Democracia da Consciência

Parte da culpa é da população, que não pensa na hora do voto

Do barulho ao silêncio; a população não é representada. Fonte: De-tanto-pensar-escrevi

 

Laila Faria

Atualmente, o Brasil vêm passando por turbulências políticas, que são alvo até dos noticiários internacionais. Passou dos limites e a paciência do povo esgotou. Mas, o que realmente acontece na política? De fato, tudo mesmo parece estar fora do lugar.

O gigante das Américas foi colonizado, mas não para ser uma terra habitável por estrangeiros. Tiraram dos índios todos os seus direitos, suas riquezas naturais e fizeram do Brasil, uma colônia de exploração. Desde que descoberto, as pessoas tiram o que podem desta terra, não diferente do que ocorre hoje no cenário político.

Para começar a falar sobre o tema Política e Cultura é necessário saber que as duas, de fato interferem e não pode julgar uma sem a outra, pois elas se complementam e definem um indivíduo, uma comunidade e assim, uma sociedade.

Por meio da cultura e até  dos costumes, os governantes, que são representados pelos eleitos, em especial na democracia, com a participação de todos os cidadãos com direito ao voto, estavam passivamente aceitando as mazelas com que são subordinados, como a corrupção, a falta de transparência política e recentemente, fato que desenrolou todo esse alvoroço geral, o escândalo da Petrobrás. Parece difícil acreditar que isso esteja ocorrendo em uma democracia.

Democracia representativa, é o modelo de governo em que é necessária a eleição para a escolha de representantes, onde esses são responsáveis para determinar o que é melhor para o povo, sem considerar interesses particulares, a priori, é o real dever que todo político, líder comunitário, qualquer pessoa que seja responsável por decisões públicas, deve fazer.

Novas realidades

Pouco discutida e também um modelo de governo, a meritocracia pode ser a solução para o gargalo da política. Se a democracia existe no País, pós Ditadura Militar, não é preciso mudar novamente? —muitos questionam. A nação poderia estudar mais esse modelo de governo. Também há outro problema, que têm se disseminado com o advento da Internet, na  velocidade 24/7, as redes sociais que compartilham o ódio político de maneira tão veloz; um problema da cultura do brasileiro, o senso comum está aí pronto para criar cidadãos sem fundamentos para discutir política e demais assuntos.

O analfabetismo político, é outro ponto que precisa ser debatido. A edução política/cívica deveria ser matéria de ensino fundamental/médio, para ensinar aos futuros eleitores a necessidade de saber sobre gestão pública, a filtrar as informações e ter um voto consciente. Espalhar o ódio e ações mal pensadas, fazem do cenário político mais decadente ainda, pois cabeças incitadas ao ódio não poderão agir com tranquilidade e tomar decisões conscientes.

Apesar do que já fizeram ao Brasil e ao brasileiro, desde o descobrimento, as gerações futuras não estão obrigadas a sofrer desse mal eternamente. Os jovens e adultos de hoje, estão mudando o rumo da história por meio de manifestações, costume esse que vem desde o movimento MMDC (1932), Diretas Já (1983/1984), o impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello (1992) e, agora, a tentativa de tirar o poder da presidente Dilma e do partido PT.

Este cenário parece ser uma conjunção da cultura do brasileiro, de ir as ruas para mudar aquilo que já não está mais sendo aceito como “é político, não presta mesmo”; “não voto mais nele”, essa realidade não se conforta com velhas frases e ditados. Não é mais propaganda eleitoral, promessas, nem político simpático e demais brechas que garantem saciar o eleitor brasileiro.

Desejo de todos?

Pelas pesquisas e leituras, a cultura tem influência na política e vice-versa. Um país como  o Brasil, com o modelo político da democracia representativa, onde os governantes são eleitos pelo voto, único mecanismo direto de participação dos governados no que tange à política.

Vale ressaltar que o momento pelo qual se passa está mudando essa condição. A população não está mais “acomodada” como permaneceu por um longo tempo; mas, a participação nas decisões ainda não chega nas mãos da sociedade civil.

O povo foi condicionado a um modelo de governo em que as vontades não são cumpridas; os impostos são desviados e o dinheiro acaba desviado ou mal empregado. Por conta deste cenário, questiona-se o valor e a credibilidade da democracia. Mesmo que representativa, ela deve ser do povo e para o povo. O descumprimento de vários aspectos tem de uma certa forma desacreditado o modelo atual, deixando transparecer um certo autoritarismo, destacando neste cenário o poder dos que governam ignorando o que pede as manifestações.

Uma monarquia, onde o “reinado” PT faz e desfaz da cara do brasileiro. Milhões nas ruas e tudo acaba de mesma forma. Eis o tempo de fazer diferente, de manifestar nossa indignação pelo voto, só assim será um protesto silencioso, mas que trará muito alvoroço, dependendo do resultado das urnas.

O intuito desse texto é debater sobre o problema da cultura dos brasileiros e o que isso reflete na política, pois se soubesse que existem filtros e que esses podem ser aplicados em todas as nossas ações, parte dessa algazarra que alguns políticos e uma parte da população fazem, não teria levado o Brasil para a imprensa estrangeira e muito menos aumentado a imagem negativa que o País já tem na mídia lá fora.

Palavras chave: Política, cultura, meritocracia.

Indicações de leitura:

Texto 1

http://edgarherzmann.jusbrasil.com.br/artigos/114777580/o-analfabetismo-politico-como-fator-elementar-para-a-construcao-de-uma-realidade-sociopolitica-desequilibrada

“O Analfabetismo político como fator elementar para a construção de uma realidade sociopolítica desequilibrada”

Texto 2

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2012/06/20/201cdesinteresse-por-politica-ameaca-a-democracia201d

Texto 3

http://politicajovem-brasil.blogspot.com.br/

URL da foto

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Resenha Cultural: “As pontes de Madison”

Por Natália Pellicciaro

Uma adaptação para o teatro do romance escrito em 1992 por Robert James Waller, o Best seller que foi levado ao cinema por Clint Eastwood, que ao lado de Meryl Streep, encantou espectadores do mundo todo em 1995.

O espetáculo “As Pontes de Madison” fez apresentações únicas em Atibaia e Bragança Paulista neste final de semana. Com direção de Regina Galdino e no elenco Flavio Galvão, Mayara Magri, Jerusa Franco e Paulo de Almeida, a montagem restitui a fé no amor verdadeiro.

O Brasil foi o primeiro país das Américas a encenar o Romance. Desde a estreia em 17 de julho de 2009, no Teatro Renaissance, com Marcos Caruso e Jussara Freire como protagonistas, a montagem já foi vista por mais de 80 mil espectadores. E agora, em sua reestreia, promete encantar ainda mais, embalados por esta emocionante história de amor.

A peça narra à história de Francesca (Mayara Magri), uma mulher casada que se envolve com Robert Kincaid (Flávio Galvão), um fotógrafo da revista “National Geographic”, que vai ao condado de Madison, em Iowa, nos Estados Unidos, fotografar as famosas pontes cobertas. Sozinha porque a família viajou, ela vive quatro dias de uma avassaladora paixão, o suficiente para modificar a vida deles para sempre.

A história é contada em flashbacks a partir da leitura do diário de Francesca, que revela essa passagem de sua vida, encontrado por seus dois filhos, Caroline (Jerusa Franco) e Michael (Paulo de Almeida), depois de sua morte. À medida que os filhos o leem o público vai descobrindo os segredos do romance.

O relacionamento, que acontece nos anos 60, traz elementos considerados raros atualmente, como a educação na convivência, o respeito e a valorização de cada gesto. Além disso, explica o comportamento do casal, que, apesar dos códigos sexuais e tabus quebrados na época ainda carregavam imposições sociais.

Por fim, a obra agrada espectadores de todas as idades, isso porque todos passam pelos questionamentos propostos. No amor verdadeiro o espetáculo garante muitas emoções.

Foto Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ficha Técnica

Autor: Robert James Waller
Tradução e Adaptação: Alexandre Tenório
Direção: Regina Galdino
Elenco: Flávio Galvão, Mayara Magri, Jerusa Franco e Paulo de Almeida
Cenário: Marco Lima
Figurinos e Visagismo: Fábio Namatame
Iluminação: Ney Bonfante
Música Original: Mario Manga
Preparação Corporal: Johannes Freiberg
Assistência de direção: Paulo Rogério Lopes

Jabor elogia Hotel Atlântico, de Suzana Amaral

Publicado no dia 17 de novembro, uma semana após a estréia de Hotel Atlântico, de Suzana Amaral, o podcast de Jabor, em seu blog na rádio CBN, elogia a coragem para experimentar de Suzana Amaral com seu filme Hotel Atlântico. ” O interessante neste filme é a metáfora discreta de nosso mundo de hoje. Para onde vamos  na vida pessoal e na política?” pergunta Jabor.

“Muito mais que os políticos e os cientistas sociais  de hoje quem previu nosso presente, foram, no passado, os artistas do passado do século XX como Kafka , Proust, Joice. Este filme tem ecos kafkianos. O cinema deveria ser mais livre, como ele, como este filme de Suzana Amaral.”

Suzana Amaral é professora no curso de pós-graduação de Arte-Educação da FAAT.

Ouça o podcast na integra.