Atibaia News existe desde 2008 no município

Há seis anos falando sobre política para os moradores de Atibaia (Print SC website)

Há seis anos falando sobre política para os moradores de Atibaia (Print SC website)

 

Katarina Brandi

O portal Atibaia News surgiu em 2008 falando principalmente sobre política, e procura até hoje passar informações sobre o poder público da região. Esse é um dos assuntos abordados no jornal, porém pode-se conferir outras editorias dentro do mesmo. Adriana Carvalho é a atual responsável pelas notícias do portal.

A ideia do site foi de Jair Gonsalves, jornalista que viajava muito a trabalho e sempre observava algumas ocorrências nas estradas durante o trajeto. Foi a partir desse momento que teve a vontade de fazer um portal de notícias sobre os acontecimentos nas rodovias.

Proprietária do portal Atibaia News (Arquivo pessoal da jornalista)

Proprietária do portal Atibaia News (Arquivo pessoal da jornalista)

Jair trabalhava para a rede Cidade News e por esse motivo o portal recebeu o nome de Atibaia News. Adriana Carvalho se interessou pelo site e começou a entrar em contato com o proprietário e iniciou um trabalho jornalístico enviando matérias para ele.

De acordo com a jornalista foi no final de 2009 que o jornal passou a ser dela própria. Jair Gonsalves continuou participando do portal, mas não na área administrativa e sim ajudando nas postagens do Facebook. O jornal hoje possui mais matérias direcionadas para assuntos policias e relacionados a política. Segundo a jornalista os conteúdos que são mais específicos faz com que às matérias tenham um critério maior de apuração.

TV Web é novidade no consumo de notícia

ATIBAIATV:  Estúdio compacto e tecnologia a serviço do município (Foto: Arquivo Atibaia TV)

ATIBAIATV: Estúdio compacto e tecnologia a serviço do município (Foto: Arquivo Atibaia TV)

Dárcie Visan

A Atiweb TV é uma empresa de comunicação virtual focada na informação local. Com apenas um ano de existência conta com infraestrutura e tecnologia a serviço da produção de matérias da cidade de Atibaia, com pretensão de estar presente em mais cidades do interior paulista e minero. Para a geração de conteúdo, a empresa procura envolver lideranças profissionais e comunitárias da cidade.

O avanço da internet e o surgimento das redes sociais possibilitaram a produção e a difusão da informação de maneira instantânea a milhares de pessoas; em consequência tradicionais veículos, entre eles TVs com sinal aberto, revistas e jornais, perderam espaço para a dinâmica e o menor custo que a web proporciona.

A internet possibilita trazer a realidade das pequenas cidades, que normalmente não possuem uma mídia rápida, barata e eficaz e faz do projeto uma grande tendência de comunicação. Para Carlos Henrique Pompeu, diretor da Atiweb, a ideia principal é ser efetivamente o mais moderno veículo dos próximos anos.

Como funciona

O primeiro canal do grupo foi a ATIBAIA TV, que tem sido o grande laboratório na formatação técnica e comercial do negócio. O modelo adotado está sendo desenvolvido exclusivamente para cidades de até 150 mil habitantes, sendo cada canal exclusivo daquela cidade, com referência explícita no próprio nome, por exemplo: Atibaia TV, Extrema TV, entre outros.

O grupo se utiliza de três grandes pilares tecnológicos: Facebook, Youtube e o Site, Para o diretor da Atiweb, esses canais fazem com que a programação atinja rapidamente grande parcela do público alvo, que “hoje, com certeza, se encontra muito mais na frente de um computador, tablet ou celular do que de um aparelho de televisão”, afirma.

COBERTURA: Atibaia TV presente nos principais eventos (Foto: Arquivo Atibaia TV)

COBERTURA: Atibaia TV presente nos principais eventos (Foto: Arquivo Atibaia TV)

 Futuro

Com relação ao futuro da empresa, a análise é feita sob dois pontos de vista: o primeiro é em relação à evolução na maneira das pessoas consumirem a informação que explicita a forte tendência ao recurso online. Já o segundo diz respeito ao planejamento estratégico da empresa que tem por objetivo a formação de uma rede de webtv´s com foco em características locais. “A identidade com o local deve ser primordial em nosso negócio” finaliza Carlos Henrique.

O Atibaiense quer manter credibilidade de 113 anos

Imagem da primeira edição de O Atibaiense

Primeira edição do jornal publicada em 1901. (Foto: Reprodução acervo O Atibaiense)

Lucas Rangel

113 anos e 8.399 edições publicadas. Dados que fazem do jornal O Atibaiense um dos mais antigos e tradicionais do Estado de São Paulo. Fundado pelo jornalista Antônio Silveira Maia, em 17 de Janeiro de 1901,  o veículo é um dos maiores exemplos da força que a mídia impressa ainda possui, principalmente no interior. Com o avanço constante da tecnologia não se pode parar no tempo. O Atibaiense não o fez e segue no trabalho para manter bem informada a população de Atibaia. Entre as principais coberturas estão a inauguração da rede telefônica, em novembro de 1901, a abertura do então chamado Grupo Escolar, em 1905, a instalação da rede elétrica em Atibaia, em 1907, a construção da Santa Casa de Misericórdia, em 1914, e o retorno dos atibaienses que participaram das batalhas da Revolução Constitucionalista, em 1932.

Edição colorida do jornal. (Foto: Reprodução O Atibaiense)

Edição colorida do jornal. (Foto: Reprodução O Atibaiense)

Durante os primeiros 73 anos a produção era feita em tipografia, ou seja, o alfabeto era gravado em peças de chumbo. Frases, palavras e parágrafos eram montadas em uma caixa especial onde o tipógrafo formava os textos. Em 1974 a elaboração passou a ser feita em linotipos. Fotos, desenhos, logotipos de anunciantes e imagens diversas eram estampadas por meio de um clichê fabricado em São Paulo. As matrizes, datilografadas, eram colocadas em um equipamento chamado “caixa de typo” para formarem a matéria desejada. Acompanhando o crescimento tecnológico O Atibaiense, em 1996, substituiu os linotipos por impressoras off-set. Em 2001, saiu a primeira edição colorida.

De acordo com Luis Wágner Bassetto, proprietário ao lado do irmão Carlos Alberto Bassetto, o jornal teve raros momentos de dificuldades e, consequentemente, nunca deixou de chegar às bancas. “O jornal sempre foi líder de mercado. Desde 1901 nunca deixou de circular, nem durante as guerras mundiais, crises financeiras ou mudanças de governo”, afirma. Segundo o diretor o fato de a empresa sempre ter se mantido estável, facilitou que o jornal ganhasse credibilidade. ” Contribuímos com informações por mais de um século, auxiliando a formação de opinião dos atibaienses de forma digna e cumprindo seu papel de despertar a reflexão dos incontáveis leitores”, conclui.

Localizada no bairro Nova Aclimação, em Atibaia, a sede do jornal – onde ficam todos os departamentos (redação, administrativo, comercial, diretoria, impressão e distribuição) – conta com sete funcionários fixos e três jornalistas que atuam como freelancers. “Hoje, por conta das dificuldades financeiras, trabalhamos com equipe reduzida. Porém já tivemos 22 funcionários quando a produção era praticamente artesanal”, salienta Bassetto.

O Atibaiense está nas bancas de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Piracaia e Nazaré Paulista duas vezes por semana, às quartas-feira e aos sábados. Em Atibaia concorre com os jornais Atibaia Hoje e Jornal da Cidade e leva certa vantagem nas vendas segundo a direção. Além do impresso os atibaienses podem acompanhar as notícias de Atibaia no site, que é abastecido com os textos publicados no impresso. “Sempre buscamos novidades e, por isso, investimos em nosso site e nas redes sociais. Hoje em dia não podemos ficar parados. Ainda mais porque somos um jornal tradicional e centenário. Como hoje a tendência é virtual, estamos nos adaptando para no futuro continuarmos liderando o mercado”, afirma Luis Wágner Bassetto.

Irmãos Basseto recebem homenagem pelos serviços prestados

Irmãos Basseto receberam homenagem pelos serviços prestados. (Foto: O Atibaiense)

 

Deficientes enfrentam dificuldades para iniciar carreira

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Mariana durante expediente de trabalho

Por Paloma Barra e Suelem Oliveira

As limitações das pessoas portadoras de deficiência não é algo apenas físico ou psicológico. Elas precisam atravessar as barreiras impostas pelo próprio corpo e ir além, conquistar seus objetivos pessoais e muitos deles inclui entrar para o mercado de trabalho. Em Atibaia o mundo corporativo não esta adaptado para receber cadeirante, é o que garante Mariana Horta, portadora de deficiência física e recém contratada do Centro de Informações Turística.

A jovem conta que ficou mais de três anos desempregada, após ser despedida do último emprego. “Mandei currículo para diversas empresas e até me ligavam para fazer entrevista, mas quando eu dizia ser cadeirante, desconversam e diziam que não contavam com essa minha limitação”, desabafa Mariana.

A vontade de trabalhar não fez à jovem desistir e há um mês foi contratada para dar assistência turística aos visitantes de Atibaia. No CIT, Mariana dá dicas aos visitantes de pontos que devem ser percorridos e informações sobre a cidade. A inclusão social é uma das características da entidade que administra o CIT: “Acreditamos no bem que a inclusão social causa nas pessoas que trabalham, pois se sentem acolhidas e sem diferenças perante aos outros” informou em nota.

O mercado continua saturado para os deficientes que somam em mais de 3.000 – de acordo com o Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência, em levantamento feito em 2008. Nas empresas faltam acessibilidade e sobram preconceitos, pois não entendem que a limitação pode estar nas pernas ou na visão, mas não compromete a inteligência nem a perspicácia dos portadores de deficiência.

Transporte precário dificulta locomoção de deficientes

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Jovem depende dos pais para ir ao trabalho.

 Por Paloma Barra e Suelem Oliveira

A locomoção do deficiente físico não se tornou mais fácil no decorrer dos anos. Os 25 artigos da lei que garante a acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência não é realidade de muitos cadeirantes, como da assistente turística Mariana Horta, 25 anos. “Atibaia esta totalmente sem acessibilidade. Os paralelepípedos do Centro limitam os deficientes a fazerem atividades do dia-a-dia como ir às lojas e passear pela cidade”, desabafa a jovem.

Sair de casa se torna um grande desafio para os cadeirantes, já que muitos moram em bairros afastados do Centro e não conseguem nem chegar nos pontos de ônibus. A crítica é que diversas ruas e calçadas não possuem estrutura de acessibilidade para comportar a cadeira de rodas.

A Mariana reside em Atibaia há 20 anos e nunca utilizou o transporte público,  as novas adaptações que a Viação Atibaia fez em seus carros não atrai a cadeirante: “Sempre quis andar de ônibus, só que não teria coragem de fazer isso sozinha e se for pra depender da minha mãe, vou de carro que é mais fácil”, explica.

Pensando na dificuldade de transportes para os deficientes, há sete meses, começou a rodar pela cidade o primeiro táxi acessível. A motorista, Celina Aparecida Ferreira teve a ideia após ver a dificuldade dos cadeirantes em embarcar em táxis comuns. Para implantar o novo tipo de transporte precisou da autorização da secretaria de trânsito e da Prefeitura de Atibaia.

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Táxi acessível em Atibaia.

Apesar do preço da corrida ser acima do valor da passagem de ônibus, a demanda por clientes esta crescendo cada vez mais. Isso porque, no táxi a comodidade é garantida ao usuário, o que o transporte público deixa a desejar: “Alguns motoristas reclamam que não sabem usar as plataformas para deficientes dos ônibus, os cadeirantes só saem de casa por necessidade e não tem como chegar no ponto e não conseguir embarcar”

A motorista do táxi acessível ainda questiona essa posição dos condutores de ônibus: “O sistema das plataformas é muito simples, não sei se eles realmente não sabem utilizar ou afirmam isso para não ter que descer do ônibus para auxiliar o passageiro cadeirante, é preciso ter força de vontade”.

Até a publicação desta matéria a Assessoria de Imprensa da Viação Atibaia não retornou sobre o assunto.

“O Drama da Maternidade Precoce” aborda tema pouco explorado na cidade de Atibaia

Por: Maria Thereza L. Basile

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Em seu livro-reportagem, Cleonice de Oliveira propõe desmistificar dois assuntos que são considerados tabus na cidade de Atibaia, a gravidez e o aborto na adolescência. Além de tentar fazer com que os âmbitos da política, mídia, educação e saúde possam estar mais atentos e debater sobre a criação de políticas públicas voltadas a saúde e os cuidados com a adolescente grávida.

Através de pesquisas em sites de artigos científicos, percebeu que todos os textos que leu tinham um teor de alerta, pois a gravidez precoce é encarada como problema de saúde pública no Brasil e no mundo. A principal dificuldade enfrentada por Cleonice foi a de encontrar números relacionados ao aborto na adolescência em Atibaia. Pois, a secretária de saúde, Rita Bergo, e a secretária adjunta da Secretaria de Desenvolvimento Social, Márcia Zigaib, não puderam disponibilizar por falta de arquivos e meios que constassem esta informação.

Cada capítulo do livro descreve de forma diferente o cenário da gravidez e aborto na adolescência. Como Cleonice já sabia, previamente, o que iria descrever em cada capítulo, montou grupos de possíveis entrevistados que iriam fazer parte de cada capítulo. Primeiramente, fez a parte de pesquisa científica sobre o que iria falar, depois as entrevistas com os profissionais de saúde e por último as entrevistas com as adolescentes que iriam fazer parte do capítulo correspondente.

“De princípio achei que muitas pessoas iriam declarar ser contra a descriminalização do aborto, porém a maioria afirmou ser totalmente ou parcialmente a favor da descriminalização do aborto. Outro ponto que me surpreendeu foi o fato de que a Administração do município trata a gravidez e o aborto na adolescência como inexistente. Não existem programas cedidos pela Secretaria da Educação ou da Saúde sobre prevenção da gravidez precoce. E muito menos de prevenção contra o aborto. E por último, também me deixou surpresa saber que o conservadorismo ainda existe em Atibaia, infelizmente, bloqueando programas que poderiam melhorar a vida das adolescentes gestantes”, relata Cleonice.

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Segundo Oliveira, o que a fez ter vontade de se aprofundar mais no assunto foi saber que, quanto mais investigava sobre a gravidez precoce e especialmente sobre o aborto em Atibaia, mais coisas descobria. Na grande maioria eram descobertas falhas e não trabalhos bem realizados. “Gosto de falar sobre assuntos que carregam bastante crítica, o aborto é um deles”, explica.

Colocar o aborto na adolescência em pauta, na cidade de Atibaia e descortinar o delicado processo das adolescentes grávidas do município, não foi uma tarefa simples. O município, de forte tradição religiosa, tem perfil considerado conservador, inclusive no que se refere a posições políticas-ideológicas. Dessa forma, é pouca a luz lançada sobre a questão. A presença de estudos científicos, de debates públicos (com atuação de agentes políticos) e mesmo da mídia é escassa quando se fala de aborto. O tema é tabu. Apenas surge como notícia nas páginas policiais, nos momentos em que a mulher que escolhe abortar é criminalizada.

Para Cleonice, além do conhecimento que adquiriu sobre o assunto, a construção deste livro-reportagem pode ser uma oportunidade para que a administração da cidade possa olhar a gravidez precoce com mais seriedade, já que é uma questão de saúde pública. “Pretendo doar um exemplar deste livro para a biblioteca da cidade, para que alunos possam fazer suas consultas, pois acredito que poucos são os livros que falam sobre gravidez na adolescência”, finaliza.

Mulheres são tema de Conferência em Atibaia

Tatiara Torres

 

Em sua segunda edição, promovido pela Prefeitura e organizado pelo Conselho Municipal da Mulher (COMMATI), a 2º Conferência Municipal de Política para as Mulheres debaterá o papel crescente deste público dentro da sociedade, assim como os desafios a serem superados.

Com alta participação dentro da sociedade, as mulheres estão cada vez mais cientes dos seus papeis e a procura por cursos de especialização, assim como a busca pelo crescimento educacional, tornam as mulheres cada vez atuantes dentro do universo masculino. Temas como estes e também relativos à violência doméstica serão amplamente discutidos, voltados para a construção de Políticas Públicas favorecendo o público em questão.

Para quem se interessar, o encontro ocorrerá dia 18, no Fórum Cidadania.

Programação:

8 horas: Credenciamento (Coffee Break)

9 horas: Abertura Oficial

9:45 horas: Leitura do regimento interno e aprovação

10:00 horas: Princípios orientados pela II PNPM

10:30 horas: Palestra com Berenice Rosa Francisco

11:30 horas: Mesa de Debate

12:00 horas: Intervalo para Almoço

13:00 horas: Início dos trabalhos em grupo

15:00 horas: Plenária Final

17:00 horas: Encerramento

Endereço: Avenida Nove de julho, 185, Centro. Telefone: 4414-2151