Arborização ocupa grandes centros urbanos

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Rua arborizada no Paraná. Foto: Copel

José Pinheiro

Iniciar um processo de arborização, requer empenho e conjunto com instituições e sociedades, o meio ambiente é o principal fator que motiva o cultivo de árvores e plantio de centenas de espécies nas grandes metrópoles do Brasil.

A arborização em locais públicos do Brasil, cresce em ritmo constante. O plantio de árvores nativas em locais como parques descampados, vias, calçadas e escolas, deu um salto expressivo nos últimos anos. Muitas das espécies utilizadas são selecionadas para não serem prejudicadas, nem interfiram no  clima do local.

Nestes casos considera-se a diferença entre os ambientes  urbano e florestal, incluindo o nível de crescimento de uma árvore, cujas copa e tronco devem ser menores, sem dizer a interferência provocada pela poluição. Exemplo disso está na  adaptabilidade ao local de plantio, os modos como se desenvolvem, a sobrevivência e a vivência, aspectos que exigem seleção criteriosa antes de serem adquiridas.

Árvores que fazem parte de planos de arborização chegam até os 7 metros de altura, e podem passar disso quando são plantadas em parques e campos abertos, mesmo em zonas urbanas. Diante disso, prioriza-se o plantio de determinadas espécies para cada rua, o que facilita a conservação, a poda e o acompanhamento do seu desenvolvimento, além de proporcionarem um ambiente mais limpo e bonito.

De acordo com pesquisadores da Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA), da cidade de Petrolina, “é importante que as pessoas saibam quais são as espécies mais adequadas para cada região, para que estejam atentas no espaço que vai ser destinado à planta, e saibam sobre o processo de plantio, adubação e conservação. Tudo isso representa tempo e também investimento.”  É isso que “ajuda a manter as metas de educação sobre a arborização urbana”, acentuam.

Cidades que aderem a arborização

Foto Jaelson Lucas  Prefeitura de Curitiba

Alameda em Curitiba. Foto: Jaelson Lucas

Curitiba é hoje a cidade exemplo quanto à arborização urbana. Lá cerca de 300 mil árvores estão plantadas pelas vias públicas para que haja uma maior adaptabilidade. O secretário do meio ambiente de Curitiba, Renato Lima,  destaca que com isso “estamos reavaliando programas e projetos, visando harmonizar a natureza e o homem no meio urbano”.

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Avenida arborizada em Porto Alegre. Foto: Site Arte Plural

A cidade de Porto Alegre no Rio Grande do Sul, também é famosa quanto ao verde, pois nela há mais de 1,3 milhões de árvores plantadas somente em ruas e vias urbanas, sem contar parques e praças. Em 2007 a soma desta vegetação equivalia a praticamente uma árvore para cada habitante, na casa de 1,44 milhões de pessoas, segundo a Secretaria  Municipal do Meio Ambiente.

Leis e Manual da Arborização

A Lei 7347/85, estabelece que o meio ambiente é um bem de uso comum do povo, assegurando a todos o direito a um meio ambiente equilibrado, impondo ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para a presente e as futuras gerações.

O manual da arborização da cidade de São Paulo, especifica dados para plantio de árvores em vias públicas, e por isso determina tamanhos e espaços dedicados ao plantio, que deve ser em calçadas com no mínimo 2,40m de largura, medida que comporta árvores de até 8 metros de altura, consideradas de médio porte.  Já em  áreas que possuem rede elétrica com fiação exposta, as árvores cultivadas não podem passar dos 5 metros (de pequeno porte). Locais com calçadas cuja largura seja maior do que 3 metros, podem comportar árvores de 12 metros ou mais (de grande porte), igualmente vetadas em local com rede elétrica.

Pequeno Porte Médio Porte Grande Porte
Até 5 metros De 8 aos 12 metros Igual ou superior a 12 metros

 

Viveiros Municipais

Em todo o Brasil, são registrados mais de 200 viveiros municipais, divididos entre as capitais e nas cidades do interior e encarregados em produzir mudas de diversos tipos de árvores.

Benefícios da Arborização 

Arborizar as cidades não contribui somente com a beleza e o setor paisagístico, mas também com melhorias nas questões climáticas e ambientais. Além disso esta ação deve atingir objetivos de ornamentação, melhoria microclimática e diminuição da poluição, sem dizer a interceptação, reflexo, absorção e a transmissão da radiação solar, melhorando a temperatura do ar no ambiente urbano. A eficiência deste processo depende das características da espécie utilizada, tais como a forma da folha, a densidade foliar e o tipo de ramificação.

O vento também afeta o conforto humano e seu efeito pode ser positivo ou negativo, dependendo grandemente da presença de vegetação urbana. No verão, a ação do vento, retirando as moléculas de água transpiradas por homens e árvores, aumenta a evaporação. No inverno, significa um aumento do resfriamento do ar.


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Alameda Paulistana. Foto: vidaorganizada

Curiosidade

As ruas e avenidas que possuem uma grande população de árvores nativas, podem ser caracterizadas por alamedas, a palavra alameda vem de álamo, que é uma espécie de árvore, as alamedas possuem árvores que se entrelaçam entre si, de um lado para outro, influindo na paisagem do ambiente, qualquer munícipe pode pedir a mudança do título rua ou avenida para alameda, desde que haja no local, uma grande povoação de árvores.


Valor de uma árvore

As arvores não são somente objetos de valor custoso, mas sim de valor para a vida, desde o início dos tempos as arvores contribuem para nosso meio ambiente, é impossível hoje, falar em “verde”, sem que citemos uma árvore como base, é necessário cuidado e plantio, para que jamais esqueçamos da importância de uma árvore na sociedade em que vivemos.

Jornalismo, para todos?

Tatiara Torres

 Os catadores de papel têm um papel extremamente importante dentro do contexto econômico e social, mas infelizmente nunca são reconhecidos pelo trabalho que fazem e chegam a ser excluídos por “não fazerem um trabalho significante”, ficando assim longe do foco de interesse (e importância) da população.

Podemos afirmar, com toda clareza, que foram raros os momentos em que este público foi abordado pela mídia, que geralmente está mais preocupada em fofocas das “celebridades” e deixa de lado pessoas que, muitas vezes, vítimas de um sistema desigual, buscam sua renda de um modo mais árduo e penoso, por falta de oportunidades. Será que este não é um tema a ser discutido na mídia?

 Até onde se sabe, o jornalismo tem como princípio “dar voz a quem não tem”, mas, como vemos, assuntos como catadores de papel não estão na ordem do dia e nas conversas de bar. A população geralmente só adjetiva um assunto como “relevante” quando este é agendado pela mídia. Sendo assim, onde estão os ilustres jornalistas para repercutirem isto?

Fazer jornalismo se limita ao ato de exercer a profissão, mas fazê-lo levando em questão a ética, respeitando o leitor e abordando temáticas que façam com que a sociedade caminhe, olhando aqueles que não são assistidos como uma parcela relevante e fundamental para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária em todos os sentidos.

Resgatar o papel social de nossa profissão

Victor de Paula

 As mudanças ecológicas que atualmente tem transformado o mundo ganham cada vez mais espaço na mídia e as idéias de responsabilidade social e sustentabilidade são difundidas em larga escala através dos meios de comunicação. As palavras de ordem “Liberdade, Igualdade e Fraternidade” deram lugar para “Reduza, Reuse e Recicle”, mas, mesmo com todas estas campanhas de conscientização cresce a cada dia mais a quantidade de lixo nas cidades.

E é neste cenário que um personagem fundamental para a manutenção da nossa sociedade nasce e é popularmente chamado de catador de papel. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE – o Brasil produz diariamente 240 mil toneladas de lixo e o município de São Paulo, que possui aproximadamente 10 milhões de habitantes, produz por mês 15 mil toneladas. Deste material 23% é reutilizável. De todo esse material são recolhidos e reciclados pelos catadores 3,3 milhões de toneladas de papel, 120 mil toneladas de alumínio e 360 mil toneladas de plástico por ano no Brasil

Possivelmente os dados acima sejam divulgados pela mídia uma vez que o trabalho destes brasileiros é que coloca o Brasil no ranking dos 10 países no quesito reciclagem. Porém, um dos dados não divulgados pela imprensa é o de que, segundo a Coopamare – Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Aparas e Materiais Reaproveitáveis – um catador trabalha em média 10 horas por dia e tem uma renda mensal que varia entre R$ 350 à R$ 600 reais.

Como futuros jornalistas, devemos resgatar o papel social de nossa profissão e um dos pilares que a sustentam é o de levar a voz aos menos favorecidos. Conscientes da nossa condição de formadores de opinião podemos propagar a importância profissional e, cabe dizer, sócio-ambiental, do cidadão que se utiliza do que não é mais utilizado pela sociedade como forma de sobrevivência. E assim contribuir para dar condições mais humanas e para a edificação dos direitos destes trabalhadores.