E-Sport: o esporte do futuro

A tecnologia transformando o esporte em digital

A primeira menção ao que se assemelha a um vídeo-game foi em 1947. Mas em 1972 foi lançado o primeiro vídeo-game doméstico da história, o Odyssey. Mas no fim da década de 70 houve o domínio da Atari e seus jogos revolucionários, o jogo Pong e o Space Invaders. Foi nesse período que os video-games começaram a conquistar muitos adeptos e fãs.

A modalidade ”E-Sport” está a cada dia mais profissional, muito profissionais brasileiros nessa modalidade já ganham salários iguais ou até mais que muitos jogadores de futebol. O dispositivo preferido de muitos é o smartphone, seguido dos consoles como Playstation 4 e Xbox One e os computadores.

Essa febre do ”E-Sport'” já atingiu as grandes emissoras esportivas da TV por assinatura, entre elas ESPN, Esporte Interativo, Sportv e Band Sport, que atualmente passam ao vivo competições em sua grade de programação, trazendo um ótimo índice de audiência, composta majoritariamente de jovens de 16 a 24 anos de idade.

Um exemplo da grande de audiência na televisão foi em julho do ano passado, quando a Sportv transmitiu a final de CounterStriker (CS) que ultrapassou a audiência da final de Wimbledon, o principal circuito mundial do  GrandSlam de tênis.

Outra comparação foi a final da NBA, famosa por seu potencial comercial, perdeu em audiência para o mundial de LeagueofLegends.

O Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) que foi realizado na cidade de São Paulo no Ginásio do Ibirapuera em julho, reuniu mais de 10 mil pessoas. No ano anterior, a final tinha sido realizada no Allianz Parque, com o público de 12 mil pessoas e com ingressos também esgotados. E em 2014, 7 mil pessoas acompanharam no ginásio do Maracãnazinho,na cidade do Rio de Janeiro.

Henrique dono das lojas Winningames (Foto: Mario C. Gonçalves)

Henrique é dono da loja Winningames em Atibaia, que é conhecida por organizar campeonatos de vídeo games. Ele nos contou um pouco sobre esse grande sucesso do novo gênero esportivo.

Como você analisa esse novo crescimento do esporte eletrônico?

“Hoje em dia não só os jovens dessa geração estão jogando. Os jogos atuais estão com uma dinâmica muito melhor na questão da jogabilidade, os gráficos estão cada vez mais realistas. Os jogos tem uma visão cada vez mais real e o mercado de vídeo-games, cresceu demais, não só aqui na América do Sul mas em todo o Mundo.’’

Todo ano as suas lojas organizam competições, quais jogos são mais freqüentes nos torneios que a Winningames organiza?

“Agente tem as lojas vai fazer 7 anos, todos os anos nós organizamos campeonatos, inclusive já teve de Guitar Hero que é do gênero musical, Call of Duty, mas o que mais faz sucesso e o que tem mais inscrições é no caso do FIFA e do Pro Evolution  Soccer que são os de futebol virtual. Como o Brasil é o país do futebol , o que mais vende são os jogos de futebol. Nos últimos 5 anos nós organizamos campeonatos de FIFA e Pro Evolution Soccer, são os jogos que agente faz enquete e ganha disparado de todos os outros gêneros. No último campeonato de FIFA teve mais de 500 inscritos e  vários patrocinadores da cidade.”

Você acredita que o E-sport será o esporte do futuro?

“Com certeza, hoje em dia muitas pessoas de diversos lugares do mundo jogam seus vídeo games online, assim podem também disputar um campeonato mundial sem precisar sair de sua casa, isso é muito interessante. Antigamente se uma pessoa queria competir em nível internacional, ela precisaria ir pra fora do país.’’

Com isso a modalidade E-Sport tem tudo para ser um dos esportes mais populares no futuro e atrair cada vez mais adeptos e adoradores desse novo gênero esportivo que já é uma febre na atualidade.

Mario Casimiro Gonçalves

 

Modelo político clama por reformulação

Tempos de crise: falhas de uma democracia ainda jovem são acentuadas

”Para ser aprovada a reforma política, precisaremos de uma mobilização semelhante às Diretas Já’’, cutuca OAB. Vício pelo modelo político vigente e suas mazelas é tão grande que a própria população abdica seu poder de escolha. Fonte: Cut Brasília.

Recém-assediada, a política nacional e seus desdobramentos foram o grande foco das grandes mídias, não por necessidade – porque, se fosse, tal assunto estaria em pauta há tempos -, mas por um sensacionalismo fundamentado em valores invertidos.

Há, então, nesse cenário incerto: uma emissora ofendida – cujo atual objetivo parece ser derrubar o governo a qualquer custo – , oposições indefinidas – esquerda e direita bastante confusas e mal formuladas – , a falência da maior estatal brasileira, uma enorme crise econômica, altos níves de desemprego e, por fim, um problema enorme que foi trazido às luzes do conhecimento da sociedade com o causador maior de todas as outras consequências: a elevada corrupção na cúpula nacional.

Resultado: uma possível injustiça democrática contra um presidente democraticamente eleito, a reivindicação popular acalorada pelo impeachment – por ora, infundado -, manifestações pró e contra governo equivalentemente acaloradas, divisão bem demarcada entre opiniões públicas de deputados e figuras políticas e o interesse sujo sobre a possibilidade de uma vazia cadeira presidencial. Esse caos político-social denota somente a instável juventude da democracia brasileira.

Enquanto outros países se aproximam de novos modelos políticos, o Brasil ainda passa por um período de adaptação, considerando que abandonou a ditadura militar a pouco tempo, similar aos vizinhos sul-americanos Chile e Argentina, também de democracias confusas.

Resquícios e inseguranças ainda rodeam a temática militar. O medo de a reivindicação popular inflamar uma resposta do poder militar brasileiro ainda é muito grande. Está na consciência política compartilhada do brasileiro, isso quando o próprio cidadão não convoca os militares para ‘’arrumar a bagunça’’ deixada pelos democratas. Absurdo. Ainda não se sabe o que quer. Como um adolescente, quer, mas não sabe o que quer ao certo.

Com isso, os representantes políticos eleitos por voto popular, atendendo os requisitos para instalação e exercício da democracia, muitas vezes não representam o povo, mas sim seus próprios interesses. Portanto, uma democracia de interesses particulares.

Aqui, uma pergunta crucial toma forma: a democracia representativa brasileira entrou em crise? Se entrou, a quem cabe saná-la, ou então, quais são as opções para escapar dessa crise iminente? Tomando como correta a definição de representatividade e democracia para Rousseau, por exemplo, o cenário brasileiro configura uma crise, bem como o cenário político de outros muitos países considerados politicamente estáveis. Para ele, na prática, a democracia representativa demanda do bom senso para a concretização de quaisquer propostas democraticas diretas, de modo que os problemas comuns do povo devem ser resolvidos por um parlamento ou por uma Casa de Leis, cujos integrantes tenham recebido uma delegação específica e temporalmente limitada para tanto.

Portanto, do ponto de vista político, a democracia direta é a questão chave de um governo popular. Isto é, ao atender as demandas da população, a democracia representativa cumpre seu papel, mas esbarra no bonapartismo, quando politicos hábeis e com poder de manipulação tomam frente nas democracias, principalmente latino-americanas, como explica Alves.

Em contrapartida, a democracia ainda é considerada o melhor modelo no que tange ao combate à corrupção ativa, em razão de possibilitar a reivindicação popular, mesmo que errônea em alguns casos, do processo de afastamento do representante político comprometido com ações corruptivas, o famoso e tão recentemente promulgado impeachment. Infelizmente, não seria essa a solução para todos os problemas das administrações atuais, passadas e futuras. Eleger alguém democraticamente significa empoderar, sem opção de devolução, aquela pessoa. Assim como é errada a prática corrupta é igualmente errada a escolha para representação política.

Soluções viáves, por hora, devem ser relacionadas à superpoliticação da sociedade brasileira, ainda que estruturada em comentários nas redes sociais. Apostando nesse interesse crítico pela política, existe uma solução a longo, médio e a curto prazo.

Começando por essa última, considera-se o impeachment como correção da curva descendente político-econômica brasileira como primeira opção no sentido de solução. Contudo, essa “solução” abre brechas para novos casos de corrupção, empecílios e travamentos jurídicos, legislativos. A mesma ladaínha que já vem acontecendo: é trocar seis por meia dúzia.

A médio prazo, as eleiçoes de 2018 parecem ser uma boa oportunidade para alterar o curso da história nacional pelos próximos anos. A remodelação política parte sempre do povo governado, que dita quais serão suas expectativas quanto ao governante, impondo seus interesses público já no momento da escolha de candidato. Aqui, a extinção do financiamento com capital privado das campanhas garantirá a equitilidade entre os pretendentes políticos, dando mais importância às suas propostas do que a suas campanhas. Escolhedo um bom candidato, de precedentes limpos, sem dinheiro privado na sua campanha, talvez possa haver uma micro reforma nos próximos anos.

A longo prazo, educação política deve ser o foco das escolas e das grandes mídias. Se, no cenário atual, mesmo que por meio de redes sociais, o brasileiro denota um comportamento teoricamente politizado, imagine só se o cidadão for educado de maneira a se interessar por política desde jovem. Esse seria uma possível solução para o impasse no modelo político atual. A democracia ainda é a melhor maneira de governar um país, nela as vozes polissonas podem ser ouvidas, mas somente, se elas souberem se expressar. Por ora, essa reforma política consiste na mudança do eleitor e não do eleito.