Opinião pública é direito do cidadão

Bruno aposta na representação indireta, e Ricardo não vê político como representante

Bruno aposta na representação indireta, e Ricardo não considera político um representante

Katarina Brandi

O cenário político atual é muito critico, principalmente com a crise mundial econômica que estamos passando desde o início deste ano. Os direitos políticos concedem ao cidadão a possibilidade de participação no processo político e nas decisões do país. Para a sociedade ter um controle melhor é necessário ter pessoas que representam a população nos quesitos políticos/sociais.

Claro que nem sempre somos bem representados e a obrigatoriedade da votação não ajuda muito nesse aspecto. Atualmente o cenário anda bem competitivo e a população está começando a mudar de ideia em relação a política. Segundo a pedagoga Thais Cardilli, “todos os candidatos deveriam obrigatoriamente possuir formação em gestão e a população deveria participar muito mais das decisões por meio de referendos e plebiscitos”.

Quem manda no legislativo é o executivo, que distribui cargos e “mensalidades” para que os membros do legislativo aprovem leis em favor do grupo que ocupa o executivo. Consequentemente o executivo protege os financiadores de campanha dando-lhes o direito de executar obras públicas, por exemplo.

Do meu ponto de vista do publicitário Bruno Minnemann, “o meio ideal é uma representação indireta local, ou seja, qualquer um elege uma pessoa, estudada, concursada, com capacidade, discernimento e conhecimento específico sobre poder público a ser eleito”. Sendo assim essa pessoa escolhida localmente é quem realmente votará em um candidato que vai empossar o cargo. Ser local ajuda na idoneidade, imparcialidade e interesses representados, ser indireto garante a qualidade da escolha final.

Ainda falta participação popular em conselhos consultivos. A tendência é ganharem força, recentemente a Presidenta Dilma publicou um decreto obrigando o executivo a acatar as decisões dos conselhos. Para o advogado Ricardo Oliveira, “os políticos não representam o cidadão, mas sim quem os emprega. Eles representam os conchavos e acordos por traz das cortinas”.

O Brasil já passou por momentos graves de violação de direito político, principalmente na época da ditadura militar em 64. Por mais de 20 anos, a população brasileira ficou alheia ao processo de decisão do Presidente do país, o que só voltou a ser assegurado com a Constituição de 1988.


 

2 pensamentos sobre “Opinião pública é direito do cidadão

  1. Pingback: Eleitores refletem sobre as eleições | Jornalismo FAAT

  2. Um o, e como uma agulha no fundo de um palheiro. Ainda mais com esta vergonhosa situacao que vivemos no Brasil. Mas uma agulha bem usada, faz coisas grandes. Entao vou dar minha opiniao. Acompanho o Brasil politicamente desde 1964. Participei de greves, diretas ja, etc. Pensando bem eu nao dependi de politico pra viver. Lutei sempre pela minha sobrevivencia. Me sinto lesado, pelo sistema politico, em todos os mandatos. Pra haver mudanca eu aconselho a cada brasileiro, refletir sobre seus direitos e obrigacoes, ser mais patriota, para que possamos falar de renovacao politica. Extinguir de vez da nossa vida, a famosa corrupcao que o pior cancer da nacao. A mudanca em Brasilia vai depender de cada cidadao. Estes movimentos nao representa o povo, por sao de interesses politicos, disputa de poderes . A GRANDE massa nao manifestou, nao temos lideres isentos da politica, competentes para convencer a massa para ir as ruas.Nao nesta geracao de politicos

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