Sintonizando junto com “Piracaia Hoje”

ADEMIR MUNHOZ:Jornalista responsável pelo jornal Piracaia Hoje. (Foto: Rogério Vincenzi)

ADEMIR MUNHOZ:Jornalista responsável pelo jornal Piracaia Hoje. (Foto: Rogério Vincenzi)

 

Rogério Vincenzi

 

A família dos proprietários do jornal Piracaia Hoje são de São Paulo e costumava vir a passeio para Piracaia. Ademir Munhoz que já não aguentava mais a vida corrida de São Paulo, já tinha trabalhado em um jornal de bairro e um grande sonho de ser proprietário de um jornal, viu Piracaia como uma grande oportunidade, foi então que nasceu o boneco do Jornal Piracaia Hoje.

A ideia era montar um jornal com editorial independente, aí então começaram as pesquisas, qual o melhor tamanho, standart ou tablóide, qual a tiragem mínima para atingir o público esperado, seria mensal ou quinzenal, havia sim a necessidade de ter periodicidade, mesmo porque Piracaia já tinha histórico de outros jornais e os mesmos não respeitavam essa periodicidade. 

Depois de muitas pesquisas e força de vontade, Ademir Munhoz propôs uma sociedade com o irmão Almir Munhoz, diretor proprietário do jornal, foi então que procuraram um local para formar a sede do jornal, alugaram uma sala e começaram então os trabalhos para a primeira edição do jornal que aconteceu em junho de 2005 e foi um sucesso, no mês seguinte o jornal passou a ser quinzenal e de lá para cá a expectativa para a chegada do jornal por parte dos leitores é muito grande.

ADEMIR MUNHOZ: Na redação do Jornal.  (Foto: Rogério Vincenzi)

ADEMIR MUNHOZ: Na redação do Jornal.
(Foto: Rogério Vincenzi)

O jornal possui um funcionário, sendo ele mesmo Editor Chefe e Jornalista responsável pelo periódico. A distribuição gratuita é realizada pelo jornalista, circulando nos município de Piracaia, Bom Jesus dos Perdões e Joanópolis. Além do jornal impresso foi desenvolvido um site com o mesmo nome do jornal, onde o mesmo é alimentado diariamente com notícias e quinzenalmente o jornal é postado em PDF na íntegra para que os leitores possam acompanhar mesmo distante o que acontece em Piracaia e região.

Quando o jornalista chegou na cidade circulavam dois jornais locais o Piracaia Jornal e o Portal News, assim como jornal. O Pioneiro de Bragança Paulista. Aos poucos esses jornais foram perdendo espaço deixando o campo livre para o Piracaia Hoje. O Jornal Piracaia Hoje através de seu jornalista realiza as matérias além de receber releases das prefeituras dos municípios onde o jornal abrange.

Ademir tem grandes projetos para o ano de 2014, pretende lançar um encarte de adestramento de cães com distribuição gratuita que tem como colaborador Luciano Chagas Oliveira, além do lançamento em parceria com o Sindicato Rural de um caderno rural. A distribuição é realizada gratuitamente em comércio, lojas, indústrias, prédios públicos e escolas. Após oito anos de credibilidade e fidelidade dos leitores, o Jornal Piracaia Hoje conseguiu alcançar o seu espaço, circulando com 16 mil exemplares em Piracaia e região, sendo oito mil por quinzena.

 

ADEMIR MUNHOZ: Na entrada da sede do Jornal. (Foto: Rogério Vincenzi)

ADEMIR MUNHOZ: Na entrada da sede do Jornal. (Foto: Rogério Vincenzi)

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Atibaia News existe desde 2008 no município

Há seis anos falando sobre política para os moradores de Atibaia (Print SC website)

Há seis anos falando sobre política para os moradores de Atibaia (Print SC website)

 

Katarina Brandi

O portal Atibaia News surgiu em 2008 falando principalmente sobre política, e procura até hoje passar informações sobre o poder público da região. Esse é um dos assuntos abordados no jornal, porém pode-se conferir outras editorias dentro do mesmo. Adriana Carvalho é a atual responsável pelas notícias do portal.

A ideia do site foi de Jair Gonsalves, jornalista que viajava muito a trabalho e sempre observava algumas ocorrências nas estradas durante o trajeto. Foi a partir desse momento que teve a vontade de fazer um portal de notícias sobre os acontecimentos nas rodovias.

Proprietária do portal Atibaia News (Arquivo pessoal da jornalista)

Proprietária do portal Atibaia News (Arquivo pessoal da jornalista)

Jair trabalhava para a rede Cidade News e por esse motivo o portal recebeu o nome de Atibaia News. Adriana Carvalho se interessou pelo site e começou a entrar em contato com o proprietário e iniciou um trabalho jornalístico enviando matérias para ele.

De acordo com a jornalista foi no final de 2009 que o jornal passou a ser dela própria. Jair Gonsalves continuou participando do portal, mas não na área administrativa e sim ajudando nas postagens do Facebook. O jornal hoje possui mais matérias direcionadas para assuntos policias e relacionados a política. Segundo a jornalista os conteúdos que são mais específicos faz com que às matérias tenham um critério maior de apuração.

Uma história de sucesso

FAMÍLIA: Jornal está nas mãos dos Oliveiras Fagundes até hoje. (ft. Divulgação)

Carla Fagundes

O Bragança Jornal Diário, veículo impresso com mais tempo de vida no município foi fundado em 18 de junho de 1927 por José de Oliveira, José Thomazini e Oswaldo Russomano. O seu surgimento só foi possível graças à paixão jornalística de José de Oliveira, quando ainda era funcionário na tecelagem Santa Basílissa. Na ocasião, 1917, José fazia um jornal GECA e o distribuía para os 500 funcionários da empresa, que se entretinham com as fofocas, a literatura, e as poesia do panfleto. Com a experiência adquirida, ele decide fundar um jornal que circulasse em toda a cidade. Surge o Lyrio, que depois de alguns anos virou “O Lyrio Bragança”. Em 1927 José de Oliveira funda o Bragança Jornal Diário, em uma época favorável economicamente: Bragança começava a prosperar com a exportação de café e a elite cafeira.

IMPRESSÃO: Parque gráfico renovado em 1996. (ft. Paulo E. Oliveira)

Em 1933, José compra o jornal “O Guaripocaba” que havia sido fechado e dá o  nome a publicação de Cidade de Bragança. O jornal passa então a ser veiculado  com esse nome e ao lado a descrição ‘Grupo Bragança Jornal Diário’ até o ano de  1945. Ao ser questionado sobre a fase mais crítica do jornal, Paulo Eduardo de  Oliveira, um dos diretores e jornalista responsável do impresso é enfático. “A  repressão do governo Getúlio Vargas foi implacável. Tivemos que ter muito  jogo de cintura para não baixar as portas”. Paulo também se recorda da única  crise econômica que o jornal passou, na década de 30 quando o José Oliveira  ainda era vivo. ‘Meu avô teve que arrendar o jornal por alguns anos, mas  trabalhou muito e comprou-o de volta”, ressalta.

O jornal conta hoje com 15 funcionários na redação, três jornalistas e cinco funcionários na parte gráfica. O prédio onde funciona o veículo possui dois andares, sendo a parte inferior composta pela redação e recepção. No andar superior trabalha a equipe responsável pelo site, que hoje tem uma média de 250 mil visualizações por mês. Nos fundos do jornal existe o parque gráfico. O impresso circula de terça à sábado, com tiragem de 4.300 exemplares nos dias da semana e 7.500 no sábado.

Os investimentos realizados começam em 1996 com a criação da primeira versão online, o Bragança Jornal Eletrônico, dentro da UOL, em São Paulo. Em 2000 o BJD lança sua primeira edição digital graças a modernização das máquinas. Para o futuro, Paulo não tem certeza se alguém da família seguirá o caminho jornalístico ou ao menos manterá o jornal, mas tem esperanças que a história permaneça nos laços familiares. O jornal continua sendo uma empresa familiar com a participação de cinco diretores: José Omair de Oliveira, Luis Antônio de Oliveira, Luis Ricardo de Oliveira, Carlos Picarelli e Paulo Eduardo Oliveira, que é o jornalista responsável e o único graduado em Jornalismo em função do negócio da família.

 

 

 

TV Web é novidade no consumo de notícia

ATIBAIATV:  Estúdio compacto e tecnologia a serviço do município (Foto: Arquivo Atibaia TV)

ATIBAIATV: Estúdio compacto e tecnologia a serviço do município (Foto: Arquivo Atibaia TV)

Dárcie Visan

A Atiweb TV é uma empresa de comunicação virtual focada na informação local. Com apenas um ano de existência conta com infraestrutura e tecnologia a serviço da produção de matérias da cidade de Atibaia, com pretensão de estar presente em mais cidades do interior paulista e minero. Para a geração de conteúdo, a empresa procura envolver lideranças profissionais e comunitárias da cidade.

O avanço da internet e o surgimento das redes sociais possibilitaram a produção e a difusão da informação de maneira instantânea a milhares de pessoas; em consequência tradicionais veículos, entre eles TVs com sinal aberto, revistas e jornais, perderam espaço para a dinâmica e o menor custo que a web proporciona.

A internet possibilita trazer a realidade das pequenas cidades, que normalmente não possuem uma mídia rápida, barata e eficaz e faz do projeto uma grande tendência de comunicação. Para Carlos Henrique Pompeu, diretor da Atiweb, a ideia principal é ser efetivamente o mais moderno veículo dos próximos anos.

Como funciona

O primeiro canal do grupo foi a ATIBAIA TV, que tem sido o grande laboratório na formatação técnica e comercial do negócio. O modelo adotado está sendo desenvolvido exclusivamente para cidades de até 150 mil habitantes, sendo cada canal exclusivo daquela cidade, com referência explícita no próprio nome, por exemplo: Atibaia TV, Extrema TV, entre outros.

O grupo se utiliza de três grandes pilares tecnológicos: Facebook, Youtube e o Site, Para o diretor da Atiweb, esses canais fazem com que a programação atinja rapidamente grande parcela do público alvo, que “hoje, com certeza, se encontra muito mais na frente de um computador, tablet ou celular do que de um aparelho de televisão”, afirma.

COBERTURA: Atibaia TV presente nos principais eventos (Foto: Arquivo Atibaia TV)

COBERTURA: Atibaia TV presente nos principais eventos (Foto: Arquivo Atibaia TV)

 Futuro

Com relação ao futuro da empresa, a análise é feita sob dois pontos de vista: o primeiro é em relação à evolução na maneira das pessoas consumirem a informação que explicita a forte tendência ao recurso online. Já o segundo diz respeito ao planejamento estratégico da empresa que tem por objetivo a formação de uma rede de webtv´s com foco em características locais. “A identidade com o local deve ser primordial em nosso negócio” finaliza Carlos Henrique.

Gazeta Bragantina na busca da verdade

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SUPERAÇÃO: sede de 3m² à 800m² e a liberdade para escrever (ft:TD)

Thyago Domingues(TD)

As lembranças logo remetem ao ano de 1986, no dia 17 do mês de abril. No fundo de uma garagem de trinta metros quadrados, escrevendo em uma máquina de escrever, Paulo Alberti Filho publica a primeira edição da Gazeta Regional. Um jornal que buscava combater a corrupção e defender o meio ambiente. Entretanto, devido a poucos recursos financeiros passou a ser Gazeta Bragantina.

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LIVRE: sede com produção própria (ft.TD)

 Com publicações semanais de notícias somente de Bragança, em 1988, a linha do jornal  intensificou sua luta em relação à proteção do patrimônio público e financeiro e o direito do  cidadão. Maior  surpresa de Paulo, foi quando ao ser  contratado pela família Chedid, conseguiu  eleger o grupo nas  eleições. As intenções de votos eram de 2%, quando o jornal começou a  contar os fatos e  histórias da família, as intenções foram  para 21% “Foi ai que percebi a grande  influência das nossas publicações”, afirmou.

 A maior dificuldade para o jornal foi quando recebeu denúncias e documentos incriminando  Nicola  Cortez, ex- prefeito e membro do ciclo familiar. Ele tinha anexado ao seu patrimônio uma  praça.  Paulo teve que escolher a opção que sempre manteve a linha do jornal: combater a corrupção.  ”Até hoje  a família Cortez não conversa comigo.” desabafou Alberti. O primeiro processo  judicial veio  em 1988 com a manchete: “Até que enfim, José de Lima processado por corrupção“,  hoje o jornal  tem 50 processos. Não há problema, pois não se muda uma vírgula  dos textos que  os repórteres ou colunistas escrevem. Linha editorial que permite até publicações  de critica ao  próprio dono do jornal.

 Totalmente independente financeiramente e politicamente, a estrutura da Gazeta Bragantina tem 800 m2, 19 funcionários, 7 salas, publicação de 10 a 15 mil exemplares e produção própria. Alias é a gráfica do jornal que imprimir outros jornais como O Atibaiense, Atibaia Hoje, Sindicato de Guarulhos, entre outros jornais ou folhetins culturais e religiosos. Para o futuro próximo não há planos para investir em crescimento, entretanto

O Atibaiense quer manter credibilidade de 113 anos

Imagem da primeira edição de O Atibaiense

Primeira edição do jornal publicada em 1901. (Foto: Reprodução acervo O Atibaiense)

Lucas Rangel

113 anos e 8.399 edições publicadas. Dados que fazem do jornal O Atibaiense um dos mais antigos e tradicionais do Estado de São Paulo. Fundado pelo jornalista Antônio Silveira Maia, em 17 de Janeiro de 1901,  o veículo é um dos maiores exemplos da força que a mídia impressa ainda possui, principalmente no interior. Com o avanço constante da tecnologia não se pode parar no tempo. O Atibaiense não o fez e segue no trabalho para manter bem informada a população de Atibaia. Entre as principais coberturas estão a inauguração da rede telefônica, em novembro de 1901, a abertura do então chamado Grupo Escolar, em 1905, a instalação da rede elétrica em Atibaia, em 1907, a construção da Santa Casa de Misericórdia, em 1914, e o retorno dos atibaienses que participaram das batalhas da Revolução Constitucionalista, em 1932.

Edição colorida do jornal. (Foto: Reprodução O Atibaiense)

Edição colorida do jornal. (Foto: Reprodução O Atibaiense)

Durante os primeiros 73 anos a produção era feita em tipografia, ou seja, o alfabeto era gravado em peças de chumbo. Frases, palavras e parágrafos eram montadas em uma caixa especial onde o tipógrafo formava os textos. Em 1974 a elaboração passou a ser feita em linotipos. Fotos, desenhos, logotipos de anunciantes e imagens diversas eram estampadas por meio de um clichê fabricado em São Paulo. As matrizes, datilografadas, eram colocadas em um equipamento chamado “caixa de typo” para formarem a matéria desejada. Acompanhando o crescimento tecnológico O Atibaiense, em 1996, substituiu os linotipos por impressoras off-set. Em 2001, saiu a primeira edição colorida.

De acordo com Luis Wágner Bassetto, proprietário ao lado do irmão Carlos Alberto Bassetto, o jornal teve raros momentos de dificuldades e, consequentemente, nunca deixou de chegar às bancas. “O jornal sempre foi líder de mercado. Desde 1901 nunca deixou de circular, nem durante as guerras mundiais, crises financeiras ou mudanças de governo”, afirma. Segundo o diretor o fato de a empresa sempre ter se mantido estável, facilitou que o jornal ganhasse credibilidade. ” Contribuímos com informações por mais de um século, auxiliando a formação de opinião dos atibaienses de forma digna e cumprindo seu papel de despertar a reflexão dos incontáveis leitores”, conclui.

Localizada no bairro Nova Aclimação, em Atibaia, a sede do jornal – onde ficam todos os departamentos (redação, administrativo, comercial, diretoria, impressão e distribuição) – conta com sete funcionários fixos e três jornalistas que atuam como freelancers. “Hoje, por conta das dificuldades financeiras, trabalhamos com equipe reduzida. Porém já tivemos 22 funcionários quando a produção era praticamente artesanal”, salienta Bassetto.

O Atibaiense está nas bancas de Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Piracaia e Nazaré Paulista duas vezes por semana, às quartas-feira e aos sábados. Em Atibaia concorre com os jornais Atibaia Hoje e Jornal da Cidade e leva certa vantagem nas vendas segundo a direção. Além do impresso os atibaienses podem acompanhar as notícias de Atibaia no site, que é abastecido com os textos publicados no impresso. “Sempre buscamos novidades e, por isso, investimos em nosso site e nas redes sociais. Hoje em dia não podemos ficar parados. Ainda mais porque somos um jornal tradicional e centenário. Como hoje a tendência é virtual, estamos nos adaptando para no futuro continuarmos liderando o mercado”, afirma Luis Wágner Bassetto.

Irmãos Basseto recebem homenagem pelos serviços prestados

Irmãos Basseto receberam homenagem pelos serviços prestados. (Foto: O Atibaiense)