“Green Park – o retrato de uma ocupação” A realidade das moradias irregulares em Bragança Paulista

Por: Cléo de Oliveira

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O documentário feito pelos alunos Tamara Salazar, Maria Thereza Longobardi e Eric Brandão, retrata o cenário da vida real no Green Park – loteamento situado em Bragança Paulista, interior de São Paulo. Segundo eles, a proposta da feitura deste trabalho é apresentar a realidade vivida pelos moradores deste local, que surgiu há mais de 20 anos.

Sobre o surgimento do Green Park, Maria Thereza dá uma breve explicação: “era um terreno particular que foi transformado em loteamento, que não foi aprovado, tornando-se irregular. Com toda a burocracia e o passar dos anos, a regularização do local tornou-se cada vez mais complicada e distante, tornando o local passível de invasões, dado o descaso e abandono, caracterizando assim, uma ocupação”.

A partir disto, o principal foco do documentário, segundo Longobardi, é o cotidiano dos moradores e qual o posicionamento deles com relação ao bairro em que vivem. Além da visão dos moradores externos – de outros bairros – com relação a eles. Especialistas em habitação e moradia irregulares, especialistas em outras áreas diversas (arquitetos, urbanistas, filósofos, sociólogos e jornalistas) artigos científicos e documentos cedidos pela prefeitura deram embasamento a este documentário. “Conseguimos um considerável número de informações que nos ajudaram muito no decorrer da realização do trabalho”, diz Longobardi.

Dentre as dificuldades encontradas para a execução deste trabalho, a principal delas foi conseguir entrevistas com representantes de órgãos oficiais, como a prefeitura. “Procuramos diversas vezes – desde o começo até o final do trabalho – os responsáveis pelas áreas de habitação da prefeitura, apesar de nos cederem algumas informações, todos se negaram a dar entrevistas, lamenta Maria Thereza. Outro apontamento feito por Longobardi foi na parte de edição do material, pois segundo ela os computadores da faculdade não suportam grande quantidade de material. ” Chegamos a perder boa parte de material já decupado e cortado, tendo que recomeçar do zero e quando recomeçamos o programa só travava, fazendo com que fosse impossível editarmos na faculdade “, frisa.

Sobre as estratégias, o trabalho foi desenvolvido a partir do pré – roteiro idealizado pelo grupo e pelo orientador. Nisto, este roteiro serviu como “bússola” para que o documentário fosse construído. Financeiramente, o documentário teve o custeio de R$ 2.000, entre transporte, alimentação e materiais para o feitio do trabalho.

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Para que seja feito um Trabalho de Conclusão de Concurso é importantíssimo o aluno se interessar pelo assunto, pois o mesmo terá que conviver com o tema durante, aproximadamente, um ano. Apaixonar-se pelo tema é algo natural.  “Apaixonei-me pelo objeto de estudo, pelo fato de gostar de me relacionar com as pessoas e retratar isso, principalmente os que estão à margem da sociedade, sofrem algum tipo de preconceito e etc. Foi justamente isso que me fez optar pelo jornalismo e agora, por esse tema. Poder vivenciar essas realidades”, conta Longobardi.

Depois de, aproximadamente um ano, o grupo obteve alguns resultados: a situação do bairro é totalmente desconhecida pelos órgãos públicos e nada é feito pelos mesmos para que os moradores tenham uma vida digna. “A atitude e o modo com que a Prefeitura nos tratou só confirmou a tese de que realmente, para eles, o Green Park é um assunto que preferem deixar ‘debaixo do tapete’. Tal comportamento não deveria acontecer, pois o próprio Poder Público deveria providenciar moradias dignas a esses cidadãos, com escolas, postos de saúde, segurança e oportunidades de emprego próximo, a fim de estabiliza-los socialmente. O que está longe de ser realizado”, afirma Maria Thereza.

O grupo que produziu o documentário não pretende deixá-lo somente como produto acadêmico, e sim trazer conhecimento para aquelas pessoas que desconhecem a situação dos moradores do Green Park. Além, de entrar em contato com o representante do lugar para que possam organizar um local (igreja, salão) para que seja feita a reprodução do documentário para os moradores. “Esperamos também que o Poder Público tome conhecimento do trabalho e se sensibilize”.

Segundo Maria Thereza, um dos seus desejos é efetuar um trabalho sobre conscientização da população que mora no Green Park. E que seja levada informações imprescindíveis sobre direitos de moradia e direitos de cidadãos. Independentemente do lugar onde estas pessoas moram estes direitos têm que ser igualitários.

Bragantino está preparado para o jogo desta terça feira

Lais Oliveira

 

Embalado após duas vitórias seguidas, o Bragantino entra em campo na noite de hoje para enfrentar o Goiás, que pretende manter o bom momento e subir na tabela.

Em sua última partida, o Massa Bruta conseguiu uma ótima vitória ao derrotar o Salgueiro por 5 a 3. Essa foi a segunda vitória consecutiva do time.

O técnico do time, Marcelo Veiga não divulgou a equipe que enfrentará o Goiás, mas já estão certos que os desfalques serão o zagueiro Junior Lopes e o atacante Octacilio Neto que receberam o terceiro cartão amarelo.

Na vaga de Júnior Lopes, o técnico tem duas opções sendo os zagueiros Murilo Henrique e o recém chegado Guilherme. No ataque, Leo Jaime substituto imediato ou mesmo o atacante Romarinho que estreou muito bem diante do Salgueiros, são os nomes mais certos para ocuparem a vaga de Octacilio Neto.

Outro fator importante é o incentivo anunciado pelo presidente Marco Chedid, que ofereceu três milhões de reais ao grupo caso consiga alcançar a Série A do Brasileiro.

Com todos estes incentivos e reforços, o técnico Veiga poderá montar uma equipe competitiva para conquistar mais um bom resultado jogando fora de casa.

O jogo será no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, a partir das 19h30, em partida válida pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

O Bragantino está na 12ª posição, com 21 pontos.