acabou por gerar um cuidado com o meio ambiente, ganhando outras vertentes, também preocupadas com o destino destes materiais.

Durante os últimos anos, o consumo excessivo se tornou uma grande preocupação dos ambientalistas, pois sem o descarte adequado destes materiais poderemos ter graves consequências no futuro. Em entrevista com o coordenador do curso de Gestão Ambiental da FAAT, João Luiz de Moraes Hoefel, perguntamos sobre como o consumo excessivo pode afetar o meio ambiente: “O consumo excessivo afeta o meio ambiente de duas formas:

– pelo alto consumo dos recursos naturais disponíveis e pelo alto consumo de energia associado à produção e prestação de serviços.

– pelo alto descarte de rejeitos derivados do processo de fabricação de bens ou na prestação de serviços e pela liberação de resíduos ou emissões associados à produção de energia”.

Tendo estes aspectos em mente, empresas tem dado um novo destino aos materiais que sobram de suas produções. No caso das que trabalham com moda e fabricação de roupas apresentaram uma nova proposta que ganhou espaço nos guarda-roupas de muitas pessoas: peças sustentáveis. Este tipo de tecido é feito a partir de fibras orgânicas e fibras feitas de materiais pós-industrializados, como plástico, resíduos têxteis e orgânicos. O material para a confecção destas roupas promete ser uma das principais soluções para crises ambientais. Além disso, as empresas que conseguido gerar lucros para si mesmas vendendo matéria prima umas para as outras para a criação de novos materiais.

É importante lembrar que o descarte indevido causa danos extremos ao meio ambiente, e medidas como esta tentam diminuir os impactos. De acordo com professor João Luiz de Moraes: “Se medidas concretas e efetivas de reciclagem não forem adotadas iremos vivenciar uma redução significativa na disponibilidade de diversos recursos naturais, uma saturação dos espaços onde estes produtos e materiais são descartados e uma grande poluição ambiental.”.

 

E-Sport: o esporte do futuro

A tecnologia transformando o esporte em digital

A primeira menção ao que se assemelha a um vídeo-game foi em 1947. Mas em 1972 foi lançado o primeiro vídeo-game doméstico da história, o Odyssey. Mas no fim da década de 70 houve o domínio da Atari e seus jogos revolucionários, o jogo Pong e o Space Invaders. Foi nesse período que os video-games começaram a conquistar muitos adeptos e fãs.

A modalidade ”E-Sport” está a cada dia mais profissional, muito profissionais brasileiros nessa modalidade já ganham salários iguais ou até mais que muitos jogadores de futebol. O dispositivo preferido de muitos é o smartphone, seguido dos consoles como Playstation 4 e Xbox One e os computadores.

Essa febre do ”E-Sport'” já atingiu as grandes emissoras esportivas da TV por assinatura, entre elas ESPN, Esporte Interativo, Sportv e Band Sport, que atualmente passam ao vivo competições em sua grade de programação, trazendo um ótimo índice de audiência, composta majoritariamente de jovens de 16 a 24 anos de idade.

Um exemplo da grande de audiência na televisão foi em julho do ano passado, quando a Sportv transmitiu a final de CounterStriker (CS) que ultrapassou a audiência da final de Wimbledon, o principal circuito mundial do  GrandSlam de tênis.

Outra comparação foi a final da NBA, famosa por seu potencial comercial, perdeu em audiência para o mundial de LeagueofLegends.

O Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) que foi realizado na cidade de São Paulo no Ginásio do Ibirapuera em julho, reuniu mais de 10 mil pessoas. No ano anterior, a final tinha sido realizada no Allianz Parque, com o público de 12 mil pessoas e com ingressos também esgotados. E em 2014, 7 mil pessoas acompanharam no ginásio do Maracãnazinho,na cidade do Rio de Janeiro.

Henrique dono das lojas Winningames (Foto: Mario C. Gonçalves)

Henrique é dono da loja Winningames em Atibaia, que é conhecida por organizar campeonatos de vídeo games. Ele nos contou um pouco sobre esse grande sucesso do novo gênero esportivo.

Como você analisa esse novo crescimento do esporte eletrônico?

“Hoje em dia não só os jovens dessa geração estão jogando. Os jogos atuais estão com uma dinâmica muito melhor na questão da jogabilidade, os gráficos estão cada vez mais realistas. Os jogos tem uma visão cada vez mais real e o mercado de vídeo-games, cresceu demais, não só aqui na América do Sul mas em todo o Mundo.’’

Todo ano as suas lojas organizam competições, quais jogos são mais freqüentes nos torneios que a Winningames organiza?

“Agente tem as lojas vai fazer 7 anos, todos os anos nós organizamos campeonatos, inclusive já teve de Guitar Hero que é do gênero musical, Call of Duty, mas o que mais faz sucesso e o que tem mais inscrições é no caso do FIFA e do Pro Evolution  Soccer que são os de futebol virtual. Como o Brasil é o país do futebol , o que mais vende são os jogos de futebol. Nos últimos 5 anos nós organizamos campeonatos de FIFA e Pro Evolution Soccer, são os jogos que agente faz enquete e ganha disparado de todos os outros gêneros. No último campeonato de FIFA teve mais de 500 inscritos e  vários patrocinadores da cidade.”

Você acredita que o E-sport será o esporte do futuro?

“Com certeza, hoje em dia muitas pessoas de diversos lugares do mundo jogam seus vídeo games online, assim podem também disputar um campeonato mundial sem precisar sair de sua casa, isso é muito interessante. Antigamente se uma pessoa queria competir em nível internacional, ela precisaria ir pra fora do país.’’

Com isso a modalidade E-Sport tem tudo para ser um dos esportes mais populares no futuro e atrair cada vez mais adeptos e adoradores desse novo gênero esportivo que já é uma febre na atualidade.

Mario Casimiro Gonçalves

 

Educação evolui em 2050

Tecnologia resultará no fim da escola convencional.

Daqui a 33 anos – no ano de 2050 – de fato, o avanço tecnológico definirá o mundo, mais ainda que nos dias atuais. A educação, fator prescindível na vida de uma sociedade, será um das áreas mais afetadas. O uso de tabletes e até lá, quem sabe, chips e inteligências artificiais, servirão como uma ajuda em sala de aula.

Como acentua o mestre e especialista em História e doutor em História Econômica, Jacinto Silva, no futuro, nas sociedades com mais acesso aos recursos tecnológicos, os smartphones serão as ferramentas mais usadas em sala de aula, pois já se pode acessar qualquer tipo de arquivo que esteja disponível na internet ou na nuvem por meio desses aparelhos.

O objetivo básico da educação é preparar o aluno de modo que ele possa interpretar e agir em seu ambiente social. A função da escola será no cuidado com o meio ambiente e a utilização de fontes renováveis de energia. Tudo isso também vai crescer com o tempo, de acordo com o professor e engenheiro de petróleo, Felipe Lúcio Chagas.

Os cursos de licenciatura à distância cresceram 20% de 2015 para 2016, saltando para 6 milhões de alunos matriculados. Escolas profissionalizantes vêm cada vez mais utilizando sistemas interativos como extensão do professor assim como instituições de ensino, públicas e privadas, usando tabletes e computadores para incrementar as aulas.

Como enfatiza Chagas, “por mais que você tenha volume de informação, o professor será a pessoa que poderá mostrar se o caminho é válido para resolver o seu problema, ou não”. Complementando, o professor ainda salienta que “nada substitui esse ambiente que a gente tem. A tecnologia serve para aumentar ainda mais a capacidade de aprendizado, mas não substitui o que você tem em sala de aula”.

Os aparelhos celulares e computadores mais modernos já possuem o comando de voz, o que em longo prazo pode disseminar os lápis e canetas como acredita Afranio Silva Jardim, professor associado de Direito da UERJ “com toda esta tecnologia nas escolas e com a habilidade das crianças para assimilá-la, não vai demorar muito para que desapareça a escrita manual”.

A tecnologia junto aos novos aparelhos que surgirão até 2067 não levará ao desaparecimento dos professores em sala de aula, mas poderá haver uma obliteração dos livros e cadernos, o que de fato, resultará no fim da escola convencional conhecida nos tempos atuais.

 

Barbara Lupianhez.

Especialização é a solução

Trabalhadores terão que se especializar em 2050.

A Inteligência Artificial (I. A.) busca entender e conceber os sistemas inteligentes das máquinas e robôs, capacitando-os a realizar tarefas as quais o homem possui um melhor desempenho. Esse ramo da ciência está mudando o mundo e as coisas, e a sociedade deve estar atenta ao seu desenvolvimento em 2050.

Com a inserção das máquinas, os empregos de milhares de pessoas deixarão de existir e não serão apenas trabalhos braçais: mecânicos e técnicos sofrerão com esta substituição. Isto apenas é possível por causa da evolução da Inteligência Artificial.

No entanto, o professor e pesquisador Felipe Chagas acredita que mesmo existindo o conceito de Inteligência Artificial como se fosse “um ser”, ainda assim será necessário um profissional capacitado e qualificado para entender como esse mecanismo funciona. “Quando se fala de I. A. imagina-se justamente isso, um ser que consiga tomar decisões por conta própria, mas na prática não é bem assim que funciona, portanto, a especialização será necessária no futuro”, diz o professor.

A princípio, entende-se que a automatização está tirando o emprego de muitos trabalhadores que poderiam realizar determinada tarefa, mas, por trás de todas as máquinas, há um ser humano operando. Nesse sentido, haverá uma mudança do profissional, ou seja, existe uma tarefa que precisa ser realizada, que será feita por uma máquina, mas a manipulação será exercida por um profissional capacitado.

 

Larissa Gambirazi

Como será a humanidade?

A nossa identidade mudará constantemente até 2050

João Gonçalves

A identidade é o conjunto de características que distinguem uma pessoa ou uma coisa por meio das quais é possível separar cada ser. A personalidade do indivíduo está em constante mudança onde cada situação e estilo de vida pode alterar suas características.

O indivíduo por mais que tente parar essa mudança acredita se que é algo impossível, pois os ambientes sócio culturais, psicossociais afetam a sua identidade mesmo que seja inconscientemente. Identidade só será afetada de uma forma ruim se o individuo passe por traumas que possam afeta ló a ponto de desestruturar sua personalidade

Com o avanço da tecnologia o ser humano vem desenvolvendo formas de aperfeiçoar nosso mundo e a nós mesmos, até daqui30 anos acredita se que o ser humano será capaz de substituir uma parte do corpo por máquinas assim criando cyborgs (metade humana e metade máquina), e construindo corpos quase perfeitos onde será possível escolher suas características pelo computador e fazer downloads nos seus cérebros.

O ser humano futuramente aperfeiçoará a inteligência artificial na quais máquinas terão capacidade de ter inteligência emocional, robôs e humanos viverão cada vez mais juntos primeiro como amigos e chegar a ponto de afetar suas relações amorosas onde acredita se que os humanos se apaixonarão por maquinas e assim mexendo no conceito de família mais também a sua personalidade porque não dependeriam mais de outro individuo mais sim de uma maquina na qual possa ser programada para aquilo que o individuo deseja.

Maior riqueza do mundo pode ser extinta

A falta de água do planeta pode ocorrer até 2050

JADE NAYARA

Cerca de 40% da população do planeta sofre com a escassez de água, que tem a tendência de aumentar até dois terços em 2050. No mundo em que vivemos hoje, basicamente 10% da humanidade não têm acesso a água potável. Com as mudanças climáticas, os desastres naturais tendem a aumentar e por isso pesquisadores já estão buscando formas de tornar as cidades mais resilientes as intempéries e também ensinando a população a lidar com os recursos hídricos, já que é sabido que a escassez de água será causada pelo aumento do consumo na produção de alimentos, na agricultura, no desperdício do cotidiano e na contaminação dos lençóis freáticos.

Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), deve ser prioridade universalizar o saneamento básico e acesso à água potável principalmente em países em expansão. Como a urbanização é mais lenta nesses países, por falta de uma infraestrutura adequada, a chegada do saneamento será mais lenta ,o que é um risco já que 70% da população viverá em cidades e o consumo de água será até 55% maior do que é consumido atualmente.

Estimativas apontam que o Plano Nacional de Saneamento Básico no Brasil deveria cumprir a meta até 2033, correndo o risco de não ocorrer, pois em 2013 apenas 39% dos esgotos brasileiros recebiam tratamento, segundo levantamento do Instituto Trata Brasil.

Em dezembro de 2015 ocorreu a Conferência do Clima, em Paris, onde líderes de 196 países que integram Convenção das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) se reuniram. A meta é firmar um acordo para que o planeta chegue em 2100 com a temperatura média de dois graus Celsius acima dos registros pré-industriais, diferentemente dos cinco graus que rumamos atualmente. A ONU estima que pelo menos 171 países assinem o acordo.

Varias ações já estão sendo tomadas pelo homem para tentar reverter à escassez de água futuramente, dentre elas a dessalinização da água do mar já utilizada por países como Israel e Arábia Saudita, água de reuso onde antigas cisternas em que se colhia água da chuva estão sendo utilizadas novamente principalmente para lavar calçada e dar descarga sem a necessidade da utilização da água potável.

A tendência do futuro é que as cidades criem seus sistemas sustentáveis que serão fundamentais para a solução da crise hídrica. Os grandes centros atuarão como menos poluidores e mais preservadores.

Doenças vão exigir empenho nas pesquisas

Depressão, estresse, vírus e bactérias mais letais merecerão atenção até 2050 

Lorena Valença e Stéphanie Almeida.

A medicina continuará a ser desafiada nos próximos 50 anos, e vai acentuar a exigência dos cientistas para que encontrem uma solução mais rápida em torno de problemas já conhecidos no campo da psicologia, como depressão e estresse, mas também terão de se  preocupar  com algumas doenças que podem tornarem-se letais.

A depressão será a doença do século, alerta a professora  de Psicologia Regina Damazo, que aponta o estresse  com fator determinante para este transtorno.  Ao que tudo indica, elucida a especialista , isso vai se acentuar por conta da persistência de  o ser humano no uso ampliado das tecnologias, em detrimento de uma vida mais regrada e tranquila.

Em uma previsão para o ano de 2050, reflete Regina, o avanço da tecnologia cada vez mais acentuado amplia a quantidade de pessoas conectadas e que tornam-se viciadas na internet e no que essas ferramentas proporcionam. Com isso a probabilidade do ser humano não ter vida social é grande. E como consequência, os problemas psicológicos irão aumentar.

Na área das doenças, novos vírus e bactérias serão descobertos. O cientista Yoshihiro Kawaoka, criou um novo tipo de vírus que pode matar toda a humanidade. O vírus é geneticamente modificado e é baseado no vírus da H1N1. A preocupação é de que esse vírus possa cair em mãos erradas, como a dos terroristas. Kawaoka ira publicar os resultados os seus estudos em breve, e assim poderemos observar mais detalhes e os reais riscos que essa pesquisa apresenta.