O “Caminho” para o sucesso

 

O LOG DA RÁDIO ATUALMENTE.

O LOG DA RÁDIO

Carlos Berti

Fundada em 2004 por Monsenhor José Lélio Ferreira, falecido em junho de 2011. A rádio o caminho começou como um projeto para atender as pessoas que frequentavam a igreja, assim a comunidade começou a arrecadar fundos para a rádio, então conseguirem um terreno e assim construíram a sede. Em 2010 a nova diretoria da rádio é assumida, presidida por Demerval Gonçalves, superintendente da rede Record.

LUCI MIRANDA

Luci Miranda, apresentadora da rádio. (Foto: Site “O Caminho”)

Com o crescimento da rádio em 2011 e a grande audiência, ela se muda de um bairro simples da cidade, para o centro. A partir desse momento ela se transforma de uma rádio comunitária, para uma rádio comercial, e logo em 2012 ela inova e chama a atenção de todos, criando um debate político entre os candidatos à prefeitura de Bragança Paulista, nesse momento ela já começa a correr atrás de colaboradores para crescer na transmissão da   mídia.

HERICK

Gerente Hérick Bernardino. (Foto: Site “O Caminho”)

Atualmente a rádio tem três funcionários Herick Bernardino (gerente responsável pela rádio, Luci Miranda (jornalista e cuida da parte financeira) e Reginaldo (operador de áudio). Herick é quem faz mais sucesso em toda a programação que envolve 52% de entretenimento, 37% informativo e 11% religioso, sendo 56% público feminino e 44% masculino. Ele faz um programa no período da manhã, aonde consegue ficar em segundo na audiência, no total de 4 rádios.

A rádio 105,9 abrange cerca de 10 bairros, e tem o poder da internet, onde o ouvinte pode entrar no site www.ocaminhofm.com.br e pode escutar de qualquer aérea do brasil. Ela funciona das 8:30 da manhã até as 22:00, com três apresentadores. Em 2014 eles querem se destacar cada vez mais no mercado, atualmente eles criaram um aplicativo para celulares (androide, IOS e Windows oito) para que possam escutar aonde estiverem e ter o contato direto com os apresentadores dos programas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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“Green Park – o retrato de uma ocupação” A realidade das moradias irregulares em Bragança Paulista

Por: Cléo de Oliveira

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O documentário feito pelos alunos Tamara Salazar, Maria Thereza Longobardi e Eric Brandão, retrata o cenário da vida real no Green Park – loteamento situado em Bragança Paulista, interior de São Paulo. Segundo eles, a proposta da feitura deste trabalho é apresentar a realidade vivida pelos moradores deste local, que surgiu há mais de 20 anos.

Sobre o surgimento do Green Park, Maria Thereza dá uma breve explicação: “era um terreno particular que foi transformado em loteamento, que não foi aprovado, tornando-se irregular. Com toda a burocracia e o passar dos anos, a regularização do local tornou-se cada vez mais complicada e distante, tornando o local passível de invasões, dado o descaso e abandono, caracterizando assim, uma ocupação”.

A partir disto, o principal foco do documentário, segundo Longobardi, é o cotidiano dos moradores e qual o posicionamento deles com relação ao bairro em que vivem. Além da visão dos moradores externos – de outros bairros – com relação a eles. Especialistas em habitação e moradia irregulares, especialistas em outras áreas diversas (arquitetos, urbanistas, filósofos, sociólogos e jornalistas) artigos científicos e documentos cedidos pela prefeitura deram embasamento a este documentário. “Conseguimos um considerável número de informações que nos ajudaram muito no decorrer da realização do trabalho”, diz Longobardi.

Dentre as dificuldades encontradas para a execução deste trabalho, a principal delas foi conseguir entrevistas com representantes de órgãos oficiais, como a prefeitura. “Procuramos diversas vezes – desde o começo até o final do trabalho – os responsáveis pelas áreas de habitação da prefeitura, apesar de nos cederem algumas informações, todos se negaram a dar entrevistas, lamenta Maria Thereza. Outro apontamento feito por Longobardi foi na parte de edição do material, pois segundo ela os computadores da faculdade não suportam grande quantidade de material. ” Chegamos a perder boa parte de material já decupado e cortado, tendo que recomeçar do zero e quando recomeçamos o programa só travava, fazendo com que fosse impossível editarmos na faculdade “, frisa.

Sobre as estratégias, o trabalho foi desenvolvido a partir do pré – roteiro idealizado pelo grupo e pelo orientador. Nisto, este roteiro serviu como “bússola” para que o documentário fosse construído. Financeiramente, o documentário teve o custeio de R$ 2.000, entre transporte, alimentação e materiais para o feitio do trabalho.

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Para que seja feito um Trabalho de Conclusão de Concurso é importantíssimo o aluno se interessar pelo assunto, pois o mesmo terá que conviver com o tema durante, aproximadamente, um ano. Apaixonar-se pelo tema é algo natural.  “Apaixonei-me pelo objeto de estudo, pelo fato de gostar de me relacionar com as pessoas e retratar isso, principalmente os que estão à margem da sociedade, sofrem algum tipo de preconceito e etc. Foi justamente isso que me fez optar pelo jornalismo e agora, por esse tema. Poder vivenciar essas realidades”, conta Longobardi.

Depois de, aproximadamente um ano, o grupo obteve alguns resultados: a situação do bairro é totalmente desconhecida pelos órgãos públicos e nada é feito pelos mesmos para que os moradores tenham uma vida digna. “A atitude e o modo com que a Prefeitura nos tratou só confirmou a tese de que realmente, para eles, o Green Park é um assunto que preferem deixar ‘debaixo do tapete’. Tal comportamento não deveria acontecer, pois o próprio Poder Público deveria providenciar moradias dignas a esses cidadãos, com escolas, postos de saúde, segurança e oportunidades de emprego próximo, a fim de estabiliza-los socialmente. O que está longe de ser realizado”, afirma Maria Thereza.

O grupo que produziu o documentário não pretende deixá-lo somente como produto acadêmico, e sim trazer conhecimento para aquelas pessoas que desconhecem a situação dos moradores do Green Park. Além, de entrar em contato com o representante do lugar para que possam organizar um local (igreja, salão) para que seja feita a reprodução do documentário para os moradores. “Esperamos também que o Poder Público tome conhecimento do trabalho e se sensibilize”.

Segundo Maria Thereza, um dos seus desejos é efetuar um trabalho sobre conscientização da população que mora no Green Park. E que seja levada informações imprescindíveis sobre direitos de moradia e direitos de cidadãos. Independentemente do lugar onde estas pessoas moram estes direitos têm que ser igualitários.